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Jogos Vorazes: A Esperança – O Final | Crítica

20 11

2015

Vejo algumas pessoas discutindo sobre a qualidade do filme Jogos Vorazes: A Esperança – O Final e, a cada argumento, percebo o quanto vejo claramente que este filme foi excepcional e que sua história não é para qualquer um. O último filme é um Jogos Vorazes real dos tempos modernos, sem câmeras, sem regras, só a indignação de um povo.

 

Título original: The Hunger Games: Mockingjay – Part 2

Distribuição Nacional: Paris Filmes

Ano de produção: 2015

Duração: 2h 17min

Direção: Francis Lawrence

Nacionalidade: EUA

Gênero: Aventura , Ficção científica

Nota: nota 5 MIXSEA

 

 

Jogos Vorazes, uma saga que não somente mais um blockbuster qualquer. Para quem ainda não conhece a história da saga se passa meio a muita indignação, em uma nação chamada Panem que foi dividida em uma capital e 12 distritos. Cada um desses distritos é responsável por um setor para manter a capital, além disso, eles fornecem dois adolescentes entre 12 e 18 anos para competiram no reality show chamado Jogos Vorazes, só uma pessoa sai viva destes jogos (na teoria). Devido a exploração da capital, a desigualdade social e a brutalidade dos Jogos Vorazes, os distritos, um por um, vão se solidarizando com a força e senso de justiça da protagonista Katniss, que quer uma nação melhor, para todos.Agora, no último filme da saga, a trama retoma no momento que termina a Parte 1, quando Ketniss (Jennifer Lawrence) é atacada por Peeta (Josh Hutcherson), que esta fora de si, o que deixa a heroína com mais cede de vingança do Presidente Snow (Donald Sutherland)

Gostaria de chamar a atenção para uma das coisas que pode ter feito desse filme oque ele é hoje: a escolha do elenco. Jennifer Lawrence dá uma aula de interpretação como Katniss Everdeen, por não ser uma personagem rasa e não ter as características de uma heroína como estamos acostumados, Jennifer trabalha muito bem os picos de emoções da personagem, com muita bravura, coragem e astucia, mas ao mesmo tempo com tantos conflitos e inseguranças. Josh Hutcherson também brilhou nesta saga, principalmente nos dois últimos filmes, e sobretudo no último, quando o seu personagem ganha mais espaço. Ele conseguiu nos passar toda a angústia que Peeta estava passando e conseguimos acessar de forma muito sensível os conflitos internos que o sufocavam. O elenco de apoio também surpreendeu com sua qualidade, Donald Sutherland, Sam Claflin, Jena Malone e Elizabeth Banks, todos muito bons com carreiras ótimas, mas o conjuntos de todos eles vale ouro.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas é claro que um filme não é 100%, até porque nem sei se isso é possível, mas um personagem que deixou a desejar, durante toda a saga foi Gale. Não consegui engolir a atuação de Liam Hemsworth, ele estava muito perdido nas cenas, com o olhar vazio e falta de inspiração. Talvez, seja porque esta no inicio de sua carreira, e por isso perdoamos, mas em meio de tantas feras, os fracos ganham destaque, e não do jeito positivo.

 É curioso perceber o quanto as sagas atingem um número grande de pessoas, de todas as idades. Jogos vorazes, como já disse, não é só mais uma, ela é A saga. Não há mais como comparar Jogos Vorazes com Crepúsculo, ou Harry Potter, ou Divergente. Jogos Vorazes vai mais fundo do que nenhuma outra saga foi, tratando de assuntos como manipulação da mídia, desigualdade social, miséria, revolução, autoritarismo, dentre outros, são questões muito sérias para que fiquem só nas telonas, e isso contribuiu muito para o sucesso dos filmes, porque o público entendeu o que Katness quer, entendeu que ela passa uma mensagem também a nós, e que o mundo dela, com todas aquelas injustiças, também é o nosso. Muita coisa para uma história infantojuvenil não? Talvez esteja na hora de começarmos a olhar com outros olhos este universo muitas vezes menosprezado e tão farto, o universo infantojuvenil. Natalie Dormer e Jennifer Lawrence em 'Jogos Vorazes: A Esperança - O Final' (Foto: Divulgação/Paris Filmes)

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 Devemos nos lembrar de que o Jogos Vorazes que vemos nos cinemas é uma adaptação de uma obra literária. Veja bem, adaptação. Não cópia. Os produtores seguiram muito bem os livros escritos por Suzanne Collins, respeitaram muito o que as páginas contam, até porque não podia ser diferente, já que a história era de Suzanne, afinal de contas, mas eles não podem também desconsiderar o senso de arte que têm, desconsiderar suas carreiras e não colocarem toques deles no filme, senão algo estaria errado. Digo isso pois muitas pessoas ficaram indignadas com o final da história nos cinemas por passar uma ideia de que ficou tudo bem, ou de que acabou tudo lindo.

Vejo o final como merecido, os produtores de cinema resolveram mostrar o lado satisfeito de Katness, depois de tantas lutas, frustrações e perdas, Katness merecia um pouco de paz. Isso não significa que ela não tenha ficado traumatizada para o resto da vida com as coisas que aconteceram, só significa que resolveram mostrar o lado esperançoso da protagonista, de como ela queria viver a sua vida. Afinal, “a esperança é a única coisa maior do que o medo” não? Se não víssemos este lado de Katness, o que restaria seria só medo. Vejo o final do filme como um complemento ao final do livro, cada um mostrando uma face do que restou de tanta barbari. É por isso que disse lá em cima que não é uma história para qualquer um, você precisa estar aberto a novas experiências e deixar suas emoções livres para poder enxergar tudo o que a história tem a nos mostrar. Eu, a cada vez que vejo novamente um filme da saga, acho alguma coisa nova, e isso me desafia muito, o que é bom que um filme faça.

Outra peculiaridade da saga, e sobretudo neste final, é que os personagens principais têm pouca fala, eles são mais observadores, mas de ação do que fala. principalmente Katness. Por causa disso, os atores tiveram de usar todas as cartas na manga para passar o que os personagens sentem. Cada simples gesto, cada olhar furioso, cada risada sínica e cada lágrima sincera eram verdadeiras aos olhos dos espectadores, mechem com as sensações de quem esta tão envolvido com a história, e quando conseguimos atingir os sentidos, a coisa fica cada vez mais verdadeira. Neste último filme, em que se tem mais ação e suspense, os picos de emoções que os espectadores prometem deixar guardado na memória um filme tão sincero, e bem produzido, como Jogos Vorazes: A Esperança – O Final é, assim como toda a saga.

Jogos Vorazes: uma saga que merece a quantidade de fãs que tem, que denuncia injustiças e nos faz enxergar que mesmo nos lugares e situações mais remotas, há esperança. Com certeza, uma saga que deixará saudades.

Veja o trailer do filme:

Veja como foi nosso encontro de fãs de Jogos Vorazes AQUI

5 Comentários

  • Felipe - 21/11/2015 as 5:11 pm

    Excelente crítica, disse uma coisa que demorei pra perceber, não é por que o filme não aprofundou na depressão da Katniss igual no livro, que o final foi 100% feliz, mas da pra perceber pelo o plano de fundo, e analisando toda a saga que a serie passou uma mensagem boa e não terminou tudo as mil maravilhas.

  • Fabio - 22/11/2015 as 12:38 pm

    Toda vez que leio uma critica, vejo que vi um filme diferente de quem escreve a crítica…
    Não é pq o filme trata de manipulação da mídia, desigualdade social, miséria, revolução, autoritarismo, dentre outros, bla bla bla, que ele é bom.
    Esse filme foi com muita força de vontade morno, e nao vejo pq nao mostrar o final como o do livro, que é o que acontece no mundo real, que quem luta por algo nem sempre se dá bem no final, que vai sofrer as consequencias. Se quer dar um exemplo para os jovens, que se dê esse, para que nao pensem que tudo termina bem sempre.
    Como não li os livros me veio a seguinte dúvida: estava me perguntando pq diabos no filme, o snow resolveu chamar o povo pra ir para a mansão dele… Sendo que ele sabia que o pessoal estava lá e que provavelmente eles nem chegariam perto de lá com aquelas armadilhas…, num primeiro momento pensei que era uma armadilha, mas depois nao entendi nada.

  • Bruna - 23/11/2015 as 7:51 pm

    Há certas obras que passam a ser melhor apreciadas com o passar do tempo. Eu me pergunto se A Esperança – Parte 2 é uma destas? Se não é um destes filmes que precisam de tempo para decantar até que seja possível perceber a sua excelência. Ainda estou confusa com intensidade e algumas falhas do filme, mas concordo com você: não é uma história para qualquer um. Além da autora e do diretor terem entregue algo em um ritmo totalmente contrário ao “Jogos Vorazes” e “Em Chamas”, há muito nas entrelinhas.

  • Israel - 26/11/2015 as 9:00 pm

    Fábio, beleza?! Quando você diz que “que deveriam mostrar, que quem luta por algo nem sempre se dá bem no final”, na minha opinião eles mostraram isso, tendo em vista o que aconteceu com os amigos e principalmente com a irmã da Katniss (não vou falar o que foi pra não dar spoiler rs). Não é porque no final mostra ela ‘bem’ que realmente ela esteja bem. Acho que isso fica um pouco nas entrelinhas. Eu também acho que deveriam ter mostrado no filme o final exatamente igual ao do livro, mas de qualquer forma eu gostei muito!
    Quanto a sua pergunta com relação ao Snow ter chamado todos para sua mansão, o que mostra no livro é que ele quer fazer um “escudo” com as crianças da Capital, deixando elas na frente do portão, para que ninguém entrasse. Aí o que acontece no livro é a mesma coisa do filme.

    Abraços!!!

  • Rodrigo - 11/08/2016 as 12:40 pm

    Isso não foi uma critica do filme, pq todos os pontos positivos apresentados foram herança do livro e, como voce mesma disse, o filme é uma adaptação, e essa adaptação não foid as melhores. Mas vale ser vista.

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