5 filmes que completam 20 anos em 2016

17 03

2016

O tempo passa mais rápido do que a gente pensa, mas tem alguns filmes que sempre nos lembraremos porque eram muito bons, principalmente quando éramos crianças. Alguns desses filmes icônicos já farão 20 anos neste ano, e listamos 5 cinco para que você olhe e diga “Nossa estou velho mesmo”, “Quero ver esse de novo”, “Aquele ali é ótimo!!”

1- 101 Dálmatas

Provavelmente você assistiu esse filme todos os dias, morria de ódio da Cruela e de fofura com os cachorrinhos… bom, você não está sozinho.

2- Romeu e Julieta

Um filme bem bonitinho que mostra a história de Romeu e Julieta, e nele tem Leo DiCaprio antes de Titanic, novinho e ainda começando sua carreira de ator, mas já um ótimo ator

3- Matilda

Sim, você está ficando velho, quando era criança assistia esse filme quase todos os dias porque a Sessão da Tarde amava passar ele (e ainda ama), era incrível ver uma menininha ter super poderes e enfrentar toda a diretoria da escola.

4- Missão Impossível

Esse filme é um clássico, todo mundo ja assistiu e ficou maravilhado com as habilidades que os agentes mostram.

5- Professor aloprado

Esse filme era engraçado e todos adoravam, princialmente pelo fato dele fazer vários personagens ao mesmo tempo, é outra que passava na Sessão da Tarde toda semana.

sad eating hungry fat candy

Melhores filmes dos últimos 25 anos segundo o IMDB

27 02

2016

Eu acho que você já deve conhecer o IMDB, ou pelo menos tenha ouvido falar dele não é mesmo?O IMDB (Interntet Movie Database) é um dos maiores serviços de dados online sobre produção audiovisual do mundo. Nele, mais de 250 milhões de usuários avaliam filmes e séries – o que torna a plataforma em um rico ambiente de indicações do que assistir.

Para comemorar o 25º aniversário, o serviço divulgou uma lista com os 25 filmes mais bem avaliados pelos usuários. Um título por ano, desde 1990. Entre os nomes em destaque estão Leonardo DiCaprio, protagonista de três filmes do ranking: “O Lobo de Wall Street”, “A Origem” e “Os Infiltrados”; e Christopher Nolan, diretor de cinco longas que aparecem na lista: “Amnésia”, “Batman Begins”, “O Cavaleiro das Trevas”, “A Origem” e “Interestelar”.

Confira o ranking completo em ordem cronológica:

1990 – “Os Bons Companheiros”

1991 – “O Silêncio dos Inocentes”

1992 – “Cães de Aluguel”

1993 – “A lista de Schindler”

1994 – “Um Sonho de Liberdade”

1995 – “Se7en”

1996 – “Fargo”

1997 – “A Vida é Bela”

1998 – “O Resgate do Soldado Ryan”

1999 – “Clube da Luta”

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O Regresso tem cenas simples com muito sentimento e é maravilhoso| Crítica

19 02

2016

Indicado ao Oscar em 12 categorias, O Regresso (direção de Alejandro Iñárritu) supera expectativas, transmite sentimentos em cenas simples e foge da leitura feita pela história do “homem branco bom” contra os “índios maus”.

 

Título: O Regresso (The Revenant)

Direção e Roteiro: Alejandro González Iñárritu

Ano: 2016

Duração: 2 horas e 36 minutos

Nacionalidade: EUA

Gênero: Faroeste, aventura

Nota: nota 5 MIXSEA

 

 

 

 

O filme datado em 1822 tem como protagonista Hugh Glass (Leonardo DiCaprio), cuja jornada rumo ao oeste não poderia ter sido mais árdua. Atacado por um urso e seriamente machucado, sendo deixado para trás por sua “equipe” de caça com ninguém menos que John Fitzgerald (Tom Hardy), que lhe rouba, quase literalmente, tudo o que lhe restava em vida. Glass sobrevive – não vive, sobrevive – em meio às imensas adversidade na busca de um propósito: vingança.

Imagem de river, snow, and blood

O enredo interessante e cativante da história não é, no entanto, o único motivo pelo qual a obra de Iñárritu é implausível. O aspecto visual do filme é fantástico, com uma fotografia incrível  e, pode se dizer, bela e métodos de filmagem, somados às interpretações (grande parte por DiCaprio), impecáveis na hora de transmitir o sentimento e a realidade da cena.  Como os closes no rosto de DiCaprio ou o ângulo da câmera de baixo para cima, de modo a mostrar a insignificância humana em meio a grandiosidade da natureza. Além disso, a trilha sonora acompanha e marca muito bem cada momento sem deixar a desejar.

À parte das questões técnicas, o filme faz uma reeleitura dos acontecimentos da conquista do oeste do século XIX. Somos acostumados a ver nos filmes, especialmente estadounidenses, inimigos ou antagonistas russos, chineses, terroristas, ou seja, o outro lado, normalmente negativo, dos Estados Unidos. Em O Regresso isso não acontece (não é tão incisivo). Na história dos Estados Unidos, a conquista para o oeste foi marcada por derramamento de sangue indígena. No entanto, sob a máscara do destino manifesto, de que os moradores brancos das 13 colônias eram destinados a libertar e civilizar o oeste, milhões de índios morreram e  várias culturas foram destruídas.

Imagem de leonardo dicaprio, movie, and the revenant

O Regresso

No filme, a equipe de Glass foi atacada, logo nas cenas iniciais, por uma tribo de índios (Arikaras) o que daria a entender que, mais uma vez, eles seriam os vilões da história. No entanto, com o desenvolvimento do longa, percebe-se uma complexidade maior do que isso, especialmente conforme o passado de Glass começa a ser revelado. Há dois momentos que demonstram o que está sendo escrito aqui. O primeiro é quando um índio (cuja tribo não me recordo) tem um diálogo com Glass e relata o seu ponto de vista da marcha para o oeste. O segundo é a cena final do filme (deixo a vocês descobrirem o porquê dessa). (Até o motivo pelo qual os Arikaras atacam os “homens brancos” é mais honroso do que o do Destino Manifesto).

Cabe a Fitzgerald, portanto, assumir o posto de vilão de O Regresso. No personagem (em em Glass, em partes, também), toda a ganância, crueldade e sujeira humana é materializada. E são essas características especificamente humanas o mais relatado. Em 2 horas e 36 minutos vê-se sangue, violência, frio, solidão, desespero e renascimento. Vê-se até que ponto o homem é capaz de sobreviver em busca de vingança e até que ponto o homem é covarde o bastante para não ajudar o próximo. Vê-se até que ponto o homem chega por causa de dinheiro e conforto e até que ponto ele age para proteger quem ama.

O Regresso é, em suma, uma obra prima, marcada pela volta à selvageria humana. Com cenas de “revirar o estômago”, atuações memoráveis, uma direção impecável e uma produção mais impecável ainda não espanta as 12 indicações ao Oscar 2016. Muito pelo contrário, chama-as para si.

Imagem de the revenant

Obs.: Vale a pena conferir algumas entrevistas dos envolvidos no filme antes de vê-lo. Isso garante maior veracidade ao que está sendo exposto na tela do cinema, deixando a experiência do espectador mais intensa (vai por mim). Para isso clique aqui, aqui ou procure no famigerado google.

Charlie Brown – Peanuts o filme, e toda a fofura dos personagens| Crítica

05 02

2016

Imagem de peanuts and snoopy

Título original: Snoopy & Charlie Brown – The Peanuts Movie

Ano de produção: 2015

Distribuição Nacional: Fox Filmes

Duração: 1h 28min

Direção: Steve Martino

Nacionalidade: EUA

Gênero: Animação, família

Nota: nota 4 MIXSEA

   No dia 14 de janeiro saiu nos cinemas brasileiros – um pouco atrasado que no exterior – o filme Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, o filme. Todos já devem ter lido ao menos uma tirinha do cachorrinho mais fofo do mundo, mas o filme é algo único e peculiar.

   A animação conta a história do cotidiano de Charlie Brown que é bastante desastrado e cuja vida parece sempre ser sabotada por alguma força maior. Charlie se apaixona pela garota nova – a garotinha ruiva – e faz de tudo para impressioná-la e mostrar a ela um novo Charlie: ajeitado e interessante. O que ele não percebe é que na busca por um recomeço, Charlie se esqueceu de suas características positivas e da importância de ter um olhar positivo sobre as coisas. Lição representada nos personagem Linus e relembrada no fim pela garotinha ruiva.

   Paralela a história de Charlie, temos a de Snoopy, que encontra uma máquina de escrever e imagina várias aventuras  – similares, com suas peculiaridades, à de Charlie. Ele enfrenta seu inimigo, o Barão Vermelho, de modo a salvar a amada Fifi.

   Um filme extremamente fofo, deixa tanto adultos quanto crianças rindo como bobos e com um sorriso no rosto dizendo “awn” em várias cenas. Tem várias morais como nunca desistir (notavelmente forte na personalidade de Charlie Brown) e saber encontrar qualidades e se valorizar mesmo em meio ao caos, importantes para o crescimento e amadurecimento de todos. Afinal, as histórias de Charlie e Snoopy em quadrinhos são assim, cheias de reflexões. Como o filme.

Imagem de peanuts and snoopyImagem de charlie brown, peanuts, and the movie

“A 5ª Onda” cai na mesmice e não agrada | Crítica

29 01

2016

“A 5ª Onda” é mais um filme que saiu da forma dos filmes adolescente e jovens adultos – mas dessa vez, muito mal feito/ mal escrito/ e perdido.

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Título original: The 5th Wave

Ano de produção: 2016

Distribuição Nacional: Sony Pictures

Duração: 1h 57min

Direção: J Blakeson

Nacionalidade: EUA

Gênero: Aventura, Ficção científica

Nota:  2

O filme A 5ª Onda é uma adaptação de uma série de livro de mesmo nome (por enquanto, dois foram escritos e o terceiro volume deve ser lançado em breve) do autor Rick Yancey. Quando o livro foi lançado, teve muitas dificuldades porque o público tinha muitas outras trilogias para ler e acabou sendo deixado de lado, com o filme, parece ter sido a mesma história.

A história do filme gira em torno de métodos usados por uma raça alienígena para exterminar a humanidade. A 1ª onda de ataques é um pulso eletromagnético que destrói todo tipo de tecnologia (luz elétrica, motores de carros, celulares, computadores, etc) . Na 2ª onda, os aliens causam maremotos, na 3ª onda criam um vírus mortal transmitido por pássaros e, por fim, na 5ª onda, eles se disfarçam de humanos para causar discórdia e desconfiança entre as poucas pessoas que restaram, além de matá-las. Essas ondas acontecem muito rápidas no filme,  ainda no primeiro ato, para nos apresentar ao trama, de cara já conhecemos a protagonista Cassie (Chloë Grace Moretz), a 5ª onda que de fato toma conta do filme, e é nela Cassie toma a missão de resgatar o irmão mais novo, Sam, que foi levado pelo exército .

Depois de tantas adaptações boas, “A  5ª Onda” não se sobressai, e por isso temos a sensação de que já vimos esse filme antes, ou de que sabemos o que vai acontecer no final. As semelhanças com a Katniss Everdeen, de Jogos Vorazes, são enormes, o desafio de Cassie em sobreviver a um mundo selvagem é uma deles, a tentativa de salvar o irmão a qualquer custo é outra,  e um triangulo amoroso morno e quase sem explicação com o misterioso Evan Walker (Alex Roe), e o colega de colégio Ben (Nick Robinson)  é outro. São temas que já vimos em “Maze Runner”, “Crepúsculo” e “Divergente”, só que dessa fez, feitos de uma maneira perdida, porque apelam para tantos acontecimentos de uma só vez que o filme acaba sem emoção nenhuma.

De fato, a trama mais interessante do filme gira em torno da 5 ª onda, em saber quem é humano ou não, mas tudo é tratado de forma tão simplória, resumido basicamente em capacetes e chips, tornando o roteiro e a fotografia falhos. As cenas de ação da explosiva Ringer (Maika Monroe) são as melhores do filme, fazendo com que você lembre de algo bom no final, são melhores até do que as cenas da própria protagonista, não por incompetência de Chloë, mas sim pelo fraquíssimo roteiro.

O livro tem suas características próprias que faz com que seja diferente de tudo e sobreviva no mercado até hoje, mas o roteiro de Akiva Goldsman, Susannah Grant e Jeff Pinkner apostam (errôneamente) nos elementos que o aproximam de franquias como Jogos Vorazes, Crepúsculo (dentre outros). Então, a minha dica é: se quiser saber mais sobre a história, ou se até se interessou pela trama, leia os livros que com certeza vão te mostrar uma história diferente.

Concluindo, me parece que o filme foi feito para vender, e não com o intuito de trazer de fato uma boa história e fazer virar algo para o público, se a Sony quer uma trilogia de sucesso para chamar de dela terá que se esforçar muito mais do que isso nos próximos dois filmes que teremos pela frente da franquia. A esperança, como já diziam, é a última que morre.

Veja o trailer do filme:

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