Warning: in_array() expects parameter 2 to be array, string given in /home/mixse325/public_html/wp-content/plugins/wordpress-mobile-pack/frontend/sections/show-rel.php on line 77

Até quando vamos nos calar?

09 10

2015

 Feminism by cosmopolitan  Recentemente, houve um ocorrido lamentável na universidade que frequento (UFU). Uma garota sofreu uma tentativa de estupro e homicídio por um homem, muito provável funcionário terceirizado da Universidade. Coincidentemente, no mesmo dia, a cantora Lady Gaga lançou o seu vídeo clipe da música “Til It happens to You” como forma de denúncia e protesto aos recorrentes estupros nas universidades (confira AQUI).

   “A cada 10 minutos uma pessoa foi vítima de estupro no Brasil” (Fonte). Nenhuma mulher que eu conheço anda sozinha na rua, no ônibus, ou no campus da UFU se sentindo segura. Embora essa situação seja corriqueira, não quer dizer que ela deva ser normatizada. Ou seja, NENHUMA mulher em qualquer lugar do mundo deveria se sentir insegura simplesmente por SER mulher. Quando teremos segurança de viver sem ter medo de que algo como a violação do nosso corpo aconteça? Já ouvi diversos relatos de mulheres que sofreram e sofrem abusos. É lamentável que tenhamos de viver dessa forma.

   O feminismo tem sido uma pauta extremamente discutida e até contestada recentemente. Tem quem critica e insulta mulheres que se intitulam feministas. Mas a causa é extremamente válida e necessária. É preciso que nós, mulheres, nos levantemos diante de situações como a que ocorreu na minha universidade e ocorre a todo momento no Brasil, e no mundo. É preciso que nos defendamos de todas as maneiras que pudermos até que possamos andar em segurança ao voltar do trabalho, escola ou até da balada.

   Não existe justificativa para o estupro ou para violência contra mulheres. Não existe a tal da culpabilização da vítima. O que existe é uma sociedade machista e pouco aberta para aceitação e empatia. Para civilidade, precisa-se de mais humanidade, compaixão e solidariedade com o próximo. Precisa-se de mais visibilidade para as causas feministas, e das minorias em geral. Ocorrências como a vitória de atrizes negras, Viola Davis e Uzo Aduba, ajudam no empoderamento feminino. Campanhas como a #heforshe da atriz Emma Watson também dão suporte para a causa.  O tal vídeo da Lady Gaga é um choque necessário para que as coisas passem a mudar. Mas há mais que precisa ser feito. Sempre há.

Atriz Viola Davis sendo a primeira mulher negra a ganhar uma estatueta do Emmy na história.

   Muitas pessoas irão contestar ou rebaixar esse post devido ao conteúdo. O que eu tenho a dizer a elas é somente: pare de odiar e comece a entender. Se você tem mulheres próximas a você, com certeza não gostaria que qualquer mal acontecesse a elas. Pratique a empatia e humanize-se.

E se você, mulher, que leu até aqui e se identificou, procure conhecer mais sobre o movimento feminista e suas pautas. Feminismo é sobre igualdade, não superioridade. É sobre homens e mulheres tendo as mesmas oportunidades e direitos. Ele luta por você.

Você saberia identificar uma obra de arte, se encontrasse uma em sua frente?

02 10

2015

  Muitas pessoas sonham em viajar pelo mundo para conhecer as mais deslumbrantes obras de arte que a humanidade criou, ao longo de milênios e nas mais diversas localidades. Algumas dessas pessoas conseguem visitar e registrar em fotografias aquilo que o ser humano sempre admirou como representação de beleza, poder ou capacidade cognitiva.

arte 1 MIXSEA

  Será que alguns monumentos, tais quais o Coliseu de Roma, a Torre Eiffel de Paris, as pirâmides do Egito, a Golden Gate Bridge de São Francisco, entre inúmeras outras (que não cito por questão de não insistir em deixar o texto mais cansativo do que seria se me dispersasse); será que esses monumentos não são supervalorizados? Eu duvido que você, leitor, viva longe de uma sociedade cheia de obras de arte a sua volta, cujos significados ultrapassem a sua percepção distraída, devida à pouca atenção que dedica a contemplar tais maravilhas da humanidade.

   O que é uma obra de arte para aquele que lhes escreve? – vocês se perguntariam se já não os tivesse antecipado. Talvez a pergunta mais coerente a ser feita seria a negativa: o que não é uma obra de arte? Pois lhes dou eu mesmo a minha reposta e meus argumentos, para que possam julgar e, talvez até, compartilhar o meu ponto de vista.

  A finalidade das obras de arte é aquela de permitir a um indivíduo poder expressar-se, solto de qualquer amarra repressora (a sutil redundância faz-se necessária para enfatizar a ideia), de modo que possa ser colocado em prática um conceito que muitos tentam explicar, mas que poucos têm êxito positivo ao fazê-lo: a LIBERDADE. Há algo mais libertador do que cantar no chuveiro, dançar quando ninguém está olhando ou desenhar uma pintura abstrata durante uma aula chata? A arte não é somente aquilo que é belo ao olhar, mas também engloba expressões, às vezes confusas, do poder criativo humano.

   De fato, sendo o objetivo primeiro de uma obra de arte despertar sensações que deem sentido a um determinado sentimento, estou certo de que em qualquer realização, de qualquer pessoa, há um fundo artístico a ser compreendido. Acho interessante ressaltar que, quanto mais oculto o sentido da obra, mais encantadora ela se torna ao julgamento de muitas pessoas.

arte 2 MIXSEA

    O que pretendo deixar por meio do texto acima é o seguinte: pare e repare mais vezes para notar certas ações que possam parecer efêmeras a um observador desatento, mas que possam ser fonte de ensinamentos preciosos para uma existência repleta de juízos de valor, com os quais terá que conviver para sempre.

P.S. –  Será que isso que acabei de escrever não é uma obra de arte, com um quê de metalinguagem?

Texto de PEDRO COSTA BRUNETTA, nosso leitor assíduo

Nos envie AQUI também o seu texto

“Que Horas Ela Volta?” | Crítica e Reflexão

27 09

2015

Que Horas Ela Volta MIXSEA

Título original: Que horas ela volta?

Coprodução: Globo Filmes, Gullane, África Filmes

Ano de produção: 2015

Duração: 1h 51min

Direção: Anna Muylaert

Nacionalidade: Brasil

Gênero: Drama

Nota: nota 5 MIXSEA

 

A aposta brasileira para disputar, em 2016, uma das cinco vagas na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar é o longa “Que Horas Ela Volta?” da diretora Anna Muylaert.

https://i1.wp.com/imguol.com/c/entretenimento/c4/2015/08/25/poster-de-que-horas-ela-volta-1440481894769_768x1137.jpg?resize=368%2C545

O filme apresenta com maestria as diferentes classes sociais e ilustra a relação tradicional patrão-empregado. Regina Casé interpreta brilhantemente Val: uma empregada doméstica que trabalha e mora na casa de Bárbara (Karine Teles) e José Carlos (Lourenço Mutarelli), os patrões de classe média-alta.

Os patrões dizem que Val é “praticamente da família”: as refeições, por exemplo, são separadas; Val jamais senta à mesa com os patrões, apesar de montá-la e retirá-la; A empregada mora num quartinho dos fundos; Val nunca pôs os pés na piscina da casa. Ainda assim, afirmam que ela é “praticamente da família”.

A “casa grande” dos patrões é fria. A impessoalidade já é simbolizada pelo corredor que leva aos quartos: escuro, meio remoto e com portas predominantemente fechadas que não têm comunicação entre si. Em determinada cena, há um silêncio quase absoluto enquanto todos à mesa no jantar usam seus smartphones. Val exerce um papel mais verdadeiro de mãe aos filhos dos patrões do que (já me permito chamá-la apenas de) a biológica, tanto que o filme recebeu o nome “The Second Mother” fora do Brasil. Fabinho, o filho adolescente, vai frequentemente ao quarto de Val desabafar e receber um afeto genuíno. A “senzala” é, literalmente e simbolicamente, quente.

A diretora do filme tem o cunho social presente na maioria de suas obras. Nesta, o destaque à dialética patrão-empregado é fabulosa e, com ressalvas, atual. Regina Casé interpreta Val de forma brilhante. Trabalha com naturalidade e utiliza expressões típicas que trazem humor e ironia à trama.

A história adquire um novo rumo com a chegada de Jéssica (interpretada por Camila Márdila), filha que Val não via há 10 anos, morava no nordeste e veio a São Paulo prestar vestibular para ingressar na concorrida Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Se vê, portanto, um país ligeiramente mudado, em que pobre viaja de avião e consegue, mesmo que com inúmeras dificuldades, sonhar alto. Jéssica é questionadora, crítica, estrategista, subversiva, tem o “nariz empinado” e não aceita a relação a que a mãe é submetida. É incrível como é fácil se criar certa antipatia por ela durante boa parte da trama. Jéssica já meio que se convida a ficar no quarto de hóspedes, ao invés de dividir com a mãe o quartinho dos fundos – e José Carlos, o patrão, aceita, o que deixa Barbara, a patroa, possessa. Meio abusada, em certo momento, Jéssica faz a patroa da mãe preparar uma bebida pra ela. A filha da empregada dispensa, inclusive, o “Dona” ao chamar a patroa. Inversão dos papéis?

https://i2.wp.com/almanaquevirtual.uol.com.br/wp-content/uploads/2015/08/que-horas.jpg?resize=349%2C240

Há vários símbolos no filme. No aniversário de Barbara, por exemplo, Val a presenteia com um jogo de xícaras e uma garrafa de café. A patroa finge que gosta, mas acaba fazendo pouco caso ao dizer algo do tipo “guarda lá que usamos em uma ocasião especial”. Val dispõe as xícaras na bandeja como ilustram os rótulos sociais: tudo separado – uma branca, uma branca, uma branca, uma preta… (Possível alusão à realidade que, no final, “o preto” não se encaixa no que é “de branco”?) No aniversário da patroa rica só se vê branco –xícaras e convidados. No evento, Val tenta usar as xícaras (não eram pra se usar “em uma ocasião especial?), no entanto, a patroa a repreende. Além disso, na casa são servidos dois sorvetes: o importado que “é do Fabinho” (filho dos patrões) e o outro qualquer que é do resto (inclui Val e Jéssica). Talvez exista aí mais uma alegoria de vários lares brasileiros.

Camila Márdila interpreta brilhantemente a adolescente que não entende o porquê não poder se sentar com os patrões. Sempre que ela tenta quebrar alguma convenção social se tem a impressão de que ela é “pra frente” demais, ou intrometida demais. Sim, um tapa na cara da classe média, pois, quando o espectador percebe, cria antipatia pela filha da empregada por, basicamente, negar o discurso dominante da elite. Afinal, segundo Michel Foucault, “ao afirmar a relação entre poder e saber, Foucault cria uma definição nova que garante que o poder do discurso pode funcionar negativamente, distorcendo a verdade e garantindo a dominação do poder opressor.”

Nota-se a proximidade de Fabinho com Val (e seu acolhimento materno) e de Jessica com o patrão (e sua cultura “erudita”, apesar das segundas intenções dele). Diante das estripulias da filha com os patrões, Val diz a ela que “quando eles oferecem alguma coisa é só por educação, porque eles têm certeza que vamos dizer não”. Ouvir isso dói, porque sabemos que é a realidade. Já sobre educação? Questionável.

https://i0.wp.com/static.omelete.uol.com.br/media/extras/capas/quehoras2.jpg.300x441_q85_crop.jpg?resize=269%2C395

Jéssica não entende como a mãe nunca tenha entrado naquela piscina, sendo repreendida antes de pensar em entrar na água. O filho da patroa começa a brincar com Jéssica e a joga na piscina enquanto ela fingia (e apenas fingia) não querer, o que enfurece Bárbara e faz Val procurar uma casa para ela e a filha morarem. A negociação do aluguel dá errado e as duas têm que voltar à casa dos patrões. José Carlos, num surto de loucura (apesar de ter dado indícios de atração pela adolescente), pede Jessica em casamento. Parece brincadeira, mas o pedido é sério (disfarçado de brincadeira), ele termina constrangido e desconversa a proposta.

Val e Jessica discutem e a filha afirma não suportar ver a mãe ser tratada como alguém de “segunda classe”. Percebe-se aqui a subversão da filha diante da relação social em questão. Barbara diz ter visto um rato na piscina, manda desfazer a piscina e diz a Val para deixar Jéssica da porta da cozinha pra lá. Seria Jéssica, a adolescente pobre, o rato? Este é o lugar do pobre para a elite: pra lá da porta da cozinha?

Jéssica resolve ir embora da casa, faz a prova do vestibular e vai muito bem. Passa para a segunda fase do exame, ao contrário de Fabinho que não tem o mesmo sucesso. A pobre passou, o rico não. Barbara parabeniza Val pela filha com um tom de inveja na voz. Fabinho aceita os carinho de Val e nega os da outra mãe, que é, na prática, apenas biológica. Péssimo dia pra família tradicional branca de classe média-alta brasileira, não?

No entanto, me incomodou um pouco o fato de Jéssica ser excessivamente folgada às vezes e, embora isso seja provavelmente proposital, o relacionamento de José Carlos com a família é quase inexistente, apesar de todos viverem com o dinheiro da herança do pai dele.

https://i2.wp.com/www.ochaplin.com/wp-content/uploads/2015/09/valjess.jpg?resize=402%2C262

Mais ao final do longa, talvez o momento de epifania da trama, Val entra na piscina, simbolizando o pobre que não se cala. Ela termina aprendendo com a filha, pedindo demissão e se livrando da condição inferiorizada pregada pelo discurso dominante. Arruma uma casa para ela, a filha e o neto que tinha ficado no nordeste e Jéssica escondia da mãe. Val traz o jogo de xícaras que tinha dado à patroa e o distribui novamente na bandeja. Agora a metáfora não segrega mais. É preto no branco e branco no preto. Tudo misturado, sem distinção. Como a própria Val disse, igual à filha.

“Que Horas Ela Volta?” promove reflexão em quem lhe assiste sobre a realidade em que vivemos. Demonstra que pobre não deve estar abaixo do rico. Que a empregada (e seus eufemismos, como “ajudante”) também não estão. Que pobre não nasceu pra ser pisado. Enfim, demonstra que pobre não serve apenas pra ficar pra lá da porta da cozinha!

Cultura do estupro?

25 09

2015

“Gostosa! Oh… Lá em casa!!”

“Com uma roupa dessas, ta pedindo pra ser estuprada…”

Quantas vezes por dia palavras e /ou frases com essa má conotação saem da boca de indivíduos que não respeitam as mulheres e seu modo de se vestir?

Vivemos em uma sociedade machista e patriarcal, em que as mulheres supostamente deveriam se vestir “com respeito”, ou se submeter a qualquer atividade proposta por um homem.

Diversos casos de estupros, ou tentativas, são registrados todos os dias  no mundo todo, como aconteceu na cidade de Uberlândia em que uma jovem de 18 anos foi vítima de uma tentativa de estupro dentro do banheiro feminino do bloco de Direito (3D) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) nesta segunda-feira (21).

O pai da vítima informou que um homem entrou no local, que fica no campus Santa Mônica, enforcou a jovem e a levou para um box. A vítima gritou e se debateu até conseguir se soltar. O criminoso fugiu. Algumas testemunhas conseguiram identificar o agressor como um funcionário terceirizado da universidade.

Apesar dessas frequentes ocorrências de atos deploráveis, o mundo ainda se volta contra essa atitude depravada e luta a favor dos direitos das mulheres, isso pode ser demonstrado em filmes, como “Irreversível’ (narra de trás para frente, a história de dois amigos, que saem por Paris em busca do homem que espancou e estuprou a namorada de um deles – Monica Belucci -, numa cena violentíssima, que fica na pensamento por dias. Dirigido por Gaspar Noé, esse é um dos filmes mais perturbadores do mundo cinematográfico.

Trailer:

Há também músicas que possuem o estupro como foco de crítica, como a música ‘Till it happens to you’ recentemente lançada da cantora popularmente conhecida como Lady Gaga, que também levanta a questão em seu clipe. (Clique AQUI para ver o videoclipe e ler o que falamos sobre ele)

As mulheres merecem ser livres, para vestir a roupa que desejar, a roupa que se sentir bem, e não devem ser julgadas por isso. Quem tem que ser educada é a sociedade machista, deve aprender que o corpo da mulher pertence apenas a ela, e a mais ninguém.

5 exemplos de feminismo em desenhos infantis

18 09

2015

Há um tempo li um post na internet que falava sobre o porquê de As Meninas Super Poderosas serem melhores do que qualquer aula de gênero. Essa semana, enquanto conversava com alguns amigos, lembrei de tal post e isso me incentivou a escrever sobre feminismo hoje. Mas não de uma forma convencional, e sim através de algo que todas as pessoas já tiveram como exemplo na vida: desenhos animados.

Crianças assistem a desenhos animados em quase todo o momento que vêem TV. Quem não tem um(a) priminho(a) viciado(a) na Peppa Pig? Assim, sendo os desenhos uma referência master para as crianças, elas levam os ensinamentos passados por eles para a vida e, provavelmente se lembrarão por um bom tempo de como se sentiam quando os assistiam. Mas, o mais importante é como esses desenhos ditam regras sociais. E é por isso que vem aí um “Top 5 desenhos que abordam desconstrução de genêro”:

1º – O clássico As Meninas Super Poderosas: conta a história de três meninas que por um acidente laboratorial ganham super poderes. Elas são criadas por um pai solteiro, que faz todas as atividades domésticas da casa (exceto lavar o carro. haha). Além disso, as meninas superpoderosas possuem todos os esteriótipos de garotinhas frágeis, mas na verdade não há um vilão, especialmente do sexto oposto, que são páreos para elas.

Estudos de Gênero

2º – Shrek: o tão aclamado filme da Dreamworks que aborda de forma excepcional uma crítica aos contos de fadas clássicos. Em Shrek temos um Ogro como protagonista no lugar de um Príncipe, e, principalmente, uma princesa pra lá de convencional. Fiona, seja ela em ogra ou princesa, é o exemplo de mulher que pais conservadores não gostariam que o filho namorasse: forte, “sem educação” e, até onde lhe é permitido, independente. Para ilustrar isso, lembram daquela cena em Shrek 1, em que ela e Shrek estão andando e ela o supera em todas as suas “porquisses”? Então…

Well, maybe you shouldn't judge people before you get to know them.

3º – Três Espiãs Demais: três adolescentes dos Ensino Médio que são, na realidade, super espiãs e lutam todos os dias para salvar o mundos de perigos inimagináveis. Em suma, a representação daquilo que qualquer garota que cresceu assistindo a esse desenho gostaria de ser. Apesar de possuir alguns momentos machistas na sua trama (por que em quase todo episódio as meninas, principalmente a Clover, se apaixonavam e ficavam babando por algum garoto?), o desenho dos anos 2000 tem personagens femininas fortes e excepcionais, capazes de fazer tudo e mais que os homens do seu universo.

Bela Hanajima - Trendy is being yourself

4º – Valente: não muito da minha geração (é um filme atual de 2012), mas que tem um enredo maravilhoso envolto da protagonista Merida. Inconformada por ter de se casar (um marido além da sua escolha, ainda por cima), ela embarca em uma série de desafios no propósito de “casar consigo mesmo”, ou seja, de ter a escolha de ser independente. A trama se desenvolve além de tudo isso, mas a mensagem desse comovente filme é a de que: mulher não precisa de homem para ter sucesso, consegue se sair tão bem quanto, ou até melhor, em atividades consideradas masculinas, e, principalmente, Merida é um exemplo para todas as meninas dessa nova geração.

Have Courage | via Tumblr

5º – Super-heroínas: posso estar fugindo do propósito com esse último tópico, principalmente por não me recordar tão bem de alguns desenhos que contem as personagens referentes a ele, mas, o 5º tópico é dedicado a todas as super-heroínas dos desenhos animados: mulher-maravilha da Liga da Justiça, as x-(wo)men, de X-men Evolution (As sereias de Bayville!!!), e muitas outras além do Universo DC ou Marvel, como Juniper Lee, Kim Possible, etc. Todas as personagens femininas que são protagonistas da próprias história são exemplos para meninas de todo o mundo. Exemplos de poder, independência e auto-suficiência. Mas, principalmente, um exemplo de que nós mulheres somos capazes de sermos quem aspiramos ser e de que somos iguais a qualquer homem.

Untitled

Obs.: havia tantas outras personagens-exemplos que eu gostaria de falar nesse post, mas não se adequavam ao tema específico, então, se lembrarem de mais alguém: comentem aí embaixo. 🙂

© 2017 MixSea | Desenvolvido no Wordpress por Dk Ribeiro