“A Língua das Coisas” é o premiado curta metragem inspirado na obra de Manoel de Barros

15 02

2016

Curta-metragem selecionado pelo programa Curta Criança do MINC e TV Brasil, livremente inspirado na obra de Manoel de Barros, exibido e premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior. Realmente bom, vale a pena gastar um pouquinho do seu tempo para assistir.

Sinopse: Em um sítio, distante de tudo, vivem o menino Lucas e seu avô. O avô só sabe a língua do rio, dos bichos e das plantas. Lucas está cansado da rotina de pescar e das histórias inventadas pelo avô, que diz pescá-las no rio: palavra por palavra. Um dia, a mãe de Lucas vem buscá-lo para morar na cidade. Mesmo contrariado, o avô o encoraja a ir para aprender a falar língua de gente. Na escola, a nova língua não entra na sua cabeça. Não cabe. E pra piorar, ele começa a escrever uma língua inventada, só dele. Todos pensam que ele tem um parafuso a menos. Em seguida, sua mãe recebe a notícia da morte do avô. De volta ao sítio, Lucas corre em desespero na esperança de encontrá-lo, na ilusão daquela notícia ser uma história inventada. Mas não é. Desolado, ele se senta a margem do rio, e sem se dar conta, dezenas de palavras são trazidas pela correnteza.

 

E, aquele que não morou nunca em seus próprios abismos nem andou em promiscuidade com os seus fantasmas, não foi marcado. Não será exposto às fraquezas, ao desalento, ao amor, ao poema.

Manoel de Barros

Curta “Pedra, Papel, Tesoura”, dando sensibilidade ao insensível

02 09

2015

Eu tenho certeza que você já brincou de pedra, papel, tesoura (também chamado de JoKenPo) em algum momento de sua vida. É uma brincadeira aonde os três objetos disputam para ver quem é o mais forte, e então ganhar o jogo. É claro, que com objetos, inanimados e insensíveis, é mais fácil ver quem é o vencedor, e não é desse modo que muitas vezes olhamos as guerras do passado? Dois rivais guerreiam, um perde, o outro ganha, simples assim.

O olhar artístico não é tão simplório. Os estudantes da Ringling College of Art & Design fizeram um curta sobre essa temática. Atribuíram sensibilidade a esses objetos inanimados e insensíveis, e os deram uma história, para os tirarem desse rótulo de perdedores e/ou ganhadores, e colocando essa condição, as vezes, como inevitável. Um dia perdemos algo e em outro ganhamos. Poderíamos pensar e atribuir mais sensibilidade não só as coisas, mas também as pessoas, e tirar esse olhar rotulador que tendemos a ter, vendo as coisas do ponto de vista do outro também.

A história do curta, como viram, é sobre uma rocha que  se apaixona perdidamente por um Livro Mágico que continha grandes histórias, até que a ira da tesoura ameaça o bem-estar do papel, a rocha então a única capaz de impedir o inimigo terá que decidir entre abrir mão do que tem de mais precioso e se sacrificar, salvando o que ele mais ama, independente do que isso custará.

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