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8 vídeos com poemas de Manoel de Barros e suas levezas

03 06

2016

O próprio Manoel diz em uma entrevista no documentário “Só dez por centro é mentira”: “a invenção é uma coisa que serve pra aumentar o mundo”, e é assim que o poeta nos aumenta, nos inventa. Manoel de Barros é um poeta de levezas, as palavras que ele escreve voam sobre as páginas de seus livros ao ponto de, muitas vezes, estarmos diante de palavras que se desmancham ao primeiro som de uma voz.

De mundo aumentado, todos pensamos, queremos e podemos mais. Sendo assim, selecionamos uma série de vídeos com poemas de Manoel de Barros que vão encantar você, já que não poderia ser diferente. Confira:

Historias da unha do dedão do pé do fim do mundo

A Poesia está guardada nas palavras

Escritos em verbal de ave

Agramática

Difícil fotografar o silêncio

Poeminha em língua de brincar

O Apanhador de Desperdícios

Mundo Pequeno e Autorretrato

Poema bônus:

O fazedor de amanhecer

Sou leso em tratagens com máquina.
Tenho desapetite para inventar coisas prestáveis.
Em toda a minha vida só engenhei
3 máquinas
Como sejam:
Uma pequena manivela para pegar no sono.
Um fazedor de amanhecer
para usamentos de poetas
E um platinado de mandioca para o
fordeco de meu irmão.
Cheguei de ganhar um prêmio das indústrias
automobilísticas pelo Platinado de Mandioca.
Fui aclamado de idiota pela maioria
das autoridades na entrega do prêmio.
Pelo que fiquei um tanto soberbo.
E a glória entronizou-se para sempre
em minha existência.

Inspiração: NotaTerapia

Conheça três poetas brasileiros que desfrutam da “antipoética”

05 03

2016

Quando pensamos em poesia, a primeira coisa que nos vem a mente são textos cheios de sentimentalismos, melancolia, subjetividade e musicalidade. Este lirismo  objetiva a transcendência com construções desprovidas de imparcialidade e cientificidade.

Com este conhecimento prévio sobre a poesia, não conseguimos associar à ela palavras como pedra, fezes, escarro, depressão. Mas é claro que a poesia também dá conta de temas como esse, e palavras como essas, e grandes artistas as usam como seu fazer poético, para conseguir o máximo de significação a cada expressão e chegar à poesia crua da realidade, sem ilusões, sem romantismo. Chamamos de antipoética esta quebra de perspectiva, e existem vários e bons poetas que não podemos deixar de ler, e que nos surpreendem:

Dante Milano (1899-1991), carioca. Da poesia de Milano, Paulo Mendes Campos afirma: “procuro uma fresta lírica, um respiradouro, e chego à antiga conclusão: esta poesia é sinistra, nua, desértica.”

Seguem trechos do poema Objeto de Arte:

“Corpo de ancas opulentas,

Mulher de Angkor,
Coxas e tetas pedrentas
De árduo lavor.

Pedra, lição de escultura,
Da verdadeira
Carnadura, carne dura
Mais que a madeira […]

Ou então pedra-sabão,
Pedra-profeta,
Que da fêmea a carnação
Não interpreta.”

João Cabral de Melo Neto (1920-1999), pernambucano. Escreveu a importantíssima obra Morte e Vida Severina. Ganhador dos prêmios Olavo Bilac, Luís de Camões e Jabuti.

Falou sobre o fazer poético em Catar Feijão:

“Catar feijão se limita com escrever:

joga-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.”

Vale a pena conferir O Cão sem plumas em que, assim como em A Educação pela pedra (transcrito abaixo), o autor aborda a realidade social brasileira:

“No Sertão a pedra não sabe lecionar,

e se lecionasse, não ensinaria nada;

lá não se aprende a pedra: lá a pedra,

uma pedra de nascença, entranha a alma.”

E, enfim, o poema em que o poeta exprime o que é para ele a poesia:

“Poesia, te escrevia:
flor! Conhecendo
que és fezes. Fezes
como qualquer,
gerando cogumelos
(raros, frágeis cogu-
melos) no úmido
calor de nossa boca.”

 

Augusto dos Anjos (1884-1914), paraibano. No poema Psicologia de um vencidodeclarou-se:

“Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.”

 

E no primeiro terceto de Versos íntimos o autor traz um conselho:

“Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.”

Fonte: Literatortura

“A Língua das Coisas” é o premiado curta metragem inspirado na obra de Manoel de Barros

15 02

2016

Curta-metragem selecionado pelo programa Curta Criança do MINC e TV Brasil, livremente inspirado na obra de Manoel de Barros, exibido e premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior. Realmente bom, vale a pena gastar um pouquinho do seu tempo para assistir.

Sinopse: Em um sítio, distante de tudo, vivem o menino Lucas e seu avô. O avô só sabe a língua do rio, dos bichos e das plantas. Lucas está cansado da rotina de pescar e das histórias inventadas pelo avô, que diz pescá-las no rio: palavra por palavra. Um dia, a mãe de Lucas vem buscá-lo para morar na cidade. Mesmo contrariado, o avô o encoraja a ir para aprender a falar língua de gente. Na escola, a nova língua não entra na sua cabeça. Não cabe. E pra piorar, ele começa a escrever uma língua inventada, só dele. Todos pensam que ele tem um parafuso a menos. Em seguida, sua mãe recebe a notícia da morte do avô. De volta ao sítio, Lucas corre em desespero na esperança de encontrá-lo, na ilusão daquela notícia ser uma história inventada. Mas não é. Desolado, ele se senta a margem do rio, e sem se dar conta, dezenas de palavras são trazidas pela correnteza.

 

E, aquele que não morou nunca em seus próprios abismos nem andou em promiscuidade com os seus fantasmas, não foi marcado. Não será exposto às fraquezas, ao desalento, ao amor, ao poema.

Manoel de Barros

15 vídeos de artistas lendo poemas de Carlos Drummond de Andrade

03 12

2015

Há quem diga que Drummond é o melhor poeta do Brasil. Não costumo classificar poetas como num ranking qualquer, mas é impossível negar que, sem dúvida, Drummond é um dos melhores. Escritor da realidade, da rima simples, da poesia que vê longe, suas palavras entraram em nossa língua portuguesa e em nosso imaginário nacional.

Para celebrar a memória de Carlos Drummond de Andrade, resolvi listar 15 vídeos de leituras de poemas do poeta feito por conhecidos artistas nacionais. Confira:

1- O Elefante, por Adriana Calcanhotto

2- Amar, por Marília Pêra

3- Os inocentes do Leblon, por Chico Buarque

4- Necrológio dos desiludidos do amor, por Fernanda Torres

5- Destruição, por Marina Person

6- Elegia a um tucano morto, por Pedro Drummond

7- Cantiga do Viúvo, por Elvira Bezerra

8- Especulação em torno da palavra homem, por Sandra Corveloni

9- Um boi vê os homens, por Joca Rainers Terron

10- História Natural, por Daniela Thomas

11- Confissão, por Milton Hatoum

12- A flor e a náusea, por Marlene de Castro Correa

13- Fraga e Sombra, por Antônio Cícero

14 – Elegia 1938, por Caetano Veloso 

15- O amor bate na aorta, por Drica Moraes

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