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“A 5ª Onda” cai na mesmice e não agrada | Crítica

29 01

2016

“A 5ª Onda” é mais um filme que saiu da forma dos filmes adolescente e jovens adultos – mas dessa vez, muito mal feito/ mal escrito/ e perdido.

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Título original: The 5th Wave

Ano de produção: 2016

Distribuição Nacional: Sony Pictures

Duração: 1h 57min

Direção: J Blakeson

Nacionalidade: EUA

Gênero: Aventura, Ficção científica

Nota:  2

O filme A 5ª Onda é uma adaptação de uma série de livro de mesmo nome (por enquanto, dois foram escritos e o terceiro volume deve ser lançado em breve) do autor Rick Yancey. Quando o livro foi lançado, teve muitas dificuldades porque o público tinha muitas outras trilogias para ler e acabou sendo deixado de lado, com o filme, parece ter sido a mesma história.

A história do filme gira em torno de métodos usados por uma raça alienígena para exterminar a humanidade. A 1ª onda de ataques é um pulso eletromagnético que destrói todo tipo de tecnologia (luz elétrica, motores de carros, celulares, computadores, etc) . Na 2ª onda, os aliens causam maremotos, na 3ª onda criam um vírus mortal transmitido por pássaros e, por fim, na 5ª onda, eles se disfarçam de humanos para causar discórdia e desconfiança entre as poucas pessoas que restaram, além de matá-las. Essas ondas acontecem muito rápidas no filme,  ainda no primeiro ato, para nos apresentar ao trama, de cara já conhecemos a protagonista Cassie (Chloë Grace Moretz), a 5ª onda que de fato toma conta do filme, e é nela Cassie toma a missão de resgatar o irmão mais novo, Sam, que foi levado pelo exército .

Depois de tantas adaptações boas, “A  5ª Onda” não se sobressai, e por isso temos a sensação de que já vimos esse filme antes, ou de que sabemos o que vai acontecer no final. As semelhanças com a Katniss Everdeen, de Jogos Vorazes, são enormes, o desafio de Cassie em sobreviver a um mundo selvagem é uma deles, a tentativa de salvar o irmão a qualquer custo é outra,  e um triangulo amoroso morno e quase sem explicação com o misterioso Evan Walker (Alex Roe), e o colega de colégio Ben (Nick Robinson)  é outro. São temas que já vimos em “Maze Runner”, “Crepúsculo” e “Divergente”, só que dessa fez, feitos de uma maneira perdida, porque apelam para tantos acontecimentos de uma só vez que o filme acaba sem emoção nenhuma.

De fato, a trama mais interessante do filme gira em torno da 5 ª onda, em saber quem é humano ou não, mas tudo é tratado de forma tão simplória, resumido basicamente em capacetes e chips, tornando o roteiro e a fotografia falhos. As cenas de ação da explosiva Ringer (Maika Monroe) são as melhores do filme, fazendo com que você lembre de algo bom no final, são melhores até do que as cenas da própria protagonista, não por incompetência de Chloë, mas sim pelo fraquíssimo roteiro.

O livro tem suas características próprias que faz com que seja diferente de tudo e sobreviva no mercado até hoje, mas o roteiro de Akiva Goldsman, Susannah Grant e Jeff Pinkner apostam (errôneamente) nos elementos que o aproximam de franquias como Jogos Vorazes, Crepúsculo (dentre outros). Então, a minha dica é: se quiser saber mais sobre a história, ou se até se interessou pela trama, leia os livros que com certeza vão te mostrar uma história diferente.

Concluindo, me parece que o filme foi feito para vender, e não com o intuito de trazer de fato uma boa história e fazer virar algo para o público, se a Sony quer uma trilogia de sucesso para chamar de dela terá que se esforçar muito mais do que isso nos próximos dois filmes que teremos pela frente da franquia. A esperança, como já diziam, é a última que morre.

Veja o trailer do filme:

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