Crítica Reza a Lenda

07 02

2016

Apesar de pecar em algumas cenas e roteiro, Reza a Lenda, com elenco destacável e excelente direção de arte, sai da zona de conforto e mostra o amadurecimento brasileiro em diferentes gêneros.

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Título: Reza a Lenda

Ano de produção: 2015

Distribuição Nacional: Imagem Filmes

Duração: 1h 27min

Direção: Homero Olivetto

Nacionalidade: Brasil

Gênero: Ação

3

 

 

Dirigido por Homero Olivetto (filho do famoso publicitário Washington Olivetto), o longa mostra o talento do diretor. Embora haja algumas falhas, como a falta de ritmo em alguns momentos, a audácia em relação ao gênero e técnica muito bem executada representam importantes inovações ao contexto cinematográfico brasileiro.

A trama se passa no sertão nordetisno (embora haja certa sugestão de lugar universal). Uma gangue liderada por Ara (Cauã Reymond) tenta recuperar uma santa (há, aí, uma indireta crítica ao extremismo religioso) roubada por Tenório (Humberto Martins, com métodos de discurso e diálogos incríveis para demonstrar seu poder). Há alguns acontecimentos secundários que envolvem Severina (Sophie Charlotte) e uma outra moça que cruza o caminho da gangue.

reza-a-lenda1Sophie Charlotte se destaca pela atuação magnifica, mesmo que atrapalhou pelo roteiro. Com muito potencial a ser explorado, Severina teve apenas um papel secundário na trama, aparecendo, em boa parte do tempo, como meio submissa ao namorado e um pouco estereotipada enquanto mulher (padrão que, felizmente, tem sido desconstruido nas demais produções, como em Mad Max). Cauã Reymond também atua satisfatoriamente e merece mérito por ter participado da produção.

Apesar de tudo isso, a produção de arte fez um trabalho excelente. A fotografia é muito linda e intrigante e a trilha sonora é fantástica (embora usada, às vezes, em contextos equivocados). Mas o que impressiona mesmo é o realismo das cenas. Com certeza, é uma das melhores (talvez a mais realista) produções brasileiras no que se refere a efeitos de camera e computadorizados. Tudo é MUITO real (mais do que muitos filmes norte-americanos que custaram milhões e milhões de dólares).

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Assista ao trailer de Reza a Lenda:

A incrível e inovadora fotografia do seriado Hannibal

11 01

2016

Hannibal foi uma série de suspense/terror estadunidense cujo cancelamento foi anunciado em junho de 2015 (embora haja um relativo interesse em retomar a trama) e teve uma recepção bem favorável pela crítica especializada. Baseada nos elementos do livro Red Dragon de Thomas Harris, a trama mistura casos criminais, suspense e terror psicológico e foca relação amistosa entre o agente do FBI Will Graham e o psiquiatra Dr. Hannibal Lecter, interpretado de forma esplêndida pelo ator dinamarquês Mads Mikkelsen.

A direção de arte e fotografia (comandada por James Hawkinson) de Hannibal é fabulosa e inovadora. Elementos como o design de produção e fotografia combinam brilhantemente com o roteiro, o que molda o entendimento visual do expectador de acordo com a reação desejada, tonando a série mais emocionante.

 

A galeria abaixo contém apenas capturas de tela de cenas da primeira temporada do seriado. As seguintes imagens são dignas de sessões especificamente fotográficas:

Fotografia em Hannibal

As imagens de Hannibal cozinhando carne humana, por exemplo, são belíssimas e conseguem transmitir tanto a habilidade culinária, quanto a frieza do psiquiatra. O seguinte vídeo enviado por um fã do seriado ao Youtube exemplifica isso:

Optaram por usar na série em quase todas as cenas uma baixa profundidade de campo. Isso faz com que o fundo fique desfocado e com bokeh. Trata-se de algo muito subjetivo. Eu acho que, em Hannibal, isso contribui muito esteticamente. No entanto, há quem afirme se sentir desconfortável e até com uma certa sensação de claustrofobia. Talvez esteja aí uma das razões pro uso exagerado da baixa profundidade de campo: causar um certo desconforto visual de acordo com o que o roteiro pede.

~Extra~

O pessoal do canal online de humor “CollegeHumor” fez uma paródia de como seriam os pratos de Hannibal se fossem preparados de uma forma, digamos, um pouco menos sutil É hilário! Veja:

As duas primeiras temporadas de Hannibal estão disponíveis no serviço de streaming Netflix neste link.

Série fotográfica retrata a vida de militares transgêrenos

20 12

2015

O fotógrafo britânico Stephen King (não, não é o escritor) desenvolveu um projeto e fotografou pessoas trans do serviço militar do Reino Unido.

 

“Durante uma festa do Exército, Penny se fantasiou de colegial – com saia, peruca e tudo. Um de seus colegas disse que ela parecia confortável de saia e Penny percebeu que ele estava certo. Ela fez a transição em 2007 e recebeu todo o apoio de seus colegas.”

 

 

O título da série fotográfica é bem sugestivo: “Dry Your Eyes Princess” (Seque seus olhos, princesa). Trata-se de um termo depreciativo usado informalmente dentro das Forças Armadas para ridicularizar algum indivíduo que porventura chore e demonstre fraquezas/sofrimentos e incentivá-los a endurecer.

 

 

“Caroline nasceu em 1959 e começou a servir o Exército aos 14 anos. Ela foi a primeira trans a continuar prestando serviço militar na Inglaterra após ter feito a transição.”

 

 

“Christine entrou no serviço militar em 1979, quando tinha 22 anos. Em uma noite, ela e um amigo sairam para dançar vestidos de mulheres e foram pegos por oficiais. O sargento responsável pela equipe de Christine tentou intimidá-la de todas as formas, até que ela desistiu e deixou o Exército em 1984.”

 

 

 

 

 

 

 

 

“Todo esse tempo, ela se vestia escondida. Descobrindo a internet em 2000, sua vida mudou. Ela começou a conhecer outras pessoas trans e saiu publicamente pela primeira vez.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No dia da exposição da série fotográfica no museu, fizeram um vídeo entrevistando o fotógrafo e algumas das participantes. No vídeo, elas falam um pouco de sua história, do que sentiram ao posarem para as fotos e como era ser um militar transgênero. É muito interessante o relato delas, vale a pena assistir ao vídeo, infelizmente o vídeo está em inglês, se você não conseguir entender, vale também pelas imagens:

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Possível parceria entre as cantoras Rihanna e Lady Gaga

29 11

2015

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Há meses tem se divulgado detalhes do novo álbum “Anti” da cantora Rihanna. Entre as estratégias de divulgação há o site promocional ANTidiaRY, uma plataforma onde são destravados cômodos e está disponível apenas para plataformas móveis. Neste sábado (28), o segundo dos seis cômodos do projeto foi liberado chamado “Studio”.

 

 

 

Nos segundos 00:26, 00:35 e 00:41 é possível identificar a voz de Lady Gaga, o que causou uma enorme excitação por parte dos Little Monsters (fãs da Gaga) e dos Navy (fãs da Rihanna) com a possibilidade de uma colaboração entre as duas. Em 2013 elas trocaram alguns tweets gerando expectativas, mas o dueto não saiu. Sabemos que Rihanna provavelmente não colocaria a voz da Gaga apenas para divulgar o álbum se estivesse completamente alheia ao projeto. Será que agora vai?

Ouça o trecho em se pode perceber a voz de Gaga: (nos segundos 00:26; 00:35 e 00:41):

Com esses vídeos Rihanna vai dando uma ideia do conceito do seu oitavo álbum. Até agora já foram divulgadas três músicas desse novo projeto com o qual a cantora sairá em turnê em fevereiro de 2016: “FourFiveSeconds“, “American oxygen” e “Bitch better have my money“. Há sinais que o “Anti” pode ser lançado no dia 4 de dezembro, mas não é nada confirmado, o que pode fazer os fãs terem que esperar por mais alguns dias.

007 Contra Spectre | Crítica

23 11

2015

Lançado no início de novembro de 2015, 007 Contra Spectre se mostra como mais um longa da franquia com todos os clichês e algumas cenas corretas. Embora não se trate do pior filme desta safra, é muito inferior, por exemplo, a 007 – Operação Skyfall (que é apenas bom) e Casino Royale.

 

Título original: Spectre

Estúdio: B24, Columbia Pictures, Danjaq

Ano de produção: 2015

Duração: 2h 30min

Direção: Sam Mendes

Nacionalidade: EUA, Reino Unido

Gênero: Ação, Espionagem

Nota: Nota 3 MIXSEA

 

~SPOILER LEVE~ O filme inicia no México no dia dos mortos perseguindo um criminoso. O desfecho disso culmina na descoberta de uma organização criminosa: a Spectre. O filme prossegue e se encontra uma relação entre essa organização e alguns sistemas de espionagem. Integrantes dessa organização já cruzaram com Bond em outros carnavais…https://i0.wp.com/covilgeek.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Spectre-007.jpg?resize=679%2C425

Há alguns pontos altos e muitos baixos no filme. Quando começa a haver suspense, por exemplo, há uma brusca quebra da expectativa e o ritmo do filme desacelera novamente. Por outro lado, a fotografia da obra é muito boa e a trilha sonora é média. Há a chiclete música tema desde filme (Writing’s On The Wall) interpretada por Sam Smith e praticamente só.

O longa desenvolve bem até certo ponto, mas tem dificuldade em te prender na poltrona no do filme. Há cenas desnecessárias e saídas muito forçadas pra certos mistérios durante a trama. Os porquês são confusos e, por vezes, forçados para a história “fechar”. Ao refletir sobre o filme, percebe-se que o roteiro é confuso, superficial e, em muitos momentos, equivocado. Conta com as já clichês canetas explosivas, Bond Girls sem sal, um vilão que quase não aparece e um Bond menos esperto, menos sedutor e simplesmente violento.

Aqui é uma questão pessoal: sempre achei Daniel Craig como James Bond meio sem sal e, nesse filme, ele se superou (negativamente) nesse quesito.

Assista ao trailer de 007 Contra Spectre:

 

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