Fotógrafa retrata a realidade de 5 países onde ler é um ato de ousadia para as mulheres

15 05

2016

Nos países Árabes, um número enorme de mulheres não tem direito à alfabetização básica. A fotógrafa Laura Boushnak visitou alguns estados árabes para documentar o quadro da educação dessas mulheres. A série de fotografias intitulada “Eu Leio, Eu Escrevo” reúne registros de cinco países: Tunísia, Iêmen, Jordânia, Kuwait e Egito.

A Tunísia parece ser o Estado que oferece as melhores condições de ensino para as mulheres. Quando esteve lá, Boushnak concentrou sua atenção no papel das mulheres na militância política. A fotógrafa conheceu a estudante universitária Asma Iê, que tem rabiscada na parede do seu quarto a mensagem “O povo quer a queda do regime”, um slogan popular da Revolução de Jasmim, ocorrida entre 2010 e 2011.

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Situação completamente diferente da encontrada por Boushnak na região rural do Iêmen, onde as meninas enfrentam salas de aula superlotadas e uma infraestutura precária.

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Nos subúrbios de Amã, na Jordânia, Boushnak retrata a alfabetização de mulheres de cinquenta e sessenta anos. Pela manhã, durante duas horas, elas lêem o Alcorão, livro sagrado do Islã, e, depois, praticam o inglês e a matemática.

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No Kuwait, onde a própria Boushnak cresceu, o número de mulheres que frequentam as universidades é igual ao dos homens. O diretor de uma das escolas visitadas pela fotógrafa acredita numa dupla ênfase em educação e cultura.

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Já no Egito, onde dados de um relatório de alfabetização da UNESCO dizem que 34% das mulheres acima de 15 anos são analfabetas, Boushnak conheceu a Associação de Desenvolvimento e Valorização da Mulher, que oferece aulas gratuitas para as mulheres do bairro onde está localizada. Ela diz que muitas das mulheres que frequentam o programa são alfabetizadas, o que permite a elas ler os sinais de trânsito, contar dinheiro, ler prescrições médicas, e, o mais importante, incentivar seus filhos a permanecerem na escola.

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“Eu quero aprender a ler e escrever para entender melhor a vida. Meu sonho é ser educada”.

Em uma bela apresentação no TED, a fotógrafa fala um pouco sobre o projeto e como ele a transformou:

Fonte: razoesparaacreditar

Fight like a GIRL: um projeto sobre mulheres fortes da fantasia que inspiram o mundo real

08 03

2016

destaque

“- Você luta como uma garota.
– Obrigada!”

A expressão que sempre foi (e infelizmente ainda é) utilizada de forma pejorativa agora vem ganhando força como elogio!! A desenvolvedora de games Carolina Porfírio (ou Kaol Porfírio) criou uma série de ilustrações em homenagem às mulheres fortes! Não necessariamente fortes de força bruta, músculo, mas personagens que não estão lá para serem salvas no topo do castelo e muito menos para serem o par romântico indefeso do personagem principal, não dependem de homem nenhum para serem quem são. Estamos falando de personagens femininas que sabem lutar pelos seus ideais, são confiantes e que inspiram muito as mulheres reais! Elas não precisam usar roupas hiper sexualizadas para chamar atenção e foram criadas para ter um papel forte dentro das suas tramas, muitas vezes sendo até as personagens principais.

Vejam algumas das imagens que ela já criou para essa série que, até agora, não tem previsão de fim:

arya_fight_like_a_girl

beatrix_fight_like_a_girl

Em entrevista para a Revista Fórum, Carolina conta que criou o projeto como desabafo:

É certo que nós, mulheres, somos pouco – e muitas vezes mal – representadas em jogos, filmes e séries. São poucas as mulheres das quais podemos nos orgulhar, que não são hipersexualizadas, que são protagonistas ou possuem um papel forte na trama.

É bacana ver que em cada publicação na sua página, Carolina conta um pouco sobre a personagem escolhida!

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A Carolina também fez ilustrações de mulheres reais para Think Olga como mostramos algumas aqui! Vocês podem ver por aqui toda essa coleção. 

Muito legal o que ela faz né? A loja Toda Frida fez uma parceria com ela e criou uma série de camisas com essas estampas! Conhecer um pouco mais dessas mulheres poderosas que inspiram muitas de nós no dia a dia :) é muito bom, pesquise mais sobre elas, e perceba que você pode ser uma inspiração também.

Youtube homenageia mulheres que fizeram a diferença no mundo, com mulheres que estão fazendo a diferença agora

08 03

2016

o Youtube está fazendo uma enorme campanha para empoderar e iluminar mulheres criadoras em 2016.

Para isso eles convidaram sete mulheres que são youtubers e que encontraram suas vozes através de seus vídeoa – a brasileira Jout Jout está inclusa nisso tudo– para homenagearem suas sete heroínas particulares. O resultado pode ser visto no vídeo que segue, chamado 100 Years of Incredible Woman (100 anos de mulheres incríveis).

A campanha foi feita de maneira com que as convidadas escolhessem mulheres que elas admiravam para prestar uma homenagem, e vestirem como tal, para lembrarem a todas as mulheres que o mundo sempre foi um mundo cruel com elas, e que não é agora que devem desistir. A homenageadas são: a atriz Katherine Hepburn, a empresária Madam C.J. Walker, uma das pioneiras da aviação Amelia Earhart, a escritora e militante brasileira Pagú, a pintora mexicana Frida Kahlo, a atriz Marilyn Monroe e a performer, artista plástica e ativista Yoko Ono. Todas elas lutaram, e muito, contra as adversidades, perseguições, racismo, desigualdade e machismo para que suas vozes fossem ouvidas

Com isso, o Youtube espera alcançar o maior número de mulheres possíveis, e se preciso, que elas façam vídeos para que suas vozes sejam ouvidas. E você, quem é a sua heroína? Até quando vai se calar?

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E ainda se questionam o porquê da internet estar tirando o telespectador da televisão….

Até quando vamos nos calar?

09 10

2015

 Feminism by cosmopolitan  Recentemente, houve um ocorrido lamentável na universidade que frequento (UFU). Uma garota sofreu uma tentativa de estupro e homicídio por um homem, muito provável funcionário terceirizado da Universidade. Coincidentemente, no mesmo dia, a cantora Lady Gaga lançou o seu vídeo clipe da música “Til It happens to You” como forma de denúncia e protesto aos recorrentes estupros nas universidades (confira AQUI).

   “A cada 10 minutos uma pessoa foi vítima de estupro no Brasil” (Fonte). Nenhuma mulher que eu conheço anda sozinha na rua, no ônibus, ou no campus da UFU se sentindo segura. Embora essa situação seja corriqueira, não quer dizer que ela deva ser normatizada. Ou seja, NENHUMA mulher em qualquer lugar do mundo deveria se sentir insegura simplesmente por SER mulher. Quando teremos segurança de viver sem ter medo de que algo como a violação do nosso corpo aconteça? Já ouvi diversos relatos de mulheres que sofreram e sofrem abusos. É lamentável que tenhamos de viver dessa forma.

   O feminismo tem sido uma pauta extremamente discutida e até contestada recentemente. Tem quem critica e insulta mulheres que se intitulam feministas. Mas a causa é extremamente válida e necessária. É preciso que nós, mulheres, nos levantemos diante de situações como a que ocorreu na minha universidade e ocorre a todo momento no Brasil, e no mundo. É preciso que nos defendamos de todas as maneiras que pudermos até que possamos andar em segurança ao voltar do trabalho, escola ou até da balada.

   Não existe justificativa para o estupro ou para violência contra mulheres. Não existe a tal da culpabilização da vítima. O que existe é uma sociedade machista e pouco aberta para aceitação e empatia. Para civilidade, precisa-se de mais humanidade, compaixão e solidariedade com o próximo. Precisa-se de mais visibilidade para as causas feministas, e das minorias em geral. Ocorrências como a vitória de atrizes negras, Viola Davis e Uzo Aduba, ajudam no empoderamento feminino. Campanhas como a #heforshe da atriz Emma Watson também dão suporte para a causa.  O tal vídeo da Lady Gaga é um choque necessário para que as coisas passem a mudar. Mas há mais que precisa ser feito. Sempre há.

Atriz Viola Davis sendo a primeira mulher negra a ganhar uma estatueta do Emmy na história.

   Muitas pessoas irão contestar ou rebaixar esse post devido ao conteúdo. O que eu tenho a dizer a elas é somente: pare de odiar e comece a entender. Se você tem mulheres próximas a você, com certeza não gostaria que qualquer mal acontecesse a elas. Pratique a empatia e humanize-se.

E se você, mulher, que leu até aqui e se identificou, procure conhecer mais sobre o movimento feminista e suas pautas. Feminismo é sobre igualdade, não superioridade. É sobre homens e mulheres tendo as mesmas oportunidades e direitos. Ele luta por você.

5 exemplos de feminismo em desenhos infantis

18 09

2015

Há um tempo li um post na internet que falava sobre o porquê de As Meninas Super Poderosas serem melhores do que qualquer aula de gênero. Essa semana, enquanto conversava com alguns amigos, lembrei de tal post e isso me incentivou a escrever sobre feminismo hoje. Mas não de uma forma convencional, e sim através de algo que todas as pessoas já tiveram como exemplo na vida: desenhos animados.

Crianças assistem a desenhos animados em quase todo o momento que vêem TV. Quem não tem um(a) priminho(a) viciado(a) na Peppa Pig? Assim, sendo os desenhos uma referência master para as crianças, elas levam os ensinamentos passados por eles para a vida e, provavelmente se lembrarão por um bom tempo de como se sentiam quando os assistiam. Mas, o mais importante é como esses desenhos ditam regras sociais. E é por isso que vem aí um “Top 5 desenhos que abordam desconstrução de genêro”:

1º – O clássico As Meninas Super Poderosas: conta a história de três meninas que por um acidente laboratorial ganham super poderes. Elas são criadas por um pai solteiro, que faz todas as atividades domésticas da casa (exceto lavar o carro. haha). Além disso, as meninas superpoderosas possuem todos os esteriótipos de garotinhas frágeis, mas na verdade não há um vilão, especialmente do sexto oposto, que são páreos para elas.

Estudos de Gênero

2º – Shrek: o tão aclamado filme da Dreamworks que aborda de forma excepcional uma crítica aos contos de fadas clássicos. Em Shrek temos um Ogro como protagonista no lugar de um Príncipe, e, principalmente, uma princesa pra lá de convencional. Fiona, seja ela em ogra ou princesa, é o exemplo de mulher que pais conservadores não gostariam que o filho namorasse: forte, “sem educação” e, até onde lhe é permitido, independente. Para ilustrar isso, lembram daquela cena em Shrek 1, em que ela e Shrek estão andando e ela o supera em todas as suas “porquisses”? Então…

Well, maybe you shouldn't judge people before you get to know them.

3º – Três Espiãs Demais: três adolescentes dos Ensino Médio que são, na realidade, super espiãs e lutam todos os dias para salvar o mundos de perigos inimagináveis. Em suma, a representação daquilo que qualquer garota que cresceu assistindo a esse desenho gostaria de ser. Apesar de possuir alguns momentos machistas na sua trama (por que em quase todo episódio as meninas, principalmente a Clover, se apaixonavam e ficavam babando por algum garoto?), o desenho dos anos 2000 tem personagens femininas fortes e excepcionais, capazes de fazer tudo e mais que os homens do seu universo.

Bela Hanajima - Trendy is being yourself

4º – Valente: não muito da minha geração (é um filme atual de 2012), mas que tem um enredo maravilhoso envolto da protagonista Merida. Inconformada por ter de se casar (um marido além da sua escolha, ainda por cima), ela embarca em uma série de desafios no propósito de “casar consigo mesmo”, ou seja, de ter a escolha de ser independente. A trama se desenvolve além de tudo isso, mas a mensagem desse comovente filme é a de que: mulher não precisa de homem para ter sucesso, consegue se sair tão bem quanto, ou até melhor, em atividades consideradas masculinas, e, principalmente, Merida é um exemplo para todas as meninas dessa nova geração.

Have Courage | via Tumblr

5º – Super-heroínas: posso estar fugindo do propósito com esse último tópico, principalmente por não me recordar tão bem de alguns desenhos que contem as personagens referentes a ele, mas, o 5º tópico é dedicado a todas as super-heroínas dos desenhos animados: mulher-maravilha da Liga da Justiça, as x-(wo)men, de X-men Evolution (As sereias de Bayville!!!), e muitas outras além do Universo DC ou Marvel, como Juniper Lee, Kim Possible, etc. Todas as personagens femininas que são protagonistas da próprias história são exemplos para meninas de todo o mundo. Exemplos de poder, independência e auto-suficiência. Mas, principalmente, um exemplo de que nós mulheres somos capazes de sermos quem aspiramos ser e de que somos iguais a qualquer homem.

Untitled

Obs.: havia tantas outras personagens-exemplos que eu gostaria de falar nesse post, mas não se adequavam ao tema específico, então, se lembrarem de mais alguém: comentem aí embaixo. 🙂

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