25 sinais de que você é uma pessoa viciada em livros

18 04

2016

O primeiro passo é admiti-lo. O segundo passo é manter a direita na leitura. Veja quantos sinais você tem e se se identifica como um viciado em livros:

1. Quando era pequeno, os livros eram seus melhores amigos no mundo.

2. Quando está lendo um bom livro esquece de comer ou dormir.

3. Seus altos e baixos são completamente ditados pelo livro que está lendo.

Às vezes há gritos.

Às vezes é mais sutil.

4. Ficou traumatizado por coisas que acontecem “apenas” nos livros que lê.

5. A imagem em sua carteira mostra seu cartão de biblioteca, em vez de sua carteira de motorista.

6. Pensa em cores em termos de clássicos da Penguin.

7. Dias chuvosos > dias ensolarados.

Apesar de conseguir sair para fora em um dia bonito …

8. Isso é tudo o que pensa quando retrata sua “casa dos sonhos”.

E a sua ideia de um fim de semana divertido é reorganizar sua biblioteca de 100 maneiras diferentes.

9. Andar por uma livraria fechada é tortura.

Quando está aberta, é incapaz de ir sem comprar alguma coisa.

E ainda desenvolveu uma paixão por um empregado da livraria baseada unicamente em suas escolhas pessoais.

10. Sempre que realiza qualquer ideia ou projeto, o primeiro passo é ler um monte de livros sobre o assunto.

Assume que um livro pode ensinar-lhe qualquer coisa.

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Blogueiro britânico escreve de forma indignada sobre a desistência dos brasileiros de seu próprio país

15 04

2016

Reprodução - Internet

Adam Smith é britânico, veio ao Brasil durante 6 meses para intercâmbio e se indignou com o desrespeito dos brasileiros com o seu próprio país. Então, resolveu escrever em seu blog, chamado “Para inglês ver”, de forma indignada mesmo, sobre como os brasileiros veem o Brasil em relação com os outros e em como costumamos nos rebaixar e não reconhecer as belezas do Brasil, apesar de todos os problemas. Segue abaixo o texto:

“Pouco depois de chegar a São Paulo, fui a uma loja na Vila Madalena comprar um violão. O atendente, notando meu sotaque, perguntou de onde eu era. Quando respondi “de Londres”, veio um grande sorriso de aprovação. Devolvi a pergunta e ele respondeu: ‘sou deste país sofrido aqui’.Fiquei surpreso. Eu – como vários gringos que conheço que ficaram um tempo no Brasil – adoro o país pela cultura e pelo povo, apesar dos problemas. E que país não tem problemas? O Brasil tem uma reputação invejável no exterior, mas os brasileiros, às vezes, parecem ser cegos para tudo exceto o lado negativo. Frustração e ódio da própria cultura foram coisas que senti bastante e me surpreenderam durante meus 6 meses no Brasil. Sei que há problemas, mas será que não há também exagero (no sentido apartidário da discussão)?

Tem uma expressão brasileira, frequentemente mencionada, que parece resumir essa questão: complexo de vira-lata. A frase tem origem na derrota desastrosa do Brasil nas mãos da seleção uruguaia no Maracanã, na final da Copa de 1950. Foi usada por Nelson Rodrigues para descrever “a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo”.E, por todo lado, percebi o que gradualmente comecei a enxergar como o aspecto mais ‘sofrido’ deste país: a combinação do abandono de tudo brasileiro, e veneração, principalmente, de tudo americano. É um processo que parece estrangular a identidade brasileira.

Sei que é complicado generalizar e que minha estada no Brasil não me torna um especialista, mas isso pode ser visto nos shoppings, clones dos ‘malls’ dos Estados Unidos, com aquele microclima de consumismo frígido e lojas com nomes em inglês e onde mesmo liquidação vira ‘sale’. Pode ser sentido na comida. Neste “país tropical” tão fértil e com tantos produtos maravilhosos, é mais fácil achar hot dog e hambúrguer do que tapioca nas ruas. Pode ser ouvido na música americana que toca nos carros, lojas e bares no berço do Samba e da Bossa Nova.

Pode ser visto também no estilo das pessoas na rua. Para mim, uma das coisas mais lindas do Brasil é a mistura das raças. Mas, em Sampa, vi brasileiras com cabelo loiro descolorido por toda a parte. Para mim (aliás, tenho orgulho de ser mulato e afro-britânico), dá pena ver o esforço das brasileiras em criar uma aparência caucasiana.

Acabei concluindo que, na metrópole financeira que é São Paulo, onde o status depende do tamanho da carteira e da versão de iPhone que se exibe, a importância do dinheiro é simplesmente mais uma, embora a mais perniciosa, importação americana. As duas irmãs chamadas Exclusividade e Desigualdade caminham de mãos dadas pelas ruas paulistanas. E o Brasil tem tantas outras formas de riqueza que parece não exaltar…

Um dos meus alunos de inglês, que trabalha em uma grande empresa brasileira, não parava de falar sobre a América do Norte. Idealizou os Estados Unidos e Canadá de tal forma que os olhos dele brilhavam cada vez que mencionava algo desses países. Sempre que eu falava de algo que curti no Brasil, ele retrucava depreciando o país e dando algum exemplo (subjetivo) de como a América do Norte era muito melhor.

O Brasil está passando por um período difícil e, para muitos brasileiros com quem falei sobre os problemas, a solução ideal seria ir embora, abandonar este país para viver um idealizado sonho americano. Acho esta solução deprimente. Não tenho remédio para os problemas do Brasil, obviamente, mas não consigo me desfazer da impressão de que, talvez, se os brasileiros tivessem um pouco mais orgulho da própria identidade, este país ficaria ainda mais incrível. Se há insatisfação, não faz mais sentido tentar melhorar o sistema?

Destaco aqui o que vejo como um uma segunda colonização do Brasil, a colonização cultural pelos Estados Unidos, ao lado do complexo de vira-latas porque, na minha opinião, além de andarem juntos, ao mesmo tempo em que existe um exagero na idealização dos americanos, existe um exagero na rejeição ao Brasil pelos próprios brasileiros. É preciso lutar contra o complexo de vira-latas. Uma divertida, porém inspiradora, lição veio de um vendedor em Ipanema. Quando pedi para ele botar um pouco mais de ‘pinga’ na caipirinha, ele respondeu: “Claro, (mermão) meu irmão. A miséria tá aqui não!” Viva a alma brasileira!”

De se pensar não é brasileiro?

Série de fotos raras mostram Michael Jackson nos bastidores do videoclipe “Thriller”

12 04

2016

Antes do youtube, os cantores(as)  tinham a tradição de fazer videoclipes com cenas retiradas de shows, e foi por isso, também, que Michael Jackson ficou tão famoso, já que ele inovou isso tudo fazendo mega produções para os clipes de suas músicas, sendo o primeiro sucesso deste jeito o clipe de Thriller.

Recentemente, o álbum de mesmo nome superou a marca de 100 milhões de vendas, tornando-se o único na história a atingir tal cifra. O videoclipe custou US$ 500 mil (cerca de R$ 2 milhões), e foi dirigido por John Landis. E até hoje, o videoclipe faz sucesso no mundo todo.

O fotógrafo Douglas Kirkland e a jornalista Nancy Griffin que estiveram presentes no set de gravações, resolveram lançar um livro que traz centenas de fotografias inéditas dos bastidores do vídeo e nos levando este momento único na história da música, chamado “Michael Jackson: The Making of ‘Thriller” (“Michael Jackson: A Criação de Thriller”, em português), .

Veja algumas dessas imagens:

 

Relembre também como é o videoclipe de Thriller:

O lindo e cativante filme Zootopia | Crítica

08 04

2016

 

Imagem de bunny and zootopiaTítulo: Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

Direção: Byron Howard, Rich Moore

Ano: 2016

Duração: 1hora e 48 minutos

Nacionalidade: EUA

Gênero: Animação

Nota: nota 5 MIXSEA

 

   O mais novo longa da Disney, Zootopia conta a história da coelinha Judy Hopps, cujo sonho é se tornar uma policial da cidade de Zootopia – o lugar onde predadores e presas vivem em perfeita harmonia. Apesar de todos dizerem que Judy nunca se tonaria uma policial, pois uma coelha é “dócil” demais, ela não desiste, batalha e persiste para realizar seu sonho.

   Se muda, então, para Zootopia e lá se envolve com o malandro Nick WImagem de zootopiailde, uma raposa (animal “inimigo” natural dos coelhos e conhecido como trapaceiros) ao executar suas tarefas de policial, tarefas estas que a levam a uma investigação e perigos maiores do que jamais imaginou.

   Extremamente cativante, com cenas engraçadas, fofas e até tristes, Zootopia emplaca em variados aspectos. Agrada desde à criança, que vê o filme pelos animais, até ao adulto, que entende as críticas sociais ali presentes – a lerdeza do sistema público, por exemplo.

   É um filme cheio de referências a outros filmes da Disney e até aos clássicos “O Poderoso Chefão” e o “Morro dos Ventos Uivantes”, mas bem sucedido em ser autossuficiente e ganhar o coração de quem assiste. Traz aspectos morais importantíssimos como a luta contra o racismo, pela inclusão das minorias e a busca pela aceitação perante a sociedade. Os personagens, sejam eles os protagonistas ou aparições momentâneas, envolvem e deixam a sua importância para trama.

   Assista abaixo ao trailer do longa ou corra para o cinema e assista ao filme:

 

 

A Literatura e a Música em 50 anos de carreira de Chico Buarque

06 04

2016

A música e a literatura possuem uma relação intrínseca, que se configura na produção da arte ao fazer o leitor ou ouvinte produzir em suas próprias mentes histórias, mundos e universos. Desde da antiguidade poesias se tornavam músicas, e vice-versa, e até hoje observamos que a música, letrada principalmente, nos enche de sentimentos que a literatura também produz. Elas são irmãs ou amigas de infância, que narram histórias. As vezes de maneira mais poética, outras vezes mais marginal, mas sempre as captamos, seja ouvindo ou lendo.  Existem alguns cantores/compositores/poetas que deixam essa relação bem mais clara: Cazuza, Cássia Eller, Milton Nascimento, Nando Reis, Chico Buarque, são exemplos.

Dentre todos esses, escolhi falar sobre Chico Buarque. São 50 anos de carreira, de composições, obras literárias, peças de teatro, de arte. Não é errado dizer que Chico é um dos maiores artistas do Brasil. Ele é completo, dinâmico, inteligente e poético. O verdadeiro significado de Chico Buarque está em suas letras, melodias e histórias que ele constrói a cada música que compõe e canta. Em uma época onde encontrar a poesia na música é rara (com exceção da nova MPB e cantores como Cícero, 5 à seco e Tiago York) ouvir Chico é uma viagem, um encontro a algo que são se acha mais muito por aí. Não me desfazendo dos outros cantores, mas acredito que para quem gosta de MPB, deste estilo de música, Chico é rei.

Um artista completo

Na música, as letras de Chico podem ser divididas em três seguimentos: Amores, crítica social e política e malandragem.

O amor e a paixão são o ponto central da maioria das músicas do compositor. São mulheres como Ana, Nina, Beatriz, Geni, Terezinha, Joana, que são bailarinas, atrizes, prostitutas, donas de casa. São canções como “Futuro Amantes”, “Tipo um baião”, “Se eu soubesse”, “Olho nos olhos”, “Mulher, vou dizer quanto te amo”, “O meu amor”, “João e Maria” que nos fazem querer relacionamentos e amores fortes e intensos.  São letras apaixonadas e apaixonante, escritas por alguém que foi casado por mais de 30 anos e que já teve relacionamentos rápidos, mas que expressam seus sentimentos.

Durante a ditadura militar, Chico utilizou-se da música para expressar o descontentamento com a situação política nacional. Em meio aos anos 60 e 70, a censura, o autoexílio, as discussões com os representantes tropicalistas que o consideravam ultrapassado, o compositor expressava sua esperança e criticava a repressão por meio das canções. “A banda” “Cálice”, “Roda Viva”, “Apesar de você”, “Cordão”, “Quando o carnaval chegar”, “Cotidiano” e “Deus lhe pague representam bem esse período.

Muito perseguido, o compositor chegou a inventar o pseudônimo Julinho de Adelaide para conseguir passar pela censura, afinal ele estava sendo perseguido pelos censores que cortavam qualquer uma de suas músicas. Chico Buarque escreveu e cantou várias músicas de cunho social, como “Construção”, “A violeira”, “Mulheres de Atenas” e “O meu guri”

Outro assunto recorrente na obra de Chico é a malandragem. “Vai trabalhar vagabundo”, “Feijoada Completa” e as músicas das peças de teatro “Ópera do Malandro”, “Gota d’água”, “Saltibancos”, como “Homenagem ao malandro”, “A volta do malandro”, são composições que expressam essa temática.

O teatro foi outro espaço artístico explorado por Chico Buarque: “Roda viva”, “Calabar: o Elogio da Traição”, “Gota d’água”, “Ópera do malandro” e “O Grande Circo Místico” foram peças escritas por ele, enquanto “Morte e vida Severina” e o infantil “Os Saltimbancos” foram apenas musicadas.  Chico Buarque também já escreveu cinco romances: “Estorvo”, “Benjamim”, “Budapeste”, “Leite Derramado” e “O irmão Alemão”. Mesmo não sendo obras primas da literatura, são livros interessantes, bem subjetivos, que narram histórias intensas.

Chico Buarque é um ícone da música brasileira, isso não se pode negar. Consegue transformar ruins momentos em prazerosos com suas letras cativantes e sua voz suave, com as histórias que escreve através das composições, com seus olhos azuis (não poderia deixar de comentar). Claro que ele não é perfeito, mas suas qualidades conseguem se sobressair. Com seus 71 anos, ainda arranca suspiros com seu olhar e, principalmente, através de sua alma que está expressa dentro de suas canções.  Precisamos de mais Chicos, mas ao mesmo tempo, não queremos. Chico Buarque é único.

Bônus:

Texto de Susana Reis e revisão de Juliana Skalski

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