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Ainda existe infância? O que é ser criança em 4 filmes que abordam o tema

16 10

2015

Há algum tempo em uma roda de amigos, uma amiga levantou a seguinte questão: “infância não existe. Se pararmos para pensar em todas as responsabilidades que as crianças têm, veremos que infância não exite. Afinal, o que é ser criança?” Isso gerou um debate maravilhoso e ela, então, nos passou o seguinte documentário sobre o tema:

Todo esse assunto me fez refletir, especialmente nessa semana em que é comemorado o “Dia das crianças”. Enquanto pessoa e professora eu sou uma admiradora dos pequenos e dos seus comportamentos. Vejo nas crianças uma fonte de imaginação, criatividade e, acima de tudo, potencialidade. Acho fascinante observar como cada um com tão poucos anos de experiências possuem concepções e opiniões tão fortes sobre diversos assuntos.

Ao ler um artigo sobre isso (aqui) obtive alguns conceitos e ideias sobre a infância. Um deles foi o conceito de Freud de que “todo indivíduo é resultado da síntese de três fatores o id (nosso inconsciente) o ego (nossa consciência) e o superego (valores culturais). A formação será vivida pela criança segundo 2 mecanismos a projeção de seu mundo interior no mundo concreto, exterior; e a introjeção das experiências com fatos do mundo circundante sobre sua interioridade, isto é, sua mente.” (FONTE)

Esse conceito explicita a ideia de que as crianças são um espelho das suas relações com os outros. Elas interiorizam e projetam o que entendem e absorvem da convivências com os pais, os colegas de sala, os professores. Isso não significa, no entanto, que elas não podem ser mutáveis. Muito pelo contrário, é por causa de todas as suas experiências que elas se moldam no adulto do futuro.

Vida adulta. Esse era o ponto que queria chegar logo que comecei a escrever esse texto. A minha amiga disse que “infância não existe”. Mas será mesmo? Será que a nossa “infância” inteira foi uma preparação para a vida adulta? Afinal, o que é infância? O que é ser criança? Está aquém de mim as respostas para tais perguntas, principalmente porque não creio que tenho embasamento para falar de tal assunto. Mas, não fiz esse post para terminar aqui. Proponho uma reflexão. E quer algo melhor que um bom filme para refletir? Por isso fiz uma lista com quatro filmes que abordam a infância de um modo bastante adulto e complexo, sem perder a essência do que é infantil, mas também com “um pézinho” na vida adulta da qual fazemos parte. Confiram:

Número 1: A Guerra dos Botões (2011) de Yann Samuell –

Um filme ambientado na França de 1960 que conta a história de uma rivalidade entre grupos de colégios de aldeias diferentes. É um filme leve, daqueles que te deixam com um sentimento bom e lágrimas nos olhos no final, mas te faz refletir, especialmente com relação ao personagem Lebrac: uma criança encarregada de tomar conta da família (mãe e irmã), ser chefe da “gangue” e ter um bom desempenho escolar. Sem mais delongas, é um filme de fácil entendimento que aborda a passagem da infância para a vida adulta e os desafios e possibilidades de crescimento que a vida reserva para todos.

Untitled

Resultados da Pesquisa de imagens do Google para http://img.vejasp.abril.com.br/t/2/t540x360/a-guerra-dos-botoes-2.jpg

Número 2: Tomboy de Céline Sciamma –

Filme (também) francês tem como personagem principal Laure (ou Mikael), uma garota que se identifica com o gênero masculino. A inclusão de Tomboy nessa lista é simples pela questão do paradoxo vida adulta/vida infantil (embora não seja o foco do filme). Durante todo o filme há cenas de Laure/Mikael se divertindo, seja com a irmã (personagem fantástica, btw), seja com a vizinhança, mas, principalmente, cenas de amadurecimento e reflexões as quais ela (ou ele (o uso de pronomes é bastante complicado aqui)) é submetida (o). O tema abordado foi muito bem construído no roteiro do filme bastante sensível e duro ao mesmo tempo.

Mikael. My name is Mikael.

TOMBOY

Número 3: Moonrise Kingdom de Wes Anderson –

De um dos meus diretores preferidos, Moonrise Kingdom é, de forma bastante resumida, a história de duas crianças que decidem fugir de suas respectivas vidas. Com um conteúdo menos “pesado” do que o anterior, esse filme retrata de maneira cômica e brilhante as insatisfações que as pessoas, no geral, tem com a vida. O foco do filme é dado aos personagens Sam e Suzy e suas concepções sobre amor, responsabilidades, família, amigos, e outros. É um filme bastante envolvente e aclamado.

Moonrise 💜💜

movie quotes and scenes

Número 4: Divertida mente de Pete Docter –

Essa animação pode ser classificada como infantil para muitos, mas carrega uma complexidade tão grande que merce estar nessa lista. Produzido pela Pixar, Divertida mente é a história sobre como funciona o cérebro da protagonista Riley a partir da interação das cinco emoções principais: alegria, raiva, tristeza, nojo e medo (embora, pelo filme é possível ver como outras áreas do cérebro são importantes). É um filme sobre crescimento, em todos os sentidos, e amadurecimento da fase infantil para a adolescência. É divertido e interativo (seguindo aquela fórmula de filmes da Pixar) mas ao mesmo tempo psicologicamente “educativo”. Vale a pena assistir e, se não se convencer, leia esse post intitulado: “A psicologia por tráz de Divertida mente“.

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Obs.: para fazer esse post me baseei em algumas críticas e alguns textos da internet. Leiam também clicando aqui, aqui e aqui. Recomendo. <3

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