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Livros ótimos que viraram jogos a altura

10 05

2016

Já há algum tempo os jogos de videogames são uma potencia no universo das crianças e adolescentes, cada vez mais estes jogos ganham espaço no mercado e viram potência. Os livros andam também se relacionando com o jogos, recentemente alguns games viraram livros, como GTA, Dead Island e Assassin’s Creed, mas falaremos aqui do livro como fonte inspiradora, inspirando jogos de videogame. com uma lista de 10 livros que viraram games:

1- O Último Desejo

SINOPSE: “Geralt de Rívia é um bruxo. Um feiticeiro cheio de astúcia. Um matador impiedoso. Um assassino de sangue-frio treinado, desde a infância, para caçar e eliminar monstros. Seu único objetivo: destruir as criaturas do mal que assolam o mundo. Um mundo fantástico criado por Sapkowski com claras influências da mitologia eslava. Um mundo em que nem todos os que parecem monstros são maus nem todos os que parecem anjos são bons.”

OS JOGOS: Como muitos sabem, já foram lançados 3 jogos da franquia The Witcher (além de dois spin-offs), produzidos pela CD Projekt RED. O primeiro foi lançado em 2007 e começa com Geralt desmemoriado. Gradualmente, ele descobre que é um renomado feiticeiro, com inimigos e amigos em todos os lugares – que lembram dele, mesmo que ele não saiba quem eles são. Na pele de Geralt, são as ações do jogador que vão redefinir esses relacionamentos e escolher que caminho seguir no cenário político que se complica.

Apesar da jogabilidade não ser das melhores e o sistema de lutas ser um tanto estranho (ou tedioso, segundo alguns), o mundo e a história – adaptados dos livros, é claro – fazem deste um bom começo para uma série que melhora a cada jogo.

Por falar nisso, The Witcher 2: Assassins of Kings, lançado em 2011, apresenta gráficos e sistema de lutas bastante evoluídos em comparação ao primeiro, e permite que você importe o jogo concluído para continuar do ponto em que parou antes – considerando que suas decisões determinaram seu final em The Witcher, isso é bem legal. O enredo continua denso, cheio de reviravoltas e temas controversos, mostrando claramente que, neste mundo, não há bem ou mal, apenas escolhas e consequências.

The Witcher 3: Wild Hunt, a aguardada continuação, foi lançada em maio de 2015 e conseguiu agradar seus fãs ansiosos. Neste jogo, os gráficos superaram quaisquer expectativas; embora o jogo requira um PC bem potente para mostrar todo seu potencial, não precisa estar no “ultra” para perceber quão perto da perfeição a CD Projekt RED chegou dessa vez. A 60 quadros por segundo, a fluidez dos movimentos (no PC – nos consoles, Wild Hunt roda a 30 quadros por segundo e apresenta alguns problemas de travamento) e os detalhes nas paisagens, monstros e personagens são uma das coisas mais marcantes deste jogo, aliada ao imenso mapa, por onde inúmeras quests principais e secundárias se espalham, que é de deixar qualquer gamer boquiaberto. Sem surpresa alguma, é um dos fortes concorrentes ao prêmio Game of the Year da E3 (Eletronic Entretainment Expo).

2- O Senhor dos Anéis

SINOPSE: “Alternadamente cômica, singela, épica, monstruosa e diabólica, a narrativa desenvolve-se em meio a inúmeras mudanças de cenários e de personagens, num mundo imaginário absolutamente convincente em seus detalhes. Nas palavras do romancista Richard Hughes, ‘quanto à amplitude imaginativa, a obra praticamente não tem paralelos e é quase igualmente notável na sua vividez e na habilidade narrativa, que mantêm o leitor preso página após página’. Tolkien criou em Senhor dos Anéis uma nova mitologia, num mundo inventado que demonstrou possuir um poder de atração atemporal.”

OS JOGOS: Devido a qualidade dos livros, o grande reconhecimento, e o número de fãs muitos jogos foram baseados nessa história. Uma pesquisa rápida no Google me deu 10 jogos inspirados nessa história, desde a versão LEGO a jogos com histórias inéditas. Considerando que as adaptações mais “fiéis” aos livros ou aos filmes não são lá muito marcantes, vou falar um pouco desses jogos mais exóticos: o já citado LEGO O Senhor dos Anéis, Lord of the Rings: War in the North e Middle-earth: Shadow of Mordor.

LEGO O Senhor dos Anéis (2012): Com grandes doses de humor, o jogo produzido pelaTraveller’s Tales e distribuído pela Warner Bros segue a trilogia cinematográfica e permite que o jogador alterne entre os personagens principais e secundários. Por ser um jogo para o público infantil, algumas mudanças são feitas para deixar a história mais leve, mas qualquer fã de Tolkien teria bons momentos com ele.

Lord of the Rings: War in the North (2011): Desenvolvido pela Snowblind Studios e distribuído pela Warner Bros, é um jogo amplamente descrito como “bom”: gráficos são bons, a jogabilidade é boa, os personagens são bons… Mas, como fã dos livros e/ou filmes, é bastante interessante a ideia de vivenciar o que acontecia no Norte enquanto Frodo e a Comitiva do Anel seguiam seu caminho até a Montanha da Perdição. Apesar dos personagens famosos fazerem “participações especiais”, os protagonistas aqui são uma elfa de Valfenda, um anão de Erebor e um Dúnedan (humano da estirpe de Aragorn), que têm como objetivo matar todos os orcs no caminho do Pônei Saltitante até o Norte. Muitos jogadores reclamam dos bugs frequentes (especialmente aqueles com placa de vídeo ADM), mas a maioria dos fãs é capaz de passar por cima desses problemas em prol de uma história diferente na Terra-média – e com Águias!

Middle-earth: Shadow of Mordor (2014): Desenvolvido pela Monolith Productions e distribuído pela Warner Bros, o jogo se passa no período de 40 anos entre O Hobbit e O Senhor dos Anéis, quando Sauron instalou-se em Mordor e trouxe o mal àquela terra. Apesar de participações dos personagens tradicionais, o foco aqui é Talion, guerreiro humano que perdeu sua família (e sua própria vida) nas mãos de um servo de Sauron. Retornando dos mortos com a ajuda de um wraith – espírito de um elfo – também em busca de vingança, ele parte para Mordor com a missão de matar todo orc em seu caminho até Sauron. Não é um jogo perfeito ou inovador – apesar do sistema Nêmesis, onde seus inimigos “sobem de nível” nos ranks ao matar você –, mas ainda é uma ótima opção para quem quer voltar à Terra-média e viver uma aventura diferente.

 

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25 sinais de que você é uma pessoa viciada em livros

18 04

2016

O primeiro passo é admiti-lo. O segundo passo é manter a direita na leitura. Veja quantos sinais você tem e se se identifica como um viciado em livros:

1. Quando era pequeno, os livros eram seus melhores amigos no mundo.

2. Quando está lendo um bom livro esquece de comer ou dormir.

3. Seus altos e baixos são completamente ditados pelo livro que está lendo.

Às vezes há gritos.

Às vezes é mais sutil.

4. Ficou traumatizado por coisas que acontecem “apenas” nos livros que lê.

5. A imagem em sua carteira mostra seu cartão de biblioteca, em vez de sua carteira de motorista.

6. Pensa em cores em termos de clássicos da Penguin.

7. Dias chuvosos > dias ensolarados.

Apesar de conseguir sair para fora em um dia bonito …

8. Isso é tudo o que pensa quando retrata sua “casa dos sonhos”.

E a sua ideia de um fim de semana divertido é reorganizar sua biblioteca de 100 maneiras diferentes.

9. Andar por uma livraria fechada é tortura.

Quando está aberta, é incapaz de ir sem comprar alguma coisa.

E ainda desenvolveu uma paixão por um empregado da livraria baseada unicamente em suas escolhas pessoais.

10. Sempre que realiza qualquer ideia ou projeto, o primeiro passo é ler um monte de livros sobre o assunto.

Assume que um livro pode ensinar-lhe qualquer coisa.

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A Literatura e a Música em 50 anos de carreira de Chico Buarque

06 04

2016

A música e a literatura possuem uma relação intrínseca, que se configura na produção da arte ao fazer o leitor ou ouvinte produzir em suas próprias mentes histórias, mundos e universos. Desde da antiguidade poesias se tornavam músicas, e vice-versa, e até hoje observamos que a música, letrada principalmente, nos enche de sentimentos que a literatura também produz. Elas são irmãs ou amigas de infância, que narram histórias. As vezes de maneira mais poética, outras vezes mais marginal, mas sempre as captamos, seja ouvindo ou lendo.  Existem alguns cantores/compositores/poetas que deixam essa relação bem mais clara: Cazuza, Cássia Eller, Milton Nascimento, Nando Reis, Chico Buarque, são exemplos.

Dentre todos esses, escolhi falar sobre Chico Buarque. São 50 anos de carreira, de composições, obras literárias, peças de teatro, de arte. Não é errado dizer que Chico é um dos maiores artistas do Brasil. Ele é completo, dinâmico, inteligente e poético. O verdadeiro significado de Chico Buarque está em suas letras, melodias e histórias que ele constrói a cada música que compõe e canta. Em uma época onde encontrar a poesia na música é rara (com exceção da nova MPB e cantores como Cícero, 5 à seco e Tiago York) ouvir Chico é uma viagem, um encontro a algo que são se acha mais muito por aí. Não me desfazendo dos outros cantores, mas acredito que para quem gosta de MPB, deste estilo de música, Chico é rei.

Um artista completo

Na música, as letras de Chico podem ser divididas em três seguimentos: Amores, crítica social e política e malandragem.

O amor e a paixão são o ponto central da maioria das músicas do compositor. São mulheres como Ana, Nina, Beatriz, Geni, Terezinha, Joana, que são bailarinas, atrizes, prostitutas, donas de casa. São canções como “Futuro Amantes”, “Tipo um baião”, “Se eu soubesse”, “Olho nos olhos”, “Mulher, vou dizer quanto te amo”, “O meu amor”, “João e Maria” que nos fazem querer relacionamentos e amores fortes e intensos.  São letras apaixonadas e apaixonante, escritas por alguém que foi casado por mais de 30 anos e que já teve relacionamentos rápidos, mas que expressam seus sentimentos.

Durante a ditadura militar, Chico utilizou-se da música para expressar o descontentamento com a situação política nacional. Em meio aos anos 60 e 70, a censura, o autoexílio, as discussões com os representantes tropicalistas que o consideravam ultrapassado, o compositor expressava sua esperança e criticava a repressão por meio das canções. “A banda” “Cálice”, “Roda Viva”, “Apesar de você”, “Cordão”, “Quando o carnaval chegar”, “Cotidiano” e “Deus lhe pague representam bem esse período.

Muito perseguido, o compositor chegou a inventar o pseudônimo Julinho de Adelaide para conseguir passar pela censura, afinal ele estava sendo perseguido pelos censores que cortavam qualquer uma de suas músicas. Chico Buarque escreveu e cantou várias músicas de cunho social, como “Construção”, “A violeira”, “Mulheres de Atenas” e “O meu guri”

Outro assunto recorrente na obra de Chico é a malandragem. “Vai trabalhar vagabundo”, “Feijoada Completa” e as músicas das peças de teatro “Ópera do Malandro”, “Gota d’água”, “Saltibancos”, como “Homenagem ao malandro”, “A volta do malandro”, são composições que expressam essa temática.

O teatro foi outro espaço artístico explorado por Chico Buarque: “Roda viva”, “Calabar: o Elogio da Traição”, “Gota d’água”, “Ópera do malandro” e “O Grande Circo Místico” foram peças escritas por ele, enquanto “Morte e vida Severina” e o infantil “Os Saltimbancos” foram apenas musicadas.  Chico Buarque também já escreveu cinco romances: “Estorvo”, “Benjamim”, “Budapeste”, “Leite Derramado” e “O irmão Alemão”. Mesmo não sendo obras primas da literatura, são livros interessantes, bem subjetivos, que narram histórias intensas.

Chico Buarque é um ícone da música brasileira, isso não se pode negar. Consegue transformar ruins momentos em prazerosos com suas letras cativantes e sua voz suave, com as histórias que escreve através das composições, com seus olhos azuis (não poderia deixar de comentar). Claro que ele não é perfeito, mas suas qualidades conseguem se sobressair. Com seus 71 anos, ainda arranca suspiros com seu olhar e, principalmente, através de sua alma que está expressa dentro de suas canções.  Precisamos de mais Chicos, mas ao mesmo tempo, não queremos. Chico Buarque é único.

Bônus:

Texto de Susana Reis e revisão de Juliana Skalski

“Como eu Era Antes de Você” e “Depois de Você” | Resenha – Livro

29 03

2016

Já  ouviu falar na Jojo Moyes? A maravilhosa escritora já publicou 16 livros nos Estados Unidos, mas infelizmente desses 16, apenas 8 foram publicados aqui no Brasil.

Porém,entretanto, toda vai, hoje vamos falar apenas de 2 desses livros, o “Como eu era Antes de Você” e o “Depois de Você”.  Os nomes são parecidos né? Não é atoa haha, “Depois de Você” é a sequência do outro livro.

“Havia um curioso sossego em olhar o restante do mundo cuidar de suas vidas.”

Como eu era antes de você  é  a historia do milionário Will Traynor de 35 anos, que depois de um acidente fica paraplégico, e de Louisa Clark, uma moça sem ambição  nenhuma e que ainda mora com seus pais, deve ser uma história muito chata né?  NAAO, pelo contrário, é  uma história completamente emocionante que te envolve do inicio ao fim. Você  sorri, chora, se apaixona e sofre com os personagens da primeira a última página.

“Sabe, você só pode ajudar alguém que aceita ajuda.”

Mas infelizmente  a autora não conseguiu transmitir essa mesma emoção para o segundo livro.

Ao contrário do primeiro que é cheio de aventuras e momentos divertidos e diferentes o segundo tem uma historia repetitiva, parece que a narrativa não avança, não senti uma evolução  muito grande na personagem principal, ela fica sempre presa em seu mundo e demora muito para perceber o mundo a sua volta. A grande evolução  da personagem acontece apenas nas últimas paginas, em que coincidentemente (ou não), são também as páginas mais emocionantes.

“Alguns erros… apenas têm consequências maiores que outros. Mas você não precisa deixar que aquela noite seja aquilo que define quem você é.”

Já li outros livros da autora, me apaixonei por todos eles, chorei em todos também, mas infelizmente o “Depois de Você” só ganhou minha admiração  pela minha paixão com o primeiro  livro.

Mas quero saber de vocês, já leram? O que acharam? O Will também arrancou suspiros de vocês?

Ah não esqueçam!!! Neste ano vai ter filminho de “Como eu era Antes de Você”,  com o maravilhoso Sam Caflin, ainda não viu o trailer? Da uma olhadinha ai então:

Conheça três poetas brasileiros que desfrutam da “antipoética”

05 03

2016

Quando pensamos em poesia, a primeira coisa que nos vem a mente são textos cheios de sentimentalismos, melancolia, subjetividade e musicalidade. Este lirismo  objetiva a transcendência com construções desprovidas de imparcialidade e cientificidade.

Com este conhecimento prévio sobre a poesia, não conseguimos associar à ela palavras como pedra, fezes, escarro, depressão. Mas é claro que a poesia também dá conta de temas como esse, e palavras como essas, e grandes artistas as usam como seu fazer poético, para conseguir o máximo de significação a cada expressão e chegar à poesia crua da realidade, sem ilusões, sem romantismo. Chamamos de antipoética esta quebra de perspectiva, e existem vários e bons poetas que não podemos deixar de ler, e que nos surpreendem:

Dante Milano (1899-1991), carioca. Da poesia de Milano, Paulo Mendes Campos afirma: “procuro uma fresta lírica, um respiradouro, e chego à antiga conclusão: esta poesia é sinistra, nua, desértica.”

Seguem trechos do poema Objeto de Arte:

“Corpo de ancas opulentas,

Mulher de Angkor,
Coxas e tetas pedrentas
De árduo lavor.

Pedra, lição de escultura,
Da verdadeira
Carnadura, carne dura
Mais que a madeira […]

Ou então pedra-sabão,
Pedra-profeta,
Que da fêmea a carnação
Não interpreta.”

João Cabral de Melo Neto (1920-1999), pernambucano. Escreveu a importantíssima obra Morte e Vida Severina. Ganhador dos prêmios Olavo Bilac, Luís de Camões e Jabuti.

Falou sobre o fazer poético em Catar Feijão:

“Catar feijão se limita com escrever:

joga-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.”

Vale a pena conferir O Cão sem plumas em que, assim como em A Educação pela pedra (transcrito abaixo), o autor aborda a realidade social brasileira:

“No Sertão a pedra não sabe lecionar,

e se lecionasse, não ensinaria nada;

lá não se aprende a pedra: lá a pedra,

uma pedra de nascença, entranha a alma.”

E, enfim, o poema em que o poeta exprime o que é para ele a poesia:

“Poesia, te escrevia:
flor! Conhecendo
que és fezes. Fezes
como qualquer,
gerando cogumelos
(raros, frágeis cogu-
melos) no úmido
calor de nossa boca.”

 

Augusto dos Anjos (1884-1914), paraibano. No poema Psicologia de um vencidodeclarou-se:

“Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.”

 

E no primeiro terceto de Versos íntimos o autor traz um conselho:

“Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.”

Fonte: Literatortura

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