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O surpreendente “Capitão América: Guerra Civil”| Crítica

30 04

2016

ATENÇÃO: O post a seguir não contém spoilers comprometedores, mas se não quiser ter conhecimento algum sobre o filme, NÃO LEIA.

 

Título: Capitão América: Guerra Civil

Direção: Anthony Russo, Joe Russo

Ano: 2016

Duração: 2horas e 28 minutos

Nacionalidade: EUA

Gênero: Ação

Nota: nota 5 MIXSEA

 

 

Dia 28 de Abril de 2016 estreou nos cinemas brasileiros um dos maiores e, talvez, melhores filmes de super heróis já visto. Produzido pela Marvel/Disney, Capitão América: Guerra Civil alcança expectativas ao adaptar um dos mais famosos arcos das HQs, na medida do possível, uma vez que vários personagens das HQs ou não pertencem ao MCU (Marvel Cinematic Universe) ou não haviam sido introduzidos nos filmes e não seria adequado os apresentar na trama, sem desenvolvê-los.

Os últimos acontecimentos globais protagonizados pelos heróis levaram políticos de vários países a acordarem um meio de controlar as ações dos vingadores, e de qualquer um que aja por conta própria como vigilante, super-herói, etc. Esse é o principal fator que leva os vingadores a se dividirem em primeiro lugar. Lutando por seus objetivos e pelo que acreditam Steve Rogers e Tony Stark iniciam a ruptura nos, até então, bem estruturados Vingadores.

Fonte: weheartit.com

Claro que o fator político não é o único a mover os heróis. Quando Bucky Barnes é apresentado como ameaça, Steve Rogers não mede esforços para ficar ao lado do ex-amigo. Assim, escolhas são feitas, amigos lutam contra amigos, revelações alteram para sempre (talvez) as relações entre Vingadores e o futuro do grupo termina incerto.

Apesar da história, que é desenvolvida de forma fantástica, com reviravoltas inesperadas, é importante destacar o aparecimento de dois personagens incríveis e do desenvolvimento de outros. O Homem-Aranha de Tom Holland traz uma versão do amigo da vizinhança até então nunca vista nos cinemas: o cabeça de teia, literalmente, adolescente. Com papel fundamental no filme, é de se parabenizar o MCU por ter trazido o personagem para o seu universo. A trama teria sido certamente mais vazia e menos barulhenta sem Peter Parker.

O segundo personagem é o Pantera Negra, extremamente esperado pelos fãs e tão bem interpretado por Chadwick Boseman, que trouxe a essência e a elegância do T’challa. Elegância pela coreografia de lutas feitas pelo Pantera, que trouxeram uma satisfação aos olhos de tão bem feitas, e sua atitude na cena final. Ademais, foi possível apreciar mais momentos em tela de personagens como Bucky Barnes e Sharon Carter, essenciais nas histórias do Capitão América, Wanda Maximoff e Visão, importantes protagonistas de vários momentos.

Por fim, Capitão América: Guerra Civil é bem sucedido em introduzir tantos personagens ao filme e não deixar um sem desenvolvimento. Claro que nem todos puderam ser tão bem explorados, mas todos obtiveram seus momentos e importância para a história. Tecnicamente excelente, com cenas de lutas de tirar o fôlego e efeitos sonoros incríveis, o filme abre a fase três do MCU, deixa incertezas sobre o futuro do grupo e dos personagens e um gostinho de quero mais.

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