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Projeto Aqueenda mostra a arte por trás das Drag Queens

15 10

2015

“Quando fotografo drag queens, vejo muito mais que purpurina, glitter ou plumas. Vejo poesia! Vejo arte! Na maneira de se maquiar, no olhar lançado a cada um na plateia, no figurino, na destreza em fazer o público esquecer que por trás daquela imagem feminina, existe um homem de fato”, disse a fotógrafa Jal Vieira

Drag Queen MIXSEA

O projeto Aqueenda veio então para mostrar que drag queens são mais do que carão, salto alto, purpurina e boa maquiagem. Quem idealizou tudo foi a fotógrafa e designer de moda Jal Vieira, artista brasileira, que criou um perfil no Instagram para divulgar as fotos, que era um sonho já que desde adolescente era uma drag lover e queria fazer uma trabalho que tivesse alguma relação a esse universo tão maravilhoso.

O sonho se fez realidade em 2014, que foi quando ela iniciou a registrar o outro lado das perfomers. Nomes como Willam, Sharon Needles, Márcia Pantera, Rita von Hunty, Malonna, Alexia Twister, Hidra Von Carter, Deendjers e Alyssa Edwards já estiveram diante suas lentes. O rumo do projeto agora é virar uma exposição, um documentário e um livro.

Stéfany Di Bourbom & Márcia Pantera

Em Abril, Jal Vieira deu uma entrevista ao site Papel Pop que vamos replicar para vocês aqui:

Como surgiu a ideia do projeto Aqueenda?
Há cerca de 6 meses, conversando com uma antiga parceira, decidimos fazer um trabalho que desmistificasse a idéia distorcida que algumas pessoas acabam formando a respeito da arte drag, e que isso resultasse em um livro. Algumas coisas mudaram durante o percurso, como o rompimento da parceria, e a idéia de expandir ainda mais a linguagem. Achava importante não só fotografar, me parecia necessário registrar por meio de uma linguagem audiovisual, mais precisamente, um documentário. As filmagens ainda estão sendo planejadas mas as fotos já estão sendo produzidas.

As Deendjers

O que você pretende mostrar com esse trabalho?
O que o projeto busca mostrar desde o seu início são os grandes seres humanos que dão vida à essas drag queens. E esclarecer às pessoas que esses homens não querem ser mulheres. Aliás, estão muito bem com seu corpo masculino. Esses homens querem mostrar que mais do que uma arte que exige trabalho árduo para estar todas às noites no palco, encantando o nosso olhar com beleza, inteligência e perseverança que possuem, buscam ali não somente aplausos. Eles lutam todos os dias para serem respeitados e terem a sua arte reconhecida.

Yasmin Carraroh

E como está sendo o desenvolvimento do projeto?
Tenho registrado em todos os finais de semana o universo drag queen. Mas não somente o que todos conhecem: em baladas. Acompanho esses artistas em seu dia a dia, em casa, na casa de amigos, em ambientes que não estamos acostumados a vê-los. Além disso tenho tido a oportunidade de conhecer, todos os dias, os criadores dessas personagens. Homens que possuem trabalhos como o de qualquer outra pessoa. Que têm contas e deveres a cumprir. Que pegam metrô, que andam a pé, que têm problemas, além de grandes alegrias.

Alyssa Edwards

O que mais chamou sua atenção durante as transformações?
Enquanto estão se maquiando, a maioria delas ainda está fora do personagem. Quero dizer, enquanto essência, mesmo. À medida que esse processo de transformação vai avançando, se começa a perceber como a personagem vai chegando e tomando espaço naquele corpo. Quando o último item, a peruca, é colocado, temos a sensação de que ali se atravessou um portal. A partir desse momento a voz muda; os gestos ficam mais femininos; o olhar reluz mais; a postura se torna mais cuidadosa e, quase não é possível notar que, há minutos atrás, estávamos conversando com um rapaz.

Ikaro Kadoshi

E durante as performances? Algum dos artistas transforma radicalmente sua personalidade?
Quase nunca percebo a presença do criador enquanto a drag queen está ali presente. Mas existe, sim, uma drag queen que me chocou absurdamente na completa diferença de personalidade entre o indivíduo masculino e sua drag: Danny Cowlt. Conheci a Danny ainda nos palcos. Não tinha nenhum contato pessoal com ela, até então. A figura dessa drag é extremamente avassaladora. É impossível desgrudar o olhar dela enquanto está no palco ou mesmo quando passa por você. Figura marcante, forte, de olhar impactante e maquiagem que quase beira a intimidação de tão sombria e misteriosa. Sempre me pareceu que, o homem por trás daquela personagem fosse tão assustador quanto.

Quando enfim conheci o Flávio, criador da Danny, não conseguia acreditar na docilidade daquela pessoa. Fui cumprimentá-lo com um pouco de receio de estar invadindo algum espaço, então me mantive um pouco distante. O Flávio, me vendo mais quieta, se aproximou e me disse: “Vem aqui! Deixa eu te um beijo”. Depois disso, imagine a minha reação. Completo encantamento e respeito. O que mais me encanta nesses artistas é a completa generosidade. Coisa rara de se ver hoje em dia.

Festa Priscilla

Há alguma história interessante que a marcou ao longo do projeto?
Quando o assunto é drag queen, há sempre histórias incríveis! Existe uma que me marcou muito. Prefiro não comentar com quem foi pelo fato da história ser mais delicada e pessoal. Mas, uma das drag queens que entrevistei contou que, em uma fase de crise, se envolveu com drogas. Acabou se viciando e em um dia de uma quase overdose sentiu que estava prestes a morrer. E, naquele momento, além do pensamento em si e na sua família, o que a fez levantar e se reerguer foi pensar que sua personagem ainda tinha muita história pela frente e que não poderia acabar com isso por conta de um vício. Então, largou as drogas. A frase final dela me marcou de uma maneira quase inexplicável. Ela disse: “O que me salvou foi a minha personagem. Não fosse por ela, provavelmente, eu não estaria mais aqui”.

Isso me fez pensar que, a drag queen não é apenas uma personagem que esses homens incorporam à noite. A drag queen é também o que aquele individuo é e respira. O que o ajuda a se movimentar todos os dias.

Hidra von Carter

Você pretende fazer alguma exposição ou lançar um livro com as fotos?
Sim. A exposição é uma idéia efetiva do projeto. Provavelmente, se antecipando ao documentário. Mas acredito que esse resultado venha a longo prazo, pois pretendo criar um acervo por, no mínimo, um ano acompanhando esses artistas. Mas a idéia de uma exposição fotográfica do projeto está, com toda certeza, nos meus planos. Além disso, penso, sim, em um livro. Porém, é muito provável que este seja fruto da exposição e do documentário.

Confira mais imagens:

Natasha Rasha

Márcia Pantera & Ballet Blue Space

Drag 2 Queen MIXSEA

Lola

Sharon Needles

Alexia Twister

Willam

Para ver mais fotos do projeto e saber de mais informações, siga o @projetoaqueenda no Instagram e acesse o site www.projetoaqueenda.com

Fotógrafo registra a “Morte da Conversa”

10 10

2015

É comum vermos hoje pessoas que se reiunem no mesmo lugar mas cada um fica em seu canto, em seus celulares, tablets e semelhantes. Pessoas que mesmo estando ali, parecem estar tão ausentes. O fotógrafo Babycakes Romero quis representar esse quadro.

O nome do seu projeto é “O Fim da Conversa”, que é como ele vê essas inúmeras situações.  Babycakes Romero explica que não é contra a tecnologia mobile, inclusive que gosta muito das facilidades que ela proporciona, mas diz que por outro lado, acredita que o uso excessivo dos aparelhos têm tornado as pessoas seriamente entediadas. Você concorda?

Olhe as fotos e tire suas conclusões:

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Você saberia identificar uma obra de arte, se encontrasse uma em sua frente?

02 10

2015

  Muitas pessoas sonham em viajar pelo mundo para conhecer as mais deslumbrantes obras de arte que a humanidade criou, ao longo de milênios e nas mais diversas localidades. Algumas dessas pessoas conseguem visitar e registrar em fotografias aquilo que o ser humano sempre admirou como representação de beleza, poder ou capacidade cognitiva.

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  Será que alguns monumentos, tais quais o Coliseu de Roma, a Torre Eiffel de Paris, as pirâmides do Egito, a Golden Gate Bridge de São Francisco, entre inúmeras outras (que não cito por questão de não insistir em deixar o texto mais cansativo do que seria se me dispersasse); será que esses monumentos não são supervalorizados? Eu duvido que você, leitor, viva longe de uma sociedade cheia de obras de arte a sua volta, cujos significados ultrapassem a sua percepção distraída, devida à pouca atenção que dedica a contemplar tais maravilhas da humanidade.

   O que é uma obra de arte para aquele que lhes escreve? – vocês se perguntariam se já não os tivesse antecipado. Talvez a pergunta mais coerente a ser feita seria a negativa: o que não é uma obra de arte? Pois lhes dou eu mesmo a minha reposta e meus argumentos, para que possam julgar e, talvez até, compartilhar o meu ponto de vista.

  A finalidade das obras de arte é aquela de permitir a um indivíduo poder expressar-se, solto de qualquer amarra repressora (a sutil redundância faz-se necessária para enfatizar a ideia), de modo que possa ser colocado em prática um conceito que muitos tentam explicar, mas que poucos têm êxito positivo ao fazê-lo: a LIBERDADE. Há algo mais libertador do que cantar no chuveiro, dançar quando ninguém está olhando ou desenhar uma pintura abstrata durante uma aula chata? A arte não é somente aquilo que é belo ao olhar, mas também engloba expressões, às vezes confusas, do poder criativo humano.

   De fato, sendo o objetivo primeiro de uma obra de arte despertar sensações que deem sentido a um determinado sentimento, estou certo de que em qualquer realização, de qualquer pessoa, há um fundo artístico a ser compreendido. Acho interessante ressaltar que, quanto mais oculto o sentido da obra, mais encantadora ela se torna ao julgamento de muitas pessoas.

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    O que pretendo deixar por meio do texto acima é o seguinte: pare e repare mais vezes para notar certas ações que possam parecer efêmeras a um observador desatento, mas que possam ser fonte de ensinamentos preciosos para uma existência repleta de juízos de valor, com os quais terá que conviver para sempre.

P.S. –  Será que isso que acabei de escrever não é uma obra de arte, com um quê de metalinguagem?

Texto de PEDRO COSTA BRUNETTA, nosso leitor assíduo

Nos envie AQUI também o seu texto

Mulher, cantora e símbolo da resistência da identidade negra: Nina Simone

23 08

2015

Documentário “What happened, Miss Simone?” retrata carreira e luta na vida da cantora

“O que eu fazia não era música clássica, nem popular, mas música em defesa dos direitos civis. Todos os meus amigos foram exilados ou simplesmente assassinados. Fiquei meio perdida, amarga, paranoica, imaginando que podia ser morta a qualquer momento.” Nina Simone

Pianista e cantora com timbre áspero e inconfundível de uma mulher cujo talento é esplêndido,  Nina Simone sonhava em ser uma grande concertista, apesar das inúmeras dificuldades. Eunice Waymon começou tocando piano e foi obrigada a cantar até, enfim, tornar-se Nina Simone. Duplamente marginalizada por ser mulher e negra, Nina atuou com frequência no movimento negro norte-americano das décadas de 50 e 60 e lutou por um feminismo inclusivo -especialmente negro. Além de ter sido perseguida pela atuação no combate ao racismo, a cantora também sofreu violência doméstica do marido que a espancava.

A dura trajetória da conturbada vida da cantora, além de ouvida e sentida no seu piano e na sua voz, foi retratada com relativa maestria no documentário “What happened, Miss Simone?” da timidamente premiada diretora Liz Garbus. A obra apresenta a carreira e a vida de Nina com exclusividade sob um olhar inédito, apesar do formato habitual de documentário.

Muitos conhecem a cantora de Feeling Good por sua música, mas o documentário traz uma nova perspectiva e nos permite entender a grandeza dessa mulher que teve altos e baixos e procurava lutar por seus ideais também sem suas músicas, como nas canções Ain’t Got No, I Got Life e Mississippi Goddamn.

Diante dos novos casos de racismo registrados nos EUA, como o massacre de Charleston, poderíamos imaginar a indignação de Nina cantando no funeral das vítimas assim como fez no do ativista pela causa negra Martin Luther King Jr.

Independente de se gostar ou não da música de Nina Simone, conhecer sua história e sua luta vale a pena. O documentário “What happened, Miss Simone?” está disponível no serviço de streaming Netflix.

E se os objetos do nosso cotidiano resolvessem contar suas pequenas aventuras?

17 08

2015

E se alguns objetos que usamos no dia a dia tivessem vida? E se algumas partes do corpo humano falassem? Imagine o que os objetos do nosso cotidiano diriam e/ou fariam se pudessem falar ou agir… por exemplo, o que um termômetro diria sobre ser colocado dentro do nosso corpo? 

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Foi pensando nisso ilustrador Salim Zerrouki elaborou essas “Pequenas Aventuras” e nos proporcionou as respostas para essas perguntas super  importantes, ele partiu do ponto de vista da sociedade sobre alguns assuntos, e também refletiu um pouco sobre alguns ditados populares e superstições. Salim Zerrouki estudou na Fine Art School of Algiers, sua paixão o levou a perseguir uma carreira como diretor de arte em várias agências de publicidade antes de se estabelecer na Tunísia,em uma breve biografia do Zerrouki, ele se descreve como “uma criança grande perfeccionista apaixonada por imagens.” Confira:

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