Mãe transforma e fotografa a filha como personagens de contos de fadas

28 12

2015

Os pais nerdes nos proporcionam imagens lindas de seus filhos! E dessa vez a filha de uma talentosa usuária do reddit conhecida como “cherieish“, que nos deixou encantados com tanta lindeza. A mãe é quem criou todas as fantasias de personagens de contos de fadas que você vai ver, bem como os cenários e a produção das fotos! De Alice à Chapeuzinho Vermelho e Branca de Neve a princesinha vai te conquistar com tanta fofura!

Por favor pais nerdes, continuem se inspirando assim, porque nós amamos! Olhem as fotos:

Branca de Neve

08 - 8wGMJoc

07 - hu4Pnug

Wendy de Peter Pan

19 - FA7R9Xi

18 - uL9UtH5

17 - zQhca6h

Cinderela

12 - 7pFSLNw

11 - kzfSX34

10 - 279Oiqt

09 - jwmN16l

Chapeuzinho Vermelho

06 - JcN7vYG

05 - jlDLOpE

04 - A2jU8Oh

Aurora de A Bela Adormecida

13 - LFNB7wH

16 - xNkDjQl

15 - svn6yfE

14 - 8Zbeb3h

É muito linda! O que acharam?

Série fotográfica retrata a vida de militares transgêrenos

20 12

2015

O fotógrafo britânico Stephen King (não, não é o escritor) desenvolveu um projeto e fotografou pessoas trans do serviço militar do Reino Unido.

 

“Durante uma festa do Exército, Penny se fantasiou de colegial – com saia, peruca e tudo. Um de seus colegas disse que ela parecia confortável de saia e Penny percebeu que ele estava certo. Ela fez a transição em 2007 e recebeu todo o apoio de seus colegas.”

 

 

O título da série fotográfica é bem sugestivo: “Dry Your Eyes Princess” (Seque seus olhos, princesa). Trata-se de um termo depreciativo usado informalmente dentro das Forças Armadas para ridicularizar algum indivíduo que porventura chore e demonstre fraquezas/sofrimentos e incentivá-los a endurecer.

 

 

“Caroline nasceu em 1959 e começou a servir o Exército aos 14 anos. Ela foi a primeira trans a continuar prestando serviço militar na Inglaterra após ter feito a transição.”

 

 

“Christine entrou no serviço militar em 1979, quando tinha 22 anos. Em uma noite, ela e um amigo sairam para dançar vestidos de mulheres e foram pegos por oficiais. O sargento responsável pela equipe de Christine tentou intimidá-la de todas as formas, até que ela desistiu e deixou o Exército em 1984.”

 

 

 

 

 

 

 

 

“Todo esse tempo, ela se vestia escondida. Descobrindo a internet em 2000, sua vida mudou. Ela começou a conhecer outras pessoas trans e saiu publicamente pela primeira vez.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No dia da exposição da série fotográfica no museu, fizeram um vídeo entrevistando o fotógrafo e algumas das participantes. No vídeo, elas falam um pouco de sua história, do que sentiram ao posarem para as fotos e como era ser um militar transgênero. É muito interessante o relato delas, vale a pena assistir ao vídeo, infelizmente o vídeo está em inglês, se você não conseguir entender, vale também pelas imagens:

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Projeto Aqueenda mostra a arte por trás das Drag Queens

15 10

2015

“Quando fotografo drag queens, vejo muito mais que purpurina, glitter ou plumas. Vejo poesia! Vejo arte! Na maneira de se maquiar, no olhar lançado a cada um na plateia, no figurino, na destreza em fazer o público esquecer que por trás daquela imagem feminina, existe um homem de fato”, disse a fotógrafa Jal Vieira

Drag Queen MIXSEA

O projeto Aqueenda veio então para mostrar que drag queens são mais do que carão, salto alto, purpurina e boa maquiagem. Quem idealizou tudo foi a fotógrafa e designer de moda Jal Vieira, artista brasileira, que criou um perfil no Instagram para divulgar as fotos, que era um sonho já que desde adolescente era uma drag lover e queria fazer uma trabalho que tivesse alguma relação a esse universo tão maravilhoso.

O sonho se fez realidade em 2014, que foi quando ela iniciou a registrar o outro lado das perfomers. Nomes como Willam, Sharon Needles, Márcia Pantera, Rita von Hunty, Malonna, Alexia Twister, Hidra Von Carter, Deendjers e Alyssa Edwards já estiveram diante suas lentes. O rumo do projeto agora é virar uma exposição, um documentário e um livro.

Stéfany Di Bourbom & Márcia Pantera

Em Abril, Jal Vieira deu uma entrevista ao site Papel Pop que vamos replicar para vocês aqui:

Como surgiu a ideia do projeto Aqueenda?
Há cerca de 6 meses, conversando com uma antiga parceira, decidimos fazer um trabalho que desmistificasse a idéia distorcida que algumas pessoas acabam formando a respeito da arte drag, e que isso resultasse em um livro. Algumas coisas mudaram durante o percurso, como o rompimento da parceria, e a idéia de expandir ainda mais a linguagem. Achava importante não só fotografar, me parecia necessário registrar por meio de uma linguagem audiovisual, mais precisamente, um documentário. As filmagens ainda estão sendo planejadas mas as fotos já estão sendo produzidas.

As Deendjers

O que você pretende mostrar com esse trabalho?
O que o projeto busca mostrar desde o seu início são os grandes seres humanos que dão vida à essas drag queens. E esclarecer às pessoas que esses homens não querem ser mulheres. Aliás, estão muito bem com seu corpo masculino. Esses homens querem mostrar que mais do que uma arte que exige trabalho árduo para estar todas às noites no palco, encantando o nosso olhar com beleza, inteligência e perseverança que possuem, buscam ali não somente aplausos. Eles lutam todos os dias para serem respeitados e terem a sua arte reconhecida.

Yasmin Carraroh

E como está sendo o desenvolvimento do projeto?
Tenho registrado em todos os finais de semana o universo drag queen. Mas não somente o que todos conhecem: em baladas. Acompanho esses artistas em seu dia a dia, em casa, na casa de amigos, em ambientes que não estamos acostumados a vê-los. Além disso tenho tido a oportunidade de conhecer, todos os dias, os criadores dessas personagens. Homens que possuem trabalhos como o de qualquer outra pessoa. Que têm contas e deveres a cumprir. Que pegam metrô, que andam a pé, que têm problemas, além de grandes alegrias.

Alyssa Edwards

O que mais chamou sua atenção durante as transformações?
Enquanto estão se maquiando, a maioria delas ainda está fora do personagem. Quero dizer, enquanto essência, mesmo. À medida que esse processo de transformação vai avançando, se começa a perceber como a personagem vai chegando e tomando espaço naquele corpo. Quando o último item, a peruca, é colocado, temos a sensação de que ali se atravessou um portal. A partir desse momento a voz muda; os gestos ficam mais femininos; o olhar reluz mais; a postura se torna mais cuidadosa e, quase não é possível notar que, há minutos atrás, estávamos conversando com um rapaz.

Ikaro Kadoshi

E durante as performances? Algum dos artistas transforma radicalmente sua personalidade?
Quase nunca percebo a presença do criador enquanto a drag queen está ali presente. Mas existe, sim, uma drag queen que me chocou absurdamente na completa diferença de personalidade entre o indivíduo masculino e sua drag: Danny Cowlt. Conheci a Danny ainda nos palcos. Não tinha nenhum contato pessoal com ela, até então. A figura dessa drag é extremamente avassaladora. É impossível desgrudar o olhar dela enquanto está no palco ou mesmo quando passa por você. Figura marcante, forte, de olhar impactante e maquiagem que quase beira a intimidação de tão sombria e misteriosa. Sempre me pareceu que, o homem por trás daquela personagem fosse tão assustador quanto.

Quando enfim conheci o Flávio, criador da Danny, não conseguia acreditar na docilidade daquela pessoa. Fui cumprimentá-lo com um pouco de receio de estar invadindo algum espaço, então me mantive um pouco distante. O Flávio, me vendo mais quieta, se aproximou e me disse: “Vem aqui! Deixa eu te um beijo”. Depois disso, imagine a minha reação. Completo encantamento e respeito. O que mais me encanta nesses artistas é a completa generosidade. Coisa rara de se ver hoje em dia.

Festa Priscilla

Há alguma história interessante que a marcou ao longo do projeto?
Quando o assunto é drag queen, há sempre histórias incríveis! Existe uma que me marcou muito. Prefiro não comentar com quem foi pelo fato da história ser mais delicada e pessoal. Mas, uma das drag queens que entrevistei contou que, em uma fase de crise, se envolveu com drogas. Acabou se viciando e em um dia de uma quase overdose sentiu que estava prestes a morrer. E, naquele momento, além do pensamento em si e na sua família, o que a fez levantar e se reerguer foi pensar que sua personagem ainda tinha muita história pela frente e que não poderia acabar com isso por conta de um vício. Então, largou as drogas. A frase final dela me marcou de uma maneira quase inexplicável. Ela disse: “O que me salvou foi a minha personagem. Não fosse por ela, provavelmente, eu não estaria mais aqui”.

Isso me fez pensar que, a drag queen não é apenas uma personagem que esses homens incorporam à noite. A drag queen é também o que aquele individuo é e respira. O que o ajuda a se movimentar todos os dias.

Hidra von Carter

Você pretende fazer alguma exposição ou lançar um livro com as fotos?
Sim. A exposição é uma idéia efetiva do projeto. Provavelmente, se antecipando ao documentário. Mas acredito que esse resultado venha a longo prazo, pois pretendo criar um acervo por, no mínimo, um ano acompanhando esses artistas. Mas a idéia de uma exposição fotográfica do projeto está, com toda certeza, nos meus planos. Além disso, penso, sim, em um livro. Porém, é muito provável que este seja fruto da exposição e do documentário.

Confira mais imagens:

Natasha Rasha

Márcia Pantera & Ballet Blue Space

Drag 2 Queen MIXSEA

Lola

Sharon Needles

Alexia Twister

Willam

Para ver mais fotos do projeto e saber de mais informações, siga o @projetoaqueenda no Instagram e acesse o site www.projetoaqueenda.com

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