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Emicida mostra opressão contra negros em seu artístico e incrível novo videoclipe de “Boa Esperença”

31 08

2015

O rap brasileiro mais uma vez prova que não esta para brincadeira, e que veio para dar voz a quem não tem nessa sociedade.

Emicida MIXSEA

Emicida é um dos que compactua com essa ideia, o último videoclipe que ele lançou com o titulo “Boa Esperança” mostra a opressão que os empregados, em sua maioria negros, sofrem pelos patrões, ele enfoca mais na questões das(os) empreagadas(os) domésticas, que são frequentemente humilhadas(os) pelos empregadores, que geralmente pertencem à classe alta, privilegiada. Apesar do enfoque nas domésticas, a crítica contida no video se estende a todos os pares da sociedade, com certeza.

As pessoas que têm tendência mais reacionária, tratarão a video como “disseminadora de ódio”, atribuindo o Emicida como um “racista branco” e “incentivados da guerra entre raças”, dirão que “essa não é a melhor forma de lutar contra o racismo, que quase não existe no Brasil.

“O tempero do mar foi lágrima de preto | Papo reto, como esqueletos, de outro dialeto |Só desafeto, vida de inseto, imundo | Indenização? Fama de vagabundo | Nação sem teto”

É interessante observar como o assunto é tratado de forma diferente nas diferentes classes sociais do país, e o olhar individual dessas classes mostram muita coisa sobre elas e sobre o próprio Brasil. Puxando um pouco na memória, lembremos do homem branco que atirou em nove negros dentro de um igreja que fica em uma comunidade negra dos EUA, o assunto até que não repercutiu muito, pense o “transtorno” que seria para o mundo se o negro que tivesse atirado em pessoas brancas? Mesmo não acontecendo no Brasil, como dissemos, o modo como o nosso país trata o assunto mostra muita coisa sobre ele.

Boa Esperança” é um excelente trabalho, muito bem tratado por quem entende, e deverá ficar marcada na história da música brasileira como um grito social (ou pelo menos deveria)

Refrão: Por mais que você corra irmão
Pra sua guerra vão nem se lixar
Esse é o xis da questão
Já viu eles chorar pela cor do orixá?
E os camburão o que são?
Negreiros a retraficar
Favela ainda é senzala jão
Bomba relógio prestes a estourar


O tempero do mar foi lágrima de preto
Papo reto, como esqueletos, de outro dialeto
Só desafeto, vida de inseto, imundo
Indenização? Fama de vagabundo
Nação sem teto, Angola, keto, congo, soweto
A cor de etoo, maioria nos gueto
Monstro sequestro, capta três, rapta
Violência se adapta, um dia ela volta pu cêis
Tipo campos de concentração, prantos em vão
Quis vida digna, estigma, indignação
O trabalho liberta, ou não
Com essa frase quase que os nazi, varre os judeu? extinção
Depressão no convés
Há quanto tempo nóiz se fode e tem que rir depois
Pique jack-ass, mistério tipo lago ness, sério és
Tema da faculdade em que não pode por os pés
Vocês sabem, eu sei
Que até bin laden é made in usa
Tempo doido onde a KK, veste obey (é quente memo)
Pode olhar num falei?
Nessa equação, chata, policia mata? Plow!
Médico salva? Não! Por que? Cor de ladrão
Desacato invenção, maldosa intenção
Cabulosa inversão, jornal distorção
Meu sangue na mão dos radical cristão
Transcendental questão, não choca opinião
Silêncio e cara no chão, conhece?
Perseguição se esquece? Tanta agressão enlouquece
Vence o Datena, com luto e audiência
Cura baixa escolaridade com auto de resistência
Pois na era cyber, ceis vai ler
Os livro que roubou nosso passado igual alzheimer, e vai ver
Que eu faço igual burkina faso
Nóiz quer ser dono do circo
Cansamos da vida de palhaço
É tipo moisés e os hebreus, pés no breu
Onde o inimigo é quem decide quando ofendeu
(cê é loco meu)
No veneno igual água e sódio
Vai vendo sem custódio
Aguarde cenas no próximo episódio
Cês diz que nosso pau é grande
Espera até ver nosso ódio

Refrão

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