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O dia em que sofri com a ditadura da beleza

17 09

2015

Quando eu começo a pensar no que escrever sempre me vem diversas coisas à cabeça. Geralmente penso em coisas que desejo compartilhar, como sentimentos e lições de vida.

O intuito do meu post inicialmente era falar sobre relacionamentos. Entretanto, há exatos 20 minutos eu estava na rua e, ao passar pelo semáforo, um carro passou diante de mim e me despejou o seguinte: “Dragão“. Sim, isso me deixou triste. Não tanto quanto ontem quando coisas parecidas aconteceram, ou quanto amanhã em que mais uma pessoa vai me olhar de cima a baixo e simplesmente me achar descartável por eu não estar nos padrões ou por não ser igual a todas as outras.

Nunca falo sobre como me sinto diante dessas coisas, mas hoje foi um dia que me motivou a me libertar dessas correntes que não me permitem falar sobre o assunto. Tenho 20 anos e faltam 3 meses para meu aniversário de 21. Sou uma pessoa jovem que se acha velha. Faço faculdade há 1 ano e acho que fiz alguns amigos. Alguns tenho certeza que fiz, outros nem tanto. Sou uma pessoa preocupada e me sinto culpada com basicamente tudo. Não que eu queira que as pessoas me vitimizem, eu só me sinto culpada e não sei lidar com esse sentimento. Não sou alta, sou gorda  e a maioria dos meus amigos diz que eu sou fofinha. A real mesmo? Nunca me senti assim. Quando era mais nova eu me achava  a pior pessoa do mundo por não ser igual aos outros: por rir alto demais, por ser gorda demais, pelo meu cabelo ser enrolado demais…E quer saber? Hoje eu me sinto do mesmo jeito. Várias pessoas  e propagandas pedem ou nos ensinam a nos amar, e todos acham que depois de falarem sobre motivação aqueles que não se adequam vão se sentir bem e se auto valorizar. Desculpa sociedade, mas as coisas não funcionam assim! Todos os dias eu acordo e tento me sentir bem por ser quem eu sou, só que eu  não  me sinto. No entanto, vêm dias como o de hoje que me fazem repensar tudo o que  eu sinto e tudo o que eu faço. Por que as pessoas gostam de menosprezar umas as outras? Por que me fazer mal torna você alguém melhor? E, principalmente, o que você ganha me diferenciando de você?

Não sei quem era a pessoa que estava no carro e, provavelmente, eu nunca saberei. Aquele João, Vinícius ou José é só mais um que olha pra mim de baixo pra cima e se sente melhor que eu, que me faz acreditar que eu sou inferior a ele. Não foi a sociedade que mudou, nem eu que mudei. As coisas continuam do mesmo jeito e absolutamente ninguém realmente se importa até sentir essa dor na pele ou até algo semelhante acontecer ou com alguém próximo.

 TEXTO DE CAROLINA, nossa leitora assídua

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Os x-men e as minorias

11 09

2015

   
Como muitos já sabem, os mutantes são um grupo de pessoas capacitadas com o gene X, que os fazem desenvolver uma mutação, ou seja, habilidades especiais. No entanto, muito além de apenas heróis, vilões ou até anti heróis, eles são pessoas pertencentes a uma minoria (ou várias, em alguns casos).

   É expresso em vários dos filmes (principalmente pela direção ser feita por Bryan Singer, homossexual assumido) a perseguição que os mutantes sofrem por serem quem são – isso sem contar as HQs, em que o leque de arcos e histórias de personagens representativos é enorme. Considerados os patinhos feios da marvel, os x-men, desde o seu primórdio, são compostos por personagens diversificados e representantes de minorias como é o caso da conhecida Tempestade, Ororo Munroe: mulher, negra e de orgiem egípcia.

(10) Tumblr

Storm – mutant capable of controlling the weather

   A incorporação de personagens com diferenças étnico-culturais, de nacionalidades, sexualidades e classes sociais diversas transforma os mutantes em um grupo miscigenado e de extrema importância para a empatia que a sociedade precisa ter com essas minorias. É raro ver exposto em tais mídias algo como a complexidade expressa pelos mutantes.

   Além disso, a perseguição sofrida por não se encaixarem nos padrões é demonstrada em todas as mídias – desenhos, quadrinhos, filmes – dos mutantes, se tornando essencial para a história deles e para esta análise. As pessoas parecem ter medo do que é diferente. E isso desencadeia uma série de reações em quem é considerado como tal.

   Para exemplificar, nada melhor que situações das histórias dos próprios x-men: a dicotomia entre as filosofias do Magneto e do Professor X em lidar com a situação da opressão humana herdada de experiências passadas de ambos, a revolução de Scott Summers, nas HQs, ao não mais tolerar tanta descriminação e, por último, mas essencial, o arco da Dinastia M, símbologia de um holocausto mutante.

   Tudo isso serve como representação da realidade, afinal, a ficção não é isso? Expressão do que é ou de como deveria ser? Mutantes são mero instrumentos de protestos para compreensão. Stan Lee pode não ter considerado isso quando os criou em 64, nem Chris Claremont quando assumiu o comando das HQs na década de 80. Entretanto, essa é a leitura que eu faço desse grupo excepcional após anos os acompanhando. Isso é o que os torna tão especiais, não só para mim, mas para muitas outras pessoas. Essa é a leitura que os convido a fazer na próxima vez que assistirem a algum filme dos x-men (Apocalypse em 2016 btw).

   Ver e ler algo dos x-men não apenas pelas batalhas ou romances (que são geniais) mas para “empatizar”. Para sentir empatia por eles e, consequentemente – principalmente -, pelo próximo. Negro, branco, homossexual, heterossexual, mulher, homem, deficiente… Mutante. São todos humanos no fim. Cada um com a sua história, suas motivações, seus sonhos. Se bons ou ruins, quem sabe? Não somos todos compostos de trevas e luz? Só é preciso criar a condição para que a luz se sobressaia.

   Como disse Ororo Munroe no funeral do Professor X em X-men 3:

“Nós vivemos na idade das trevas, em um mundo cheio de medos, ódio e intolerância. Mas em certos momentos há aqueles que lutam contra isso. (…) Onde tivermos de ir, nós devemos carregar a visão de Charles, e essa é visão de um mundo unido.” (Tradução por Andressa Mendes)

Você é capaz de ver além?

09 09

2015

Você se lembra de quando você era apenas uma criança e bastava um ”oi!” e você tinha acabado de ganhar um melhor amigo? Se lembra de quando a única coisa que importava era se ele era legal, e para uma simples manha e/ou tarde se tornar inesquecível bastava uma imaginação maravilhosa?

E com ela, aquela tal de imaginação, o mundo era pequeno pra vocês. Mas e agora? O que é necessário pra você? o que faz uma tarde inesquecível, o que alguém precisa ter pra se tornar seu melhor amigo?

Vivemos em um mundo que se tornou apenas o ter, o ser foi deixado para trás, o que você tem, o que você veste, o que você se parece, são peças fundamentais para que você conquiste alguém, e o que você é, o que te faz feliz, qual musica você gosta, você curte ler, o que realmente você é, passaram a ser o segundo plano, ou ate mesmo o terceiro, o quarto, o quinto, ou nem importam mais.

reflexão MIXSEA

Só que você já parou pra pensar também, por um minuto, o que seria do mundo se de repente ele ficasse cego? Se todas as pessoas que habitam aqui não fossem mais capazes de enxergar o que esta por fora, e vissem apenas o que existe por dentro de cada um de nós? Quem estaria ao seu lado? Você conquistaria alguém?

Mas o mundo não esta assim, nós ainda somos capazes de ver o que a pessoa tem, mas que tal você passar a ver mais o que as pessoas são, qual são os tipo de sorrisos que ela pode dar, o quão confortável é estar dentro do aconchego do abraço dela, o quanto as piadas mais sem graça do mundo são as que rendem as melhores risadas, o quanto uma lágrima secada por você, vai fazer a diferença de cada minuto do seu dia. Mas estou falando pra VOCÊ, não pra Fulano, muito menos pra Siclano, se você quer um mundo com menos mascaras, com menos ter, comece a ser. O mundo só pode ser melhor se você começar também a ser melhor, e enxergar esse ser nas pessoas.

Como Sair da Bad (Dia Ruim)

08 09

2015

Você já esteve em dias tão ruins, que parece que o mundo inteiro está conspirando contra você? Pois bem; você não é o único, todos nos já tivemos e ainda temos os nossos dias de Bad. Porém, essas pequenas dicas podem lhe dar uma ajuda nesse momento em que você quer apenas ficar no escuro e chorar (ouvindo a playlist triste do spotify).

A primeira dica é simples, procure um ouvinte, nem que seja sua avó, a melhor coisa a se fazer é compartilhar sua dor com alguém, porém muitos preferem não contar a ninguém, lembre que desabafar é a melhor maneira de começar a enfrentar o problema, é preciso também tomar cuidado com quem vai desabafar.

Segunda dica é não deixar se levar por aquele dia ruim, você tem que pensar que tudo passa, e aquilo vai lhe ajudar a enfrentar uma situação mais complexa no futuro, como já dizem por ai ”O que não te mata, lhe fortalece”’

 

Cada pessoa tem sua forma de reagir com a situação, porém você tem que ser forte e enfrentar com unhas e dentes aquela situação, não deixe o mar da tristeza te levar, sempre pense que:

-Se ele(a) não te ama vai existir outro(a); Se você não tem ninguém para desabafar procure alguém que possa te ajudar, novas amizades sempre são bem-vindas; Ache algo para lhe distrair e assim você esquecer do problema; uma coisa muito boa é pensar que tudo passa, cabe a você levantar a cabeça e continuar.

Força meu amigo (a) e nunca abaixe sua cabeça para o problema. 🙂

Cidades de Papel | Reflexão

21 08

2015

  Cidades de Papel é, em resumo bem simplório, a história de um garoto normal cuja vida é mudada pela chegada de sua nova vizinha: Margo Roth Spiegelman. Embora se pareça como qualquer outro filme adolescente americano, a adaptação da obra de John Green – tão bem adaptada para o cinema – é mais do que aparenta, deixa de ser mais um clichê. Ele desconstrói imagens e estereótipos, trabalha com a idealização do outro e a importância não só do autoconhecimento, mas também de compreender bem aqueles que o cercam.

  Quem viu o filme deve se lembrar da cena em que Q se encontra em uma banheira com a amiga de Margo, Lacey, e esta o pergunta sobre qual a primeira palavra que lhe vem a cabeça quando ele a olha. A resposta não é imediata, mas parece óbvia a qualquer um que estivesse no lugar de Q: bonita. No entanto, a desconstrução de tal estereótipo, ao decorrer do filme, tende a ressaltar um dos principais objetivos do drama: a ideia que temos do outro.

  A idealização de Q sobre Margo é só um exemplo dentre o quadro maior. Rumores sobre a garota são espalhados pela escola. A imagem de Margo Roth Spiegelman fora construída, com colaboração da mesma, inclusive. A imagem. Mas quem é a real Margo Roth Spiegelman? Esse é, talvez, o mistério que ela se tornou.  Nem a própria consegue a reposta a tal pergunta, e essa é a especial “sacada” da história.

  Ao fazer um paralelo com o tão aclamado filme de John Hughes, The Breakfast Club (O Clube dos Cinco), no qual cinco alunos ficam presos na escola em detenção, cada qual por seus motivos, e tem que escrever uma redação sobre eles mesmos, o quote:

“(…) acho que você está louco para nos fazer escrever um texto dizendo o que nós pensamos de nós mesmos. Você nos enxerga como você deseja nos enxergar… Em termos mais simples e com as definições mais convenientes. (…)”.

  Explica perfeitamente a ideia de “Paper Towns”. Margo é o que os outros querem ver nela, assim como os cinco de The Breakfast Club eram o que o diretor queria ver neles. Ela é uma ideia. Uma garota de papel. Do mesmo modo que todos os outros ao seu redor. E não somos todos, pessoas de papel? Os cinco integrandos do Breakfast Club não eram eles mesmos pessoas de papel? Apenas imagens criadas por outros, sem conhecer o seu verdadeiro “eu”?

paper towns MIXSEA

  “You have to get lost before you find yourself” (você precisa se perder para conseguir se encontrar) é uma frase dita pela garota a Q durante o filme. Ela teve de fugir, se perder, e não apenas fisicamente, em uma viagem, mas internamente, daquela Margo idealizada pelos outros. Ela se perdeu para se encontrar, para se redescobrir. Se ela conseguiu isso? Talvez sim.

  Desse modo, o filme (e o livro) passa a mensagem da autossuficiência, ao invés da idealização do outro. Ver uma pessoa como seu complemento ou solução dos seus problemas é errado. O outro é só uma pessoa. Os rumores que inventaram sobre Margo eram a representação da idealização dela não só por Q, mas por todos. A viagem feita por Q e seus amigos serviu para que eles se conhecessem melhor assim como são. Eles tiveram de sair de sua zona de conforto, se arriscar, “viver a vida adoidado”, mesmo que por pouco tempo, para se moldarem como as pessoas que viriam a ser.

  Embora seja só um filme, cidades de papel traz reflexões sobre a vida. Somos aquilo que queremos, que achamos correto ou somos apenas uma imagem refletida pela opinião alheia? Estamos seguindo um caminho escolhido por nós ou o que nos foi dado? A vida deveria ser mais que convenções sociais. Ela deveria ser vivida ao máximo. Mas como? Conheça-se a si mesmo e descubra.

 Fonte da imagem: http://www.weheartit.com

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