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Os x-men e as minorias

11 09

2015

   
Como muitos já sabem, os mutantes são um grupo de pessoas capacitadas com o gene X, que os fazem desenvolver uma mutação, ou seja, habilidades especiais. No entanto, muito além de apenas heróis, vilões ou até anti heróis, eles são pessoas pertencentes a uma minoria (ou várias, em alguns casos).

   É expresso em vários dos filmes (principalmente pela direção ser feita por Bryan Singer, homossexual assumido) a perseguição que os mutantes sofrem por serem quem são – isso sem contar as HQs, em que o leque de arcos e histórias de personagens representativos é enorme. Considerados os patinhos feios da marvel, os x-men, desde o seu primórdio, são compostos por personagens diversificados e representantes de minorias como é o caso da conhecida Tempestade, Ororo Munroe: mulher, negra e de orgiem egípcia.

(10) Tumblr

Storm – mutant capable of controlling the weather

   A incorporação de personagens com diferenças étnico-culturais, de nacionalidades, sexualidades e classes sociais diversas transforma os mutantes em um grupo miscigenado e de extrema importância para a empatia que a sociedade precisa ter com essas minorias. É raro ver exposto em tais mídias algo como a complexidade expressa pelos mutantes.

   Além disso, a perseguição sofrida por não se encaixarem nos padrões é demonstrada em todas as mídias – desenhos, quadrinhos, filmes – dos mutantes, se tornando essencial para a história deles e para esta análise. As pessoas parecem ter medo do que é diferente. E isso desencadeia uma série de reações em quem é considerado como tal.

   Para exemplificar, nada melhor que situações das histórias dos próprios x-men: a dicotomia entre as filosofias do Magneto e do Professor X em lidar com a situação da opressão humana herdada de experiências passadas de ambos, a revolução de Scott Summers, nas HQs, ao não mais tolerar tanta descriminação e, por último, mas essencial, o arco da Dinastia M, símbologia de um holocausto mutante.

   Tudo isso serve como representação da realidade, afinal, a ficção não é isso? Expressão do que é ou de como deveria ser? Mutantes são mero instrumentos de protestos para compreensão. Stan Lee pode não ter considerado isso quando os criou em 64, nem Chris Claremont quando assumiu o comando das HQs na década de 80. Entretanto, essa é a leitura que eu faço desse grupo excepcional após anos os acompanhando. Isso é o que os torna tão especiais, não só para mim, mas para muitas outras pessoas. Essa é a leitura que os convido a fazer na próxima vez que assistirem a algum filme dos x-men (Apocalypse em 2016 btw).

   Ver e ler algo dos x-men não apenas pelas batalhas ou romances (que são geniais) mas para “empatizar”. Para sentir empatia por eles e, consequentemente – principalmente -, pelo próximo. Negro, branco, homossexual, heterossexual, mulher, homem, deficiente… Mutante. São todos humanos no fim. Cada um com a sua história, suas motivações, seus sonhos. Se bons ou ruins, quem sabe? Não somos todos compostos de trevas e luz? Só é preciso criar a condição para que a luz se sobressaia.

   Como disse Ororo Munroe no funeral do Professor X em X-men 3:

“Nós vivemos na idade das trevas, em um mundo cheio de medos, ódio e intolerância. Mas em certos momentos há aqueles que lutam contra isso. (…) Onde tivermos de ir, nós devemos carregar a visão de Charles, e essa é visão de um mundo unido.” (Tradução por Andressa Mendes)

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