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Conheça três poetas brasileiros que desfrutam da “antipoética”

05 03

2016

Quando pensamos em poesia, a primeira coisa que nos vem a mente são textos cheios de sentimentalismos, melancolia, subjetividade e musicalidade. Este lirismo  objetiva a transcendência com construções desprovidas de imparcialidade e cientificidade.

Com este conhecimento prévio sobre a poesia, não conseguimos associar à ela palavras como pedra, fezes, escarro, depressão. Mas é claro que a poesia também dá conta de temas como esse, e palavras como essas, e grandes artistas as usam como seu fazer poético, para conseguir o máximo de significação a cada expressão e chegar à poesia crua da realidade, sem ilusões, sem romantismo. Chamamos de antipoética esta quebra de perspectiva, e existem vários e bons poetas que não podemos deixar de ler, e que nos surpreendem:

Dante Milano (1899-1991), carioca. Da poesia de Milano, Paulo Mendes Campos afirma: “procuro uma fresta lírica, um respiradouro, e chego à antiga conclusão: esta poesia é sinistra, nua, desértica.”

Seguem trechos do poema Objeto de Arte:

“Corpo de ancas opulentas,

Mulher de Angkor,
Coxas e tetas pedrentas
De árduo lavor.

Pedra, lição de escultura,
Da verdadeira
Carnadura, carne dura
Mais que a madeira […]

Ou então pedra-sabão,
Pedra-profeta,
Que da fêmea a carnação
Não interpreta.”

João Cabral de Melo Neto (1920-1999), pernambucano. Escreveu a importantíssima obra Morte e Vida Severina. Ganhador dos prêmios Olavo Bilac, Luís de Camões e Jabuti.

Falou sobre o fazer poético em Catar Feijão:

“Catar feijão se limita com escrever:

joga-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.”

Vale a pena conferir O Cão sem plumas em que, assim como em A Educação pela pedra (transcrito abaixo), o autor aborda a realidade social brasileira:

“No Sertão a pedra não sabe lecionar,

e se lecionasse, não ensinaria nada;

lá não se aprende a pedra: lá a pedra,

uma pedra de nascença, entranha a alma.”

E, enfim, o poema em que o poeta exprime o que é para ele a poesia:

“Poesia, te escrevia:
flor! Conhecendo
que és fezes. Fezes
como qualquer,
gerando cogumelos
(raros, frágeis cogu-
melos) no úmido
calor de nossa boca.”

 

Augusto dos Anjos (1884-1914), paraibano. No poema Psicologia de um vencidodeclarou-se:

“Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.”

 

E no primeiro terceto de Versos íntimos o autor traz um conselho:

“Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.”

Fonte: Literatortura

Carta de Amor aos Mortos | Resenha

21 02

2016

 

Titulo original: Love Letters to the Dead

Autor: Ava Dellaira

Ano: 2014    Páginas: 376

ISBN: 9788565765411

Editora: Seguinte

Nota: nota 4 MIXSEA

 

Tudo começou quando eu vi o titulo e a capa do livro, ambos me chamaram a atenção de uma maneira que na mesma hora eu o comprei. E posso dizer que foi uma descoberta e tanto, pois o livro é de uma leitura fácil e que te prende a ela de uma maneira que você deseja muito saber o que irá acontecer na próxima carta.

A maneira como a escritora escreveu o livro é semelhante ao de As Vantagens de ser Invisível, a diferença é que aqui ela envia cartas para pessoas que ela e sua irmã gostam, enquanto em As Vantagens de ser Invisível é para um pessoa que Charlie (personagem principal) nem mesmo conhece.

A primeira carta que Laurel (personagem principal) envia é para Kurt Cobain, nela ela explica que essa carta é um exercício passado por sua professora de inglês a Sr. Buster, nela também ela fala sobre sua irmã May, que morreu e que por causa disso ela não sabe quem realmente é, mas diz que tem que descobrir logo pois senão irá se dar muito mal. Ela conta o que descobriu, as coisas novas que deve fazer na escola, como não levar o lanche de casa, e explica que não conhece ninguém da escola pois não quis ir para a mesma escola que sua irma porque não saberia o que dizer.

Na outra carta que ela envia também para kurt, explica que a professora pediu para entregarem as cartas, mas ela não entregou pois ela entende que algumas coisas escritas nela não podem ser contadas para ninguém. Mas ela continua escrevendo as cartas como um modo de desabafar e se refugiar, pois além de sua irmã ter morrido, pouco tempo depois sua mãe que já estava separada do pai dela muda de cidade, e ela também acha que se as pessoas descobrirem como sua irmã morreu, elas irão pensar que a culpa foi dela e se afastar.

Na escola Laurel faz amizade com duas garotas da sua idade Natalie e Hannah, e as duas apresentam Kristen e Tristan que estão no ultimo ano e são namorados, e ela começa a ter uma queda pelo cara misterioso do terceiro ano de nome Sky.

Nas outras cartas que Laurel escreve ela “envia” para outras pessoas que também fizeram parte de algum momento da vida dela e da irmã, nas cartas ela descreve como “descobriu” a pessoa e fala um pouco sobre ela, e escreve sobre algo que ela acha de relevante que acontece na sua vida, com isso acompanhamos seu crescimento e sua descoberta de si mesmo. A leitura é muito boa, e eu recomendo.

Disney dá vida (em tempo real) aos livros de colorir usando realidade aumentada

19 02

2016

A Disney desenvolveu um novo método que em breve deve estar disponível no seu Color and Play. Será esse então o futuro dos livros? Será que os livros digitalizados não não mais o último passo para o avanço no mercado?

livro 3d disney MIXSEA.COM.BR

Com essa nova tecnologia, agora é possível colorir e visualizar o modelo 3D em tempo real. Apontando a camera do smartphone ou tablet para o desenho, as cores são preenchidas na tela ao mesmo tempo em que se pinta no papel.

O app gera os personagens virtuais detectando as linhas 2D, simulando até mesmo aquilo que não está visível, como as costas do modelo, por exemplo.

Veja o vídeo abaixo em que a Disney detalha um pouco mais sobre como tudo acontece:

Se quiser saber mais ainda sobre essa nova tecnologia, há um documento disponível nesse site.

A arte de reler

04 02

2016

Hoje em dia tudo se tornou descartável, você usa uma vez e já não serve mais. A cada dia aparecem coisas novas, atualizadas e aquilo que pra você era novo ontem, hoje já se tornou antiquado.

Seja uma musica, uma roupa, um celular, alguém… Sempre usamos a mesma desculpa de ”figurinha repetida não cola no meu álbum” , mas acontece que talvez fazendo assim perdemos uma grande oportunidade.

É fato que a cada dia estamos mais maduros, a cada dia nos tornamos mais responsáveis e começamos a ver o mundo com um olhar diferente, nunca será a mesma coisa, já dizia um importante filosofo, não é possível se banhar duas vezes no mesmo rio, da mesma forma que não é possível ler um mesmo livro duas vezes.

Se você der a chance a um livro antigo que está encostado na sua estante a tantos anos com toda certeza você irá se surpreender, você lerá com uma cabeça diferente, em um estado diferente, é claro que a mensagem final do livro será a mesma por que as palavras lá escritas não foram modificadas, mas pra você será diferente, você se lembrará de fatos simples que estão na narrativa e que não ficaram fixos em sua memoria e terá uma percepção dos acontecimentos de uma maneira mais próxima a você.

Com toda certeza o mundo se tornaria um lugar melhor para se viver se passarmos a aplicar a arte de reler, não quero dizer apenas reler um livro (o que eu aconselho que todos façam pelo menos uma vez), mas também reler o próximo, reler aquela musica que te lembra a infância, reler o amor a vida!

6 frases do professor Snape que o torna inesquecível

01 02

2016

Todos já sabemos que faleceu o ator Alan Rickman aos 69 anos devido a um câncer. O ator britânico de cinema e teatro ficou muito conhecido como o Hans Gruber de Duro de Matar e como o professor Snape na franquia Harry Potter e recebeu um Globo de Ouro pelo telefilme Rasputin. Nós iremos aqui relembrar dez frases com dez gifs que vamos guardar para sempre do professor Snape, as frases que farão Alan Rickman eterno em nossas memórias:

1- “Que é que a sua cabeça estaria fazendo em Hogsmeade, Potter? — perguntou Snape suavemente. – A sua cabeça não tem permissão de ir a Hogsmeade. Nenhuma parte do seu corpo tem permissão de ir a Hogsmeade.” (Prisioneiro de Azkaban, capítulo 14)

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2- “Não espero que vocês realmente entendam a beleza de um caldeirão cozinhando em fogo lento, com a fumaça a tremeluzir, o delicado poder dos líquidos que fluem pelas veias humanas e enfeitiçam a mente, confundem os sentidos. Posso ensinar-lhes a engarrafar fama, a cozinhar glórias, até a zumbificar se não forem o bando de cabeça-ocas que geralmente me mandam ensinar.” (Pedra Filosofal, capítulo 8)

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3- “Esta é a segunda vez que a senhorita fala sem ser convidada — disse Snape friamente. – Menos cinco pontos para Grifinória por ser uma intragável sabe-tudo.” (Prisioneiro de Azkaban, capítulo 9)

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4- “Ainda bem, Potter — disse Snape friamente — porque você não é especial nem importante, e não cabe a você descobrir o que o Lorde das Trevas está dizendo aos seus Comensais da Morte.” (Ordem da Fênix, capítulo 26)

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5- “Você, Potter, porque não disse a ele para não adicionar as cerdas? Achou que você pareceria melhor se ele errasse, não foi? Mais um ponto que você perdeu para a Grifinória.”(Prisioneiro de Azkaban, capítulo 9)

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6- “Tsk, tsk, a fama pelo visto não é tudo. Vamos tentar outra vez, Potter.” (Pedra Filosofal, capítulo 8)

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