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A incrível capacidade Humana

05 12

2015

Nos humanos como sabemos somos cheios de imperfeiçoes e de talentos, cada um de nos tem um pouco de cada ou muito de ambos, mas uma coisa que me surpreende e a capacidade de criação, seja uma invenção tecnológica, ou um livro , uma musica ou um talento com desenhos. Pensando nisso separei algumas criações feitas a base de um coisa simples, uma coisa do nosso dia a dia.

A primeira delas e este vídeo que esta no youtube onde mostra um cara construindo um Boing A308  feito a totalmente a base de papel.

A segunda são estes desenhos incrivelmente realistas.

Outra coisa que sempre me surpreende são os origamis, estes são mais fáceis de se achar, mas são de uma beleza incrível.

Tem também aqueles que conseguem fazer musica com instrumentos feitos com itens digamos nada convencionais.

E é claro, existe diversos outros talentos estão sempre por ai aonde você menos espera, as vezes vemos alguns na internet mas o mundo e cheio de pessoas talentosas, e nos não percebemos pois estamos com pressa ou por achar que tal coisa e perca de tempo nem olhamos, então quando você estiver andando na rua por ai observe que você poderá encontrar alguma pessoa com um talento incrível.

Crítica do longa nacional “Tarja Branca” e a reflexão da necessidade do brincar

08 11

2015

A importância do lúdico é o tema do filme que mostra que o brincar deve extrapolar a infância

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O longa metragem brasileiro “Tarja Branca – A Revolução que Faltava” de Cacau Rhoden reflete acerca da ludicidade (na verdade, da falta dela). O documentário nos apresenta a hipótese de que o ato de brincar está cada vez mais ausente em nossa sociedade -e isso é um problema. O longa trata o que se dialoga com o lúdico como algo sério.

Quando foi a última vez que você brincou nos últimos dias? A resposta para a maioria das pessoas é frustrante. Para problematizar a questão, o documentário usa com maestria entrevistas de pessoas de variadas profissões e de alguns projetos de valorização cultural e mistura análises dos profissionais com relatos pessoais, o que gera um aproximação benéfica com o expectador.

https://i2.wp.com/s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/19/3f/ed/193fedb4b2e3d40a69110d9ab50bb35d.jpg?resize=424%2C237&ssl=1Acredita-se que a brincadeira esteja ligada basicamente à infância. Mas não é só isso. O longa demonstra que o adulto vai perdendo a capacidade de se permitir o lúdico. E é aí que está o problema, pois ao se privar da brincadeira, o adulto se priva também das experiências e oportunidades que ela traz: liberdade, plenitude, integridade e, principalmente, te joga, de forma benéfica, pra “fora da casinha”.

Para cada um dos entrevistados que brincam, os “brincantes”, se entregar ao lúdico significa coisas diferentes. Pra um pode ser o próprio ócio, pra outro a literatura, para outro o próprio trabalho, que ele julga ser divertido, desempenha esse papel.

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O filme não apela nesse ponto, mas deixa claro que o provável principal culpado pela perda de brincadeira seja o capitalismo. O modo de produção atual exige dedicação a todo o tempo e não permite momentos de distração, mesmo que isso reflita em perda da produtividade. Portanto, o próprio sistema descredibilizou e restringiu a brincadeira a “assunto de criança”. Talvez isso explique como as pessoas estão cada vez mais desencantadas e exaustas de suas rotinas, empregos e relações.

A criatividade, talvez, nasça justamente do ato lúdico -por isso, ao brincar, a criança quando “nos encanta e é chamada criativa; quando não a compreendemos, é chamada desatenta, hiperativa”, corforme esta resenha do filme do psicólogo Ricardo Brasil.

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Além da bela fotografia, o longa cumpre bem seu papel ao promover uma importante reflexão, mesmo se tornando meio repetitivo em alguns momentos. A valorização da cultura popular (entrevistando o capitão de uma Congada, por exemplo) e da literatura como formas de transgredir da realidade monótona também tornam o filme mais sensível e belo. O longa brinca, inclusive, com o título “Tarja Branca”, que é um trocadilho com o nome dos medicamentos”tarja preta”, e traz a brincadeira também como um remédio pra questões emocionais e nos faz refletir que o adulto que não brinca não consegue plenitude nem satisfação.

O longa está disponível no site de streaming Netflix por meio deste link. Assista ao trailer do filme:

Amélie Poulain e os pequenos prazeres da vida

06 11

2015

O fabuloso destino de Amélie Poulain é um filme francês cuja direção foi feita por Jean-Pierre Jeunet. É um filme antigo, o lançamento no Brasil aconteceu em 2002, mas, ainda hoje, é bastante assistido e aclamado.Imagem de amelie, movie, and amelie poulain

Ele conta a história de Amélie, uma garota que cresceu isolada das outras crianças devido aos pais acharem que ela tinha algum problema no coração. Foi educada em casa pela mãe, que perdeu quando ainda era nova. Devido aos acontecimentos da sua infância, Amélie cresceu e se tornou uma adulta com uma visão moldada e deturbada dos outros a sua volta. Ela saiu de casa e passou a morar sozinha em Paris. Passou a viver uma vida acomodada e com uma rotina monótona. Até que um dia, encontrou uma caixinha de criança escondida em seu apartamento. Uma caixinha que um dia já pertencera a um menino.

Seu momento de epifania foi esse, de encontrar a caixinha, o que despertou em Amélie uma vontade imensa de devolvê-la ao dono. Uma vontade de se doar, e ela dedicou, então, sua vida em cumprir esse objetivo, até quando o realizou e viu como o dono da caixinha se emocionou em recebê-la.  A visão que Amélie tinha dos outros foi remodelada naquele momento. Ela, que sempre buscara sentir os pequenos prazeres da vida, descobriu o melhor e maior de todos: o prazer de ajudar o outro, de fazer a vida do outro melhor.

O filme se desenrola com Amélie ajudando, de forma anonima (o que mostra que ela não estava fazendo o que fazia para ser reconhecida, e sim, para se sentir bem), aqueles que a rodeavam. Desde juntar um casal à melhorar a vida de um garoto maltratado e influenciar o pai a sair de casa para viajar – o que ele não fez desde que a mãe morreu. Amélie dedicou sua vida aos outros, buscou o sentido da vida.

Durante essa busca, no entanto, ela deixou de lado algo que também importava. Ela esqueceu de se ajudar, de si mesma. Na procura da satisfação em ajudar o próximo, Amélie se esqueceu. Até que esbarrou em alguém, alguém que viria a evitar encontrar por muito tempo. Alguém que, talvez, pudesse ser o amor da sua vida.

O fato de Amélie relutar tanto em encontrar com o homem da máquina de fotos demonstra e materializa toda a sua personalidade moldada desde a infância. Há uma fala no filme, em que o “Glass man” diz: you mean she would rather imagine herself relating to an absent person than build relationships with those around her? Ou seja, você quer dizer que ela preferiria se imaginar se relacionando com uma pessoa ausente do que construir relacionamentos com outros ao redor dela? A resposta para essa pergunta é sim. Até que ela recebe “um empurrãozinho”, ela prefere não se relacionar com os outros.

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Em suma, Amélie Poulain descobre os menores prazeres da vida. Ela consegue viver solidariamente, mas também encontrar alguém para si e para preencher um vazio interno. “O fabuloso destino de Amélie Poulain” é um filme melancólico, mas doce e feliz na mensagem que traz. É um daqueles filmes, que mesmo com mais de 10 anos de existência e, mesmo já sendo visto repetidamente, faz com que o público se derreta ao mirar a tela e ouvir a trilha sonora (fantástica) tão marcante.

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So, my little Amélie, you don’t have bones of glass. You can take life’s knocks. If you let this chance pass, eventually, your heart will become as dry and brittle as my skeleton. So, go get him, for Pete’s sake!

 

Obs.: A quem se interessar, ouça a trilha sonora do filme completa aqui:

Pai usa câmera para retratar o universo do filho autista

01 11

2015

O fotógrafo Timothy Archibald usou a câmera para retratar o universo do filho autista na série para o livro intitulado “Echolilia: Sometimes I Wonder”

Segundo Archibald, seu filho Elijah foi diagnosticado como portador de autismo e isso, além de tê-lo ajudado a compreender Eli (apelido dado ao filho) melhor, foi a oportunidade de tentarem achar uma ponte emocional entre eles -entra aí, inclusive, a fotografia. “Echolilia”, além de dar nome à série fotográfica, é uma das formas de se pronunciar, em inglês, a palavra ecolalia, que remete à repetição de sons e é um sintoma relativamente comum em crianças com alguns tipos de autismo.

Sobre o projeto de 2010 que ainda se mantém atual, o fotógrafo afirma que, ao fazer as fotos, ora ele conduz, ora o filho o faz, mas sempre algo inesperado é capturado pela lente da câmera. O mais impressionante e peculiar é não capturar momentos clichês ou de sorrisos robotizados como é feito pela maioria das famílias.

Você pode comprar o livro aqui e ler histórias relacionadas a algumas das fotografias aqui (em inglês).

Todas as imagens e direitos por Timothy Archibald.

Ainda existe infância? O que é ser criança em 4 filmes que abordam o tema

16 10

2015

Há algum tempo em uma roda de amigos, uma amiga levantou a seguinte questão: “infância não existe. Se pararmos para pensar em todas as responsabilidades que as crianças têm, veremos que infância não exite. Afinal, o que é ser criança?” Isso gerou um debate maravilhoso e ela, então, nos passou o seguinte documentário sobre o tema:

Todo esse assunto me fez refletir, especialmente nessa semana em que é comemorado o “Dia das crianças”. Enquanto pessoa e professora eu sou uma admiradora dos pequenos e dos seus comportamentos. Vejo nas crianças uma fonte de imaginação, criatividade e, acima de tudo, potencialidade. Acho fascinante observar como cada um com tão poucos anos de experiências possuem concepções e opiniões tão fortes sobre diversos assuntos.

Ao ler um artigo sobre isso (aqui) obtive alguns conceitos e ideias sobre a infância. Um deles foi o conceito de Freud de que “todo indivíduo é resultado da síntese de três fatores o id (nosso inconsciente) o ego (nossa consciência) e o superego (valores culturais). A formação será vivida pela criança segundo 2 mecanismos a projeção de seu mundo interior no mundo concreto, exterior; e a introjeção das experiências com fatos do mundo circundante sobre sua interioridade, isto é, sua mente.” (FONTE)

Esse conceito explicita a ideia de que as crianças são um espelho das suas relações com os outros. Elas interiorizam e projetam o que entendem e absorvem da convivências com os pais, os colegas de sala, os professores. Isso não significa, no entanto, que elas não podem ser mutáveis. Muito pelo contrário, é por causa de todas as suas experiências que elas se moldam no adulto do futuro.

Vida adulta. Esse era o ponto que queria chegar logo que comecei a escrever esse texto. A minha amiga disse que “infância não existe”. Mas será mesmo? Será que a nossa “infância” inteira foi uma preparação para a vida adulta? Afinal, o que é infância? O que é ser criança? Está aquém de mim as respostas para tais perguntas, principalmente porque não creio que tenho embasamento para falar de tal assunto. Mas, não fiz esse post para terminar aqui. Proponho uma reflexão. E quer algo melhor que um bom filme para refletir? Por isso fiz uma lista com quatro filmes que abordam a infância de um modo bastante adulto e complexo, sem perder a essência do que é infantil, mas também com “um pézinho” na vida adulta da qual fazemos parte. Confiram:

Número 1: A Guerra dos Botões (2011) de Yann Samuell –

Um filme ambientado na França de 1960 que conta a história de uma rivalidade entre grupos de colégios de aldeias diferentes. É um filme leve, daqueles que te deixam com um sentimento bom e lágrimas nos olhos no final, mas te faz refletir, especialmente com relação ao personagem Lebrac: uma criança encarregada de tomar conta da família (mãe e irmã), ser chefe da “gangue” e ter um bom desempenho escolar. Sem mais delongas, é um filme de fácil entendimento que aborda a passagem da infância para a vida adulta e os desafios e possibilidades de crescimento que a vida reserva para todos.

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Resultados da Pesquisa de imagens do Google para http://img.vejasp.abril.com.br/t/2/t540x360/a-guerra-dos-botoes-2.jpg

Número 2: Tomboy de Céline Sciamma –

Filme (também) francês tem como personagem principal Laure (ou Mikael), uma garota que se identifica com o gênero masculino. A inclusão de Tomboy nessa lista é simples pela questão do paradoxo vida adulta/vida infantil (embora não seja o foco do filme). Durante todo o filme há cenas de Laure/Mikael se divertindo, seja com a irmã (personagem fantástica, btw), seja com a vizinhança, mas, principalmente, cenas de amadurecimento e reflexões as quais ela (ou ele (o uso de pronomes é bastante complicado aqui)) é submetida (o). O tema abordado foi muito bem construído no roteiro do filme bastante sensível e duro ao mesmo tempo.

Mikael. My name is Mikael.

TOMBOY

Número 3: Moonrise Kingdom de Wes Anderson –

De um dos meus diretores preferidos, Moonrise Kingdom é, de forma bastante resumida, a história de duas crianças que decidem fugir de suas respectivas vidas. Com um conteúdo menos “pesado” do que o anterior, esse filme retrata de maneira cômica e brilhante as insatisfações que as pessoas, no geral, tem com a vida. O foco do filme é dado aos personagens Sam e Suzy e suas concepções sobre amor, responsabilidades, família, amigos, e outros. É um filme bastante envolvente e aclamado.

Moonrise 💜💜

movie quotes and scenes

Número 4: Divertida mente de Pete Docter –

Essa animação pode ser classificada como infantil para muitos, mas carrega uma complexidade tão grande que merce estar nessa lista. Produzido pela Pixar, Divertida mente é a história sobre como funciona o cérebro da protagonista Riley a partir da interação das cinco emoções principais: alegria, raiva, tristeza, nojo e medo (embora, pelo filme é possível ver como outras áreas do cérebro são importantes). É um filme sobre crescimento, em todos os sentidos, e amadurecimento da fase infantil para a adolescência. É divertido e interativo (seguindo aquela fórmula de filmes da Pixar) mas ao mesmo tempo psicologicamente “educativo”. Vale a pena assistir e, se não se convencer, leia esse post intitulado: “A psicologia por tráz de Divertida mente“.

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Obs.: para fazer esse post me baseei em algumas críticas e alguns textos da internet. Leiam também clicando aqui, aqui e aqui. Recomendo. <3

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