Os contos de fadas da atualidade

12 12

2017

 

 

Este livro é resultado de um minicurso, ministrado por Bianca Rodrigues Cabral e Carolina Salvino Correa, que desenvolveram este projeto a fim de cumprirem requisito obrigatório de regências no Estágio Supervisionado de Literatura II, do curso de Letras da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no segundo semestre de 2017.

 

O resultado é um livro bem divertido, com histórias originais dos estudantes e muita crítica social.

 

 

 

A leitura pode ser feita gratuitamente clicando no link abaixo, em seguida o arquivo do livro em PDF abrirá em uma nova aba de seu navegador. Boa leitura a todos(as)!

LIVRO DO CONTOS DE FADAS ATUAIS pdf

Anel possibilita cegos lerem livros comuns

30 10

2016

O avanço tecnológico tem se mostrado muito eficaz no que se refere a salvar e melhorar a qualidade de vida de pessoasmundo a fora. Conheçam um produto, que ainda está em fase de protótipo, desenvolvido por pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Masschussets), trata-se de um anel que ajuda deficientes visuais a ler livros comuns (aqueles que não tem braille).

“Chamado de FingerReader (algo como: dedo leitor), basta apontá-lo para um livro ou leitor de e-book, como o Kindle, que o anel escaneia todo o espaço ao redor e lê em voz alta, em tempo real e, se o usuário quiser, ele faz a tradução simultânea do conteúdo.”

O produto ainda vibra quando chega ao final e começo de uma linha, e possui um algoritmo capaz de detectar se o usuário se afastou da linha base do texto, ajudando a manter um movimento de escaneamento em linha reta. Absolutamente sensacional!

Veja o FingerReader em funcionamento:

anel_leitor3

anel_leitor6

Texto de: Vicente Carvalho

Fonte: Razões para acreditar

Em “A bela e a adormecida”, a princesa adormecida é acordada com beijo de Branca de Neve | Resenha

04 09

2016

 

Titulo Original: The Sleeper and The Spindle

Autor: Neil Gaiman

Ano: 2015

Páginas: 72

ISBN: 9788579802492

Editora: Rocco
Nota: nota 5 MIXSEA

 

A nova releitura dos clássicos contos de fadas “A Bela Adormecida” e “Branca de Neve”, foi escrita por Neil Gaiman, que é renomado no ramo, e ilustrada por Chris Riddell, que é ilustrador de livros infantis e cartunista do jornal The Observer. O livro novo criado se chama, em português,  “A bela e a adormecida”.

a bela e a adormecida_neil gaiman

No livro infantojuvenil A Bela e a Adormecida, a protagonista Bela Adormecida é resgatada por um príncipe, nesta nova releitura, quem a acorda do sono com um beijo é Branca de Neve.

Nesta nova versão, uma jovem rainha prestes a se casar parte em uma jornada, na companhia de três anões, até um reino distante em que, segundo boatos, uma princesa enfeitiçada dorme o sono eterno. Na orelha do livro “A bela e a adormecida” está escrito:

“Você pode achar que conhece esta história. Uma jovem rainha está prestes a se casar. Há anões bons, corajosos e valentes; um castelo envolto em espinhos; e uma princesa enfeitiçada por uma bruxa, segundo dizem os boatos, em um sono eterno.

Mas aqui não há ninguém esperando que apareça um nobre príncipe em seu fiel cavalo. Este conto de fadas é tecido com um fio de magia negra, que vira e revira, brilha e reflete. Uma rainha pode acabar se revelando uma heroína, se uma princesa precisar ser salva…”

a bela e a adormecida

É um livro de narrativa suave mas muito empolgante. A história é muito bem amarrada, o narrador é muito bem construído e a história tem sentido, ela não mais uma junção qualquer de dois contos de fadas, é realmente uma outra versão da história, muito bem feita. Além de todas as questões literárias, devemos também falar das questões sociais que o livro trás, questões ainda polêmicas em nossa sociedade mas que devem ser discutidas, e trazer isso também para o universo literário é muito importante, porque assim, podemos ver que os problemas não são nossos, e sim da humanidade, e que esses assuntos têm importância e devem ser discutidos, e o livro espalha essa ideia.

Vale a pena ler. Como já foi dito, não é a história tradicional dos contos de fadas que está sendo contada (de novo) neste livro, é uma história totalmente nova, mas que tem como base as duas personagens principais que já conhecemos, é muito interessante e trata de assuntos atuais, então, vale a leitura.

Em entrevista ao Telegraph, o escritor disse: “Não tenho paciência com histórias em que mulheres são resgatadas por homens. Você não precisa ser salvo por um príncipe”. Gaiman é conhecido por roteirizar a história em quadrinhos Sandman nas décadas de 1980 e 1990, além de ter escrito bestsellers como O Oceano no Fim do Caminho (2013), O Livro do Cemitério (2008) e Deuses Americanos (2001). Riddell, também tem um extenso e reconhecido trabalho como ilustrador, e é conhecido pela trilogia Otolina no Mar (2010), Otolina na Escola (2008) e Otolina e a Gata Amarela (2007), por exemplo.

A editora Rocco, que cuidou da publicação e tradução do livro aqui no Brasil, liberou um vídeo com o autor e o ilustrador falando mais sobre o livro e a história, é muito interessante, vale a pena dar uma olhada:

Com histórias de mulheres inspiradoras, coleção Antiprincesas faz sucesso na Argentina

14 06

2016

A editora de livros Chirimbote apoia a autora Nadia Fink e lança coleção de livros antiprincesas, mostrando ainda mulheres latino-americanas como protagonistas, como exemplo, o primeiro livro contou a história de Frida Kahlo.

“Conhecemos muitas histórias de grandes homens, mas não tanto de grandes mulheres. Sim, conhecemos algumas princesas, mas elas estão longe de nossa realidade, vivendo em castelos enormes e frios”. Essa é a primeira frase do primeiro livro que foi dedicado à artista Violeta Parra.

crédito: Chirimbote

O terceiro livro será dedicado a Juana Azurduy, militar que participou das lutas pela independência da América espanhola. A inspiração que levou ao nascimento da coleção foi “um conflito latente na educação”, disse a autora ao portal La Capital. “Por um lado, o modelo de princesas Disney, reforçado a cada nova produção cinematográfica e, por outro lado, a chegada de um modelo que eleva e ressalta as figuras de mulheres combatentes, comprometidas com seu entorno” .

“Uma de nossas preocupações foi tentar entender os novos formatos experimentados por meninas e meninos de hoje, onde a linguagem não é linear e, sim, distribuída em várias janelas na tela para interagir. Nós valorizamos as novas gerações e não renegamos suas mudanças e desenvolvimento”.

Por enquanto, os livros só estão disponíveis na Argentina, mas editoras brasileiras estão tratando de trazê-los para o Brasil também

Fotógrafa retrata a realidade de 5 países onde ler é um ato de ousadia para as mulheres

15 05

2016

Nos países Árabes, um número enorme de mulheres não tem direito à alfabetização básica. A fotógrafa Laura Boushnak visitou alguns estados árabes para documentar o quadro da educação dessas mulheres. A série de fotografias intitulada “Eu Leio, Eu Escrevo” reúne registros de cinco países: Tunísia, Iêmen, Jordânia, Kuwait e Egito.

A Tunísia parece ser o Estado que oferece as melhores condições de ensino para as mulheres. Quando esteve lá, Boushnak concentrou sua atenção no papel das mulheres na militância política. A fotógrafa conheceu a estudante universitária Asma Iê, que tem rabiscada na parede do seu quarto a mensagem “O povo quer a queda do regime”, um slogan popular da Revolução de Jasmim, ocorrida entre 2010 e 2011.

Eu Leio, Eu Escrevo MIXSEA.COM.BR

Eu Leio, Eu Escrevo MIXSEA.COM.BR 2

Eu Leio, Eu Escrevo MIXSEA.COM.BR 3

Situação completamente diferente da encontrada por Boushnak na região rural do Iêmen, onde as meninas enfrentam salas de aula superlotadas e uma infraestutura precária.

Eu Leio, Eu Escrevo MIXSEA.COM.BR 4

Eu Leio, Eu Escrevo MIXSEA.COM.BR 5

Eu Leio, Eu Escrevo MIXSEA.COM.BR 6

Nos subúrbios de Amã, na Jordânia, Boushnak retrata a alfabetização de mulheres de cinquenta e sessenta anos. Pela manhã, durante duas horas, elas lêem o Alcorão, livro sagrado do Islã, e, depois, praticam o inglês e a matemática.

Eu Leio, Eu Escrevo MIXSEA.COM.BR 7

Eu Leio, Eu Escrevo MIXSEA.COM.BR 8

No Kuwait, onde a própria Boushnak cresceu, o número de mulheres que frequentam as universidades é igual ao dos homens. O diretor de uma das escolas visitadas pela fotógrafa acredita numa dupla ênfase em educação e cultura.

Eu Leio, Eu Escrevo MIXSEA.COM.BR 9

Eu Leio, Eu Escrevo MIXSEA.COM.BR 10

Eu Leio, Eu Escrevo MIXSEA.COM.BR 11

Já no Egito, onde dados de um relatório de alfabetização da UNESCO dizem que 34% das mulheres acima de 15 anos são analfabetas, Boushnak conheceu a Associação de Desenvolvimento e Valorização da Mulher, que oferece aulas gratuitas para as mulheres do bairro onde está localizada. Ela diz que muitas das mulheres que frequentam o programa são alfabetizadas, o que permite a elas ler os sinais de trânsito, contar dinheiro, ler prescrições médicas, e, o mais importante, incentivar seus filhos a permanecerem na escola.

Eu Leio, Eu Escrevo MIXSEA.COM.BR 12

Eu Leio, Eu Escrevo MIXSEA.COM.BR 13

Eu Leio, Eu Escrevo MIXSEA.COM.BR 14

Eu Leio, Eu Escrevo MIXSEA.COM.BR 15

“Eu quero aprender a ler e escrever para entender melhor a vida. Meu sonho é ser educada”.

Em uma bela apresentação no TED, a fotógrafa fala um pouco sobre o projeto e como ele a transformou:

Fonte: razoesparaacreditar

© 2018 MixSea | Desenvolvido no Wordpress por Dk Ribeiro