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A very Murray Christmas | Crítica

08 12

2015

 

Título original: A Very Murray Christmas

Ano de produção: 2015

Duração: 56min

Produção: Netflix

Direção: Sofia Coppola

Nacionalidade: EUA, Reino Unido

Nota: nota 5 MIXSEA

 

O que dizer do natal que mal chegou e já ganhou nossos corações com vários especias? A Very Murray Christmas é sobre o Bill Murray, que tenta reunir vários astros e famosos para um show de natal que iria ao vivo na televisão, mas pela tempestade de neve estar forte, fecharam as rodovias, os metrôs, cancelaram os aviões, e ninguém aparece.


É um musical só com músicas natalinas, e é rapinho, tem 56 minutos, produzido pela Netflix, então melhor ainda. Esse filme conta com participações especiais como Miley Cyrus, Chris Rock e Maya Rudolph, que também arrasam.

“And since we’ve no place to go; Let it snow, let it snow, let it snow” – Michael Bublé

007 Contra Spectre | Crítica

23 11

2015

Lançado no início de novembro de 2015, 007 Contra Spectre se mostra como mais um longa da franquia com todos os clichês e algumas cenas corretas. Embora não se trate do pior filme desta safra, é muito inferior, por exemplo, a 007 – Operação Skyfall (que é apenas bom) e Casino Royale.

 

Título original: Spectre

Estúdio: B24, Columbia Pictures, Danjaq

Ano de produção: 2015

Duração: 2h 30min

Direção: Sam Mendes

Nacionalidade: EUA, Reino Unido

Gênero: Ação, Espionagem

Nota: Nota 3 MIXSEA

 

~SPOILER LEVE~ O filme inicia no México no dia dos mortos perseguindo um criminoso. O desfecho disso culmina na descoberta de uma organização criminosa: a Spectre. O filme prossegue e se encontra uma relação entre essa organização e alguns sistemas de espionagem. Integrantes dessa organização já cruzaram com Bond em outros carnavais…https://i0.wp.com/covilgeek.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Spectre-007.jpg?resize=679%2C425

Há alguns pontos altos e muitos baixos no filme. Quando começa a haver suspense, por exemplo, há uma brusca quebra da expectativa e o ritmo do filme desacelera novamente. Por outro lado, a fotografia da obra é muito boa e a trilha sonora é média. Há a chiclete música tema desde filme (Writing’s On The Wall) interpretada por Sam Smith e praticamente só.

O longa desenvolve bem até certo ponto, mas tem dificuldade em te prender na poltrona no do filme. Há cenas desnecessárias e saídas muito forçadas pra certos mistérios durante a trama. Os porquês são confusos e, por vezes, forçados para a história “fechar”. Ao refletir sobre o filme, percebe-se que o roteiro é confuso, superficial e, em muitos momentos, equivocado. Conta com as já clichês canetas explosivas, Bond Girls sem sal, um vilão que quase não aparece e um Bond menos esperto, menos sedutor e simplesmente violento.

Aqui é uma questão pessoal: sempre achei Daniel Craig como James Bond meio sem sal e, nesse filme, ele se superou (negativamente) nesse quesito.

Assista ao trailer de 007 Contra Spectre:

 

Jogos Vorazes: A Esperança – O Final | Crítica

20 11

2015

Vejo algumas pessoas discutindo sobre a qualidade do filme Jogos Vorazes: A Esperança – O Final e, a cada argumento, percebo o quanto vejo claramente que este filme foi excepcional e que sua história não é para qualquer um. O último filme é um Jogos Vorazes real dos tempos modernos, sem câmeras, sem regras, só a indignação de um povo.

 

Título original: The Hunger Games: Mockingjay – Part 2

Distribuição Nacional: Paris Filmes

Ano de produção: 2015

Duração: 2h 17min

Direção: Francis Lawrence

Nacionalidade: EUA

Gênero: Aventura , Ficção científica

Nota: nota 5 MIXSEA

 

 

Jogos Vorazes, uma saga que não somente mais um blockbuster qualquer. Para quem ainda não conhece a história da saga se passa meio a muita indignação, em uma nação chamada Panem que foi dividida em uma capital e 12 distritos. Cada um desses distritos é responsável por um setor para manter a capital, além disso, eles fornecem dois adolescentes entre 12 e 18 anos para competiram no reality show chamado Jogos Vorazes, só uma pessoa sai viva destes jogos (na teoria). Devido a exploração da capital, a desigualdade social e a brutalidade dos Jogos Vorazes, os distritos, um por um, vão se solidarizando com a força e senso de justiça da protagonista Katniss, que quer uma nação melhor, para todos.Agora, no último filme da saga, a trama retoma no momento que termina a Parte 1, quando Ketniss (Jennifer Lawrence) é atacada por Peeta (Josh Hutcherson), que esta fora de si, o que deixa a heroína com mais cede de vingança do Presidente Snow (Donald Sutherland)

Gostaria de chamar a atenção para uma das coisas que pode ter feito desse filme oque ele é hoje: a escolha do elenco. Jennifer Lawrence dá uma aula de interpretação como Katniss Everdeen, por não ser uma personagem rasa e não ter as características de uma heroína como estamos acostumados, Jennifer trabalha muito bem os picos de emoções da personagem, com muita bravura, coragem e astucia, mas ao mesmo tempo com tantos conflitos e inseguranças. Josh Hutcherson também brilhou nesta saga, principalmente nos dois últimos filmes, e sobretudo no último, quando o seu personagem ganha mais espaço. Ele conseguiu nos passar toda a angústia que Peeta estava passando e conseguimos acessar de forma muito sensível os conflitos internos que o sufocavam. O elenco de apoio também surpreendeu com sua qualidade, Donald Sutherland, Sam Claflin, Jena Malone e Elizabeth Banks, todos muito bons com carreiras ótimas, mas o conjuntos de todos eles vale ouro.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas é claro que um filme não é 100%, até porque nem sei se isso é possível, mas um personagem que deixou a desejar, durante toda a saga foi Gale. Não consegui engolir a atuação de Liam Hemsworth, ele estava muito perdido nas cenas, com o olhar vazio e falta de inspiração. Talvez, seja porque esta no inicio de sua carreira, e por isso perdoamos, mas em meio de tantas feras, os fracos ganham destaque, e não do jeito positivo.

 É curioso perceber o quanto as sagas atingem um número grande de pessoas, de todas as idades. Jogos vorazes, como já disse, não é só mais uma, ela é A saga. Não há mais como comparar Jogos Vorazes com Crepúsculo, ou Harry Potter, ou Divergente. Jogos Vorazes vai mais fundo do que nenhuma outra saga foi, tratando de assuntos como manipulação da mídia, desigualdade social, miséria, revolução, autoritarismo, dentre outros, são questões muito sérias para que fiquem só nas telonas, e isso contribuiu muito para o sucesso dos filmes, porque o público entendeu o que Katness quer, entendeu que ela passa uma mensagem também a nós, e que o mundo dela, com todas aquelas injustiças, também é o nosso. Muita coisa para uma história infantojuvenil não? Talvez esteja na hora de começarmos a olhar com outros olhos este universo muitas vezes menosprezado e tão farto, o universo infantojuvenil. Natalie Dormer e Jennifer Lawrence em 'Jogos Vorazes: A Esperança - O Final' (Foto: Divulgação/Paris Filmes)

movies film jennifer lawrence trailer the hunger games

 Devemos nos lembrar de que o Jogos Vorazes que vemos nos cinemas é uma adaptação de uma obra literária. Veja bem, adaptação. Não cópia. Os produtores seguiram muito bem os livros escritos por Suzanne Collins, respeitaram muito o que as páginas contam, até porque não podia ser diferente, já que a história era de Suzanne, afinal de contas, mas eles não podem também desconsiderar o senso de arte que têm, desconsiderar suas carreiras e não colocarem toques deles no filme, senão algo estaria errado. Digo isso pois muitas pessoas ficaram indignadas com o final da história nos cinemas por passar uma ideia de que ficou tudo bem, ou de que acabou tudo lindo.

Vejo o final como merecido, os produtores de cinema resolveram mostrar o lado satisfeito de Katness, depois de tantas lutas, frustrações e perdas, Katness merecia um pouco de paz. Isso não significa que ela não tenha ficado traumatizada para o resto da vida com as coisas que aconteceram, só significa que resolveram mostrar o lado esperançoso da protagonista, de como ela queria viver a sua vida. Afinal, “a esperança é a única coisa maior do que o medo” não? Se não víssemos este lado de Katness, o que restaria seria só medo. Vejo o final do filme como um complemento ao final do livro, cada um mostrando uma face do que restou de tanta barbari. É por isso que disse lá em cima que não é uma história para qualquer um, você precisa estar aberto a novas experiências e deixar suas emoções livres para poder enxergar tudo o que a história tem a nos mostrar. Eu, a cada vez que vejo novamente um filme da saga, acho alguma coisa nova, e isso me desafia muito, o que é bom que um filme faça.

Outra peculiaridade da saga, e sobretudo neste final, é que os personagens principais têm pouca fala, eles são mais observadores, mas de ação do que fala. principalmente Katness. Por causa disso, os atores tiveram de usar todas as cartas na manga para passar o que os personagens sentem. Cada simples gesto, cada olhar furioso, cada risada sínica e cada lágrima sincera eram verdadeiras aos olhos dos espectadores, mechem com as sensações de quem esta tão envolvido com a história, e quando conseguimos atingir os sentidos, a coisa fica cada vez mais verdadeira. Neste último filme, em que se tem mais ação e suspense, os picos de emoções que os espectadores prometem deixar guardado na memória um filme tão sincero, e bem produzido, como Jogos Vorazes: A Esperança – O Final é, assim como toda a saga.

Jogos Vorazes: uma saga que merece a quantidade de fãs que tem, que denuncia injustiças e nos faz enxergar que mesmo nos lugares e situações mais remotas, há esperança. Com certeza, uma saga que deixará saudades.

Veja o trailer do filme:

Veja como foi nosso encontro de fãs de Jogos Vorazes AQUI

A Incríqvel Historia de Adaline | Crítica

10 11

2015

Título original: The age of Adaline

Ano de produção: 2015

Duração: 1h 53min

Direção: Lee Toland Krieger

Nacionalidade: EUA

Gênero: Romance, Fantasia e Drama

Nota: nota 4 MIXSEA

 

O filme conta a história da personagem Adaline (Blake Lively) que, depois de sofrer um acidente de carro e uma serie de fatores que aconteceram depois, não conseguiu mais envelhecer. A princípio, quando você lê a resenha do filme você acha: é só mais um filme retardado de menininha onde a mulher não morre; mas quando vê o filme muda totalmente de ideia.

Como ela não envelhece, sua filha alcança a sua idade e para Adaline não ser considerada uma aberração ou ser tratada diferente, vive se mudando, de país e cidade; ela toma todo o cuidado do mundo para não ser fotografada e nem reconhecida pelos mais velhos.A té que um dia, em uma festa de ano novo ela encontra o personagem Ellis Jones (Michiel Huisman) e tudo muda, finalmente ela acha um motivo para parar de fugir e se esconder, quando vai visitar a família de Ellis tem uma surpresa inesperada que irá complicar um pouco sua relação.Posso dizer que Blake Lively se superou nesse filme, fez uma super atuação e provou que esse papel não poderia ter sido interpretado por outras atrizes.

Trailer:

“Você viveu todos esses anos e não constituiu uma vida”

Crítica do longa nacional “Tarja Branca” e a reflexão da necessidade do brincar

08 11

2015

A importância do lúdico é o tema do filme que mostra que o brincar deve extrapolar a infância

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O longa metragem brasileiro “Tarja Branca – A Revolução que Faltava” de Cacau Rhoden reflete acerca da ludicidade (na verdade, da falta dela). O documentário nos apresenta a hipótese de que o ato de brincar está cada vez mais ausente em nossa sociedade -e isso é um problema. O longa trata o que se dialoga com o lúdico como algo sério.

Quando foi a última vez que você brincou nos últimos dias? A resposta para a maioria das pessoas é frustrante. Para problematizar a questão, o documentário usa com maestria entrevistas de pessoas de variadas profissões e de alguns projetos de valorização cultural e mistura análises dos profissionais com relatos pessoais, o que gera um aproximação benéfica com o expectador.

https://i2.wp.com/s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/19/3f/ed/193fedb4b2e3d40a69110d9ab50bb35d.jpg?resize=424%2C237&ssl=1Acredita-se que a brincadeira esteja ligada basicamente à infância. Mas não é só isso. O longa demonstra que o adulto vai perdendo a capacidade de se permitir o lúdico. E é aí que está o problema, pois ao se privar da brincadeira, o adulto se priva também das experiências e oportunidades que ela traz: liberdade, plenitude, integridade e, principalmente, te joga, de forma benéfica, pra “fora da casinha”.

Para cada um dos entrevistados que brincam, os “brincantes”, se entregar ao lúdico significa coisas diferentes. Pra um pode ser o próprio ócio, pra outro a literatura, para outro o próprio trabalho, que ele julga ser divertido, desempenha esse papel.

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O filme não apela nesse ponto, mas deixa claro que o provável principal culpado pela perda de brincadeira seja o capitalismo. O modo de produção atual exige dedicação a todo o tempo e não permite momentos de distração, mesmo que isso reflita em perda da produtividade. Portanto, o próprio sistema descredibilizou e restringiu a brincadeira a “assunto de criança”. Talvez isso explique como as pessoas estão cada vez mais desencantadas e exaustas de suas rotinas, empregos e relações.

A criatividade, talvez, nasça justamente do ato lúdico -por isso, ao brincar, a criança quando “nos encanta e é chamada criativa; quando não a compreendemos, é chamada desatenta, hiperativa”, corforme esta resenha do filme do psicólogo Ricardo Brasil.

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Além da bela fotografia, o longa cumpre bem seu papel ao promover uma importante reflexão, mesmo se tornando meio repetitivo em alguns momentos. A valorização da cultura popular (entrevistando o capitão de uma Congada, por exemplo) e da literatura como formas de transgredir da realidade monótona também tornam o filme mais sensível e belo. O longa brinca, inclusive, com o título “Tarja Branca”, que é um trocadilho com o nome dos medicamentos”tarja preta”, e traz a brincadeira também como um remédio pra questões emocionais e nos faz refletir que o adulto que não brinca não consegue plenitude nem satisfação.

O longa está disponível no site de streaming Netflix por meio deste link. Assista ao trailer do filme:

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