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Os 150 anos de Alice no País das Maravilhas e seus mistérios ainda não revelados

24 12

2015

Alice fez 150 anos neste ano (2015), mas a sua história atemporal e fascinante continua um clássico para leitores de todas as idades até hoje. A garotinha que chega ao País das Maravilhas alcançou um público muito maior do que as crianças do século 19, e isso não pouca coisa, afinal, são 150 anos de história, de gerações de admiradores.

O diferencial de “Alice no País das Maravilhas” na época em que foi lançada foi o foco da própria história. Antes, as histórias eram focadas em mostrar a educação moral às crianças, eram para ensinar a boa conduta aos jovens. Lewis Carroll mudou tudo isso quando criou uma história para entretenimento e para incentivar a imaginação.

Na história de Carroll, Alice não confia nos adultos, acha eles ilógicos, ela vive em mundo muito confusos e faz várias descobertas sobre ela mesma; dá conselhos de boas maneiras mas também reprime os habitantes do País das Maravilhas. Por essas particularidades, “Alice no País das Maravilhas é considerada uma virada na literatura infantil, ela mostra uma revisão das maneiras com que adultos e crianças se relacionavam, e consequentemente eram retratados na literatura.

O sucesso de Alice através do mundo pode estar relacionado à essência britânica do livro: no País das Maravilhas temos uma rainha, festas e chás, empregadas domésticas e jogos de croquê. Isso tudo nos dá uma visão nostálgica de uma sociedade vitoriana idealizada, e são os mesmos elementos que tornaram Harry Potter tão conhecido também, já na atualidade.

E como qualquer história de sucesso, existem várias teorias obscuras sobre a menina Alice e o escritor Lewis Carroll, mas que não fazem sentido (e não importam) para a literatura em sí. Algumas dessas teorias diz que Alice foi estuprada, outra diz que Alice era viciada em drogas e por isso imaginou tantas coisas, inclusive porque aparece a lagarta fumante na história, outra diz que Carroll era um pedófilo e construiu a história para conseguir a menina na vida real. O que importa, é que nada disso importa (e nenhuma dessas histórias conseguiu embasamento suficiente para serem verdadeiras- e nem vão conseguir), já que nada diminuirá a grandeza deste grande clássico.

Qualquer pessoas que leia “Alice no País das Maravilhas” perceberá que é um texto aberto, em que podemos ter vários significados, e preferimos aceitar aquele que está voltado para a nossa perspectiva. É por isso também que a história sobrevive tão forte até hoje, por essa capacidade de ser versátil, de podermos ver diferentes significados em diferentes contextos.

Lembrando que, Alice foi escrita por um matemático. Carroll adoraria saber que seu livro continua um enigma. Ao longo deste 150 anos, tivemos várias traduções, adaptações e versões desa história, e com certeza teremos muito mais por vir desta história que nos leva a lugares maravilhosos.

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