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Crítica do longa nacional “Tarja Branca” e a reflexão da necessidade do brincar

08 11

2015

A importância do lúdico é o tema do filme que mostra que o brincar deve extrapolar a infância

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O longa metragem brasileiro “Tarja Branca – A Revolução que Faltava” de Cacau Rhoden reflete acerca da ludicidade (na verdade, da falta dela). O documentário nos apresenta a hipótese de que o ato de brincar está cada vez mais ausente em nossa sociedade -e isso é um problema. O longa trata o que se dialoga com o lúdico como algo sério.

Quando foi a última vez que você brincou nos últimos dias? A resposta para a maioria das pessoas é frustrante. Para problematizar a questão, o documentário usa com maestria entrevistas de pessoas de variadas profissões e de alguns projetos de valorização cultural e mistura análises dos profissionais com relatos pessoais, o que gera um aproximação benéfica com o expectador.

https://i2.wp.com/s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/19/3f/ed/193fedb4b2e3d40a69110d9ab50bb35d.jpg?resize=424%2C237&ssl=1Acredita-se que a brincadeira esteja ligada basicamente à infância. Mas não é só isso. O longa demonstra que o adulto vai perdendo a capacidade de se permitir o lúdico. E é aí que está o problema, pois ao se privar da brincadeira, o adulto se priva também das experiências e oportunidades que ela traz: liberdade, plenitude, integridade e, principalmente, te joga, de forma benéfica, pra “fora da casinha”.

Para cada um dos entrevistados que brincam, os “brincantes”, se entregar ao lúdico significa coisas diferentes. Pra um pode ser o próprio ócio, pra outro a literatura, para outro o próprio trabalho, que ele julga ser divertido, desempenha esse papel.

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O filme não apela nesse ponto, mas deixa claro que o provável principal culpado pela perda de brincadeira seja o capitalismo. O modo de produção atual exige dedicação a todo o tempo e não permite momentos de distração, mesmo que isso reflita em perda da produtividade. Portanto, o próprio sistema descredibilizou e restringiu a brincadeira a “assunto de criança”. Talvez isso explique como as pessoas estão cada vez mais desencantadas e exaustas de suas rotinas, empregos e relações.

A criatividade, talvez, nasça justamente do ato lúdico -por isso, ao brincar, a criança quando “nos encanta e é chamada criativa; quando não a compreendemos, é chamada desatenta, hiperativa”, corforme esta resenha do filme do psicólogo Ricardo Brasil.

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Além da bela fotografia, o longa cumpre bem seu papel ao promover uma importante reflexão, mesmo se tornando meio repetitivo em alguns momentos. A valorização da cultura popular (entrevistando o capitão de uma Congada, por exemplo) e da literatura como formas de transgredir da realidade monótona também tornam o filme mais sensível e belo. O longa brinca, inclusive, com o título “Tarja Branca”, que é um trocadilho com o nome dos medicamentos”tarja preta”, e traz a brincadeira também como um remédio pra questões emocionais e nos faz refletir que o adulto que não brinca não consegue plenitude nem satisfação.

O longa está disponível no site de streaming Netflix por meio deste link. Assista ao trailer do filme:

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