Anel possibilita cegos lerem livros comuns

30 10

2016

O avanço tecnológico tem se mostrado muito eficaz no que se refere a salvar e melhorar a qualidade de vida de pessoasmundo a fora. Conheçam um produto, que ainda está em fase de protótipo, desenvolvido por pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Masschussets), trata-se de um anel que ajuda deficientes visuais a ler livros comuns (aqueles que não tem braille).

“Chamado de FingerReader (algo como: dedo leitor), basta apontá-lo para um livro ou leitor de e-book, como o Kindle, que o anel escaneia todo o espaço ao redor e lê em voz alta, em tempo real e, se o usuário quiser, ele faz a tradução simultânea do conteúdo.”

O produto ainda vibra quando chega ao final e começo de uma linha, e possui um algoritmo capaz de detectar se o usuário se afastou da linha base do texto, ajudando a manter um movimento de escaneamento em linha reta. Absolutamente sensacional!

Veja o FingerReader em funcionamento:

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Texto de: Vicente Carvalho

Fonte: Razões para acreditar

Em “A bela e a adormecida”, a princesa adormecida é acordada com beijo de Branca de Neve | Resenha

04 09

2016

 

Titulo Original: The Sleeper and The Spindle

Autor: Neil Gaiman

Ano: 2015

Páginas: 72

ISBN: 9788579802492

Editora: Rocco
Nota: nota 5 MIXSEA

 

A nova releitura dos clássicos contos de fadas “A Bela Adormecida” e “Branca de Neve”, foi escrita por Neil Gaiman, que é renomado no ramo, e ilustrada por Chris Riddell, que é ilustrador de livros infantis e cartunista do jornal The Observer. O livro novo criado se chama, em português,  “A bela e a adormecida”.

a bela e a adormecida_neil gaiman

No livro infantojuvenil A Bela e a Adormecida, a protagonista Bela Adormecida é resgatada por um príncipe, nesta nova releitura, quem a acorda do sono com um beijo é Branca de Neve.

Nesta nova versão, uma jovem rainha prestes a se casar parte em uma jornada, na companhia de três anões, até um reino distante em que, segundo boatos, uma princesa enfeitiçada dorme o sono eterno. Na orelha do livro “A bela e a adormecida” está escrito:

“Você pode achar que conhece esta história. Uma jovem rainha está prestes a se casar. Há anões bons, corajosos e valentes; um castelo envolto em espinhos; e uma princesa enfeitiçada por uma bruxa, segundo dizem os boatos, em um sono eterno.

Mas aqui não há ninguém esperando que apareça um nobre príncipe em seu fiel cavalo. Este conto de fadas é tecido com um fio de magia negra, que vira e revira, brilha e reflete. Uma rainha pode acabar se revelando uma heroína, se uma princesa precisar ser salva…”

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É um livro de narrativa suave mas muito empolgante. A história é muito bem amarrada, o narrador é muito bem construído e a história tem sentido, ela não mais uma junção qualquer de dois contos de fadas, é realmente uma outra versão da história, muito bem feita. Além de todas as questões literárias, devemos também falar das questões sociais que o livro trás, questões ainda polêmicas em nossa sociedade mas que devem ser discutidas, e trazer isso também para o universo literário é muito importante, porque assim, podemos ver que os problemas não são nossos, e sim da humanidade, e que esses assuntos têm importância e devem ser discutidos, e o livro espalha essa ideia.

Vale a pena ler. Como já foi dito, não é a história tradicional dos contos de fadas que está sendo contada (de novo) neste livro, é uma história totalmente nova, mas que tem como base as duas personagens principais que já conhecemos, é muito interessante e trata de assuntos atuais, então, vale a leitura.

Em entrevista ao Telegraph, o escritor disse: “Não tenho paciência com histórias em que mulheres são resgatadas por homens. Você não precisa ser salvo por um príncipe”. Gaiman é conhecido por roteirizar a história em quadrinhos Sandman nas décadas de 1980 e 1990, além de ter escrito bestsellers como O Oceano no Fim do Caminho (2013), O Livro do Cemitério (2008) e Deuses Americanos (2001). Riddell, também tem um extenso e reconhecido trabalho como ilustrador, e é conhecido pela trilogia Otolina no Mar (2010), Otolina na Escola (2008) e Otolina e a Gata Amarela (2007), por exemplo.

A editora Rocco, que cuidou da publicação e tradução do livro aqui no Brasil, liberou um vídeo com o autor e o ilustrador falando mais sobre o livro e a história, é muito interessante, vale a pena dar uma olhada:

Com histórias de mulheres inspiradoras, coleção Antiprincesas faz sucesso na Argentina

14 06

2016

A editora de livros Chirimbote apoia a autora Nadia Fink e lança coleção de livros antiprincesas, mostrando ainda mulheres latino-americanas como protagonistas, como exemplo, o primeiro livro contou a história de Frida Kahlo.

“Conhecemos muitas histórias de grandes homens, mas não tanto de grandes mulheres. Sim, conhecemos algumas princesas, mas elas estão longe de nossa realidade, vivendo em castelos enormes e frios”. Essa é a primeira frase do primeiro livro que foi dedicado à artista Violeta Parra.

crédito: Chirimbote

O terceiro livro será dedicado a Juana Azurduy, militar que participou das lutas pela independência da América espanhola. A inspiração que levou ao nascimento da coleção foi “um conflito latente na educação”, disse a autora ao portal La Capital. “Por um lado, o modelo de princesas Disney, reforçado a cada nova produção cinematográfica e, por outro lado, a chegada de um modelo que eleva e ressalta as figuras de mulheres combatentes, comprometidas com seu entorno” .

“Uma de nossas preocupações foi tentar entender os novos formatos experimentados por meninas e meninos de hoje, onde a linguagem não é linear e, sim, distribuída em várias janelas na tela para interagir. Nós valorizamos as novas gerações e não renegamos suas mudanças e desenvolvimento”.

Por enquanto, os livros só estão disponíveis na Argentina, mas editoras brasileiras estão tratando de trazê-los para o Brasil também

Fotógrafa retrata a realidade de 5 países onde ler é um ato de ousadia para as mulheres

15 05

2016

Nos países Árabes, um número enorme de mulheres não tem direito à alfabetização básica. A fotógrafa Laura Boushnak visitou alguns estados árabes para documentar o quadro da educação dessas mulheres. A série de fotografias intitulada “Eu Leio, Eu Escrevo” reúne registros de cinco países: Tunísia, Iêmen, Jordânia, Kuwait e Egito.

A Tunísia parece ser o Estado que oferece as melhores condições de ensino para as mulheres. Quando esteve lá, Boushnak concentrou sua atenção no papel das mulheres na militância política. A fotógrafa conheceu a estudante universitária Asma Iê, que tem rabiscada na parede do seu quarto a mensagem “O povo quer a queda do regime”, um slogan popular da Revolução de Jasmim, ocorrida entre 2010 e 2011.

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Situação completamente diferente da encontrada por Boushnak na região rural do Iêmen, onde as meninas enfrentam salas de aula superlotadas e uma infraestutura precária.

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Nos subúrbios de Amã, na Jordânia, Boushnak retrata a alfabetização de mulheres de cinquenta e sessenta anos. Pela manhã, durante duas horas, elas lêem o Alcorão, livro sagrado do Islã, e, depois, praticam o inglês e a matemática.

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No Kuwait, onde a própria Boushnak cresceu, o número de mulheres que frequentam as universidades é igual ao dos homens. O diretor de uma das escolas visitadas pela fotógrafa acredita numa dupla ênfase em educação e cultura.

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Já no Egito, onde dados de um relatório de alfabetização da UNESCO dizem que 34% das mulheres acima de 15 anos são analfabetas, Boushnak conheceu a Associação de Desenvolvimento e Valorização da Mulher, que oferece aulas gratuitas para as mulheres do bairro onde está localizada. Ela diz que muitas das mulheres que frequentam o programa são alfabetizadas, o que permite a elas ler os sinais de trânsito, contar dinheiro, ler prescrições médicas, e, o mais importante, incentivar seus filhos a permanecerem na escola.

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“Eu quero aprender a ler e escrever para entender melhor a vida. Meu sonho é ser educada”.

Em uma bela apresentação no TED, a fotógrafa fala um pouco sobre o projeto e como ele a transformou:

Fonte: razoesparaacreditar

Livros ótimos que viraram jogos a altura

10 05

2016

Já há algum tempo os jogos de videogames são uma potencia no universo das crianças e adolescentes, cada vez mais estes jogos ganham espaço no mercado e viram potência. Os livros andam também se relacionando com o jogos, recentemente alguns games viraram livros, como GTA, Dead Island e Assassin’s Creed, mas falaremos aqui do livro como fonte inspiradora, inspirando jogos de videogame. com uma lista de 10 livros que viraram games:

1- O Último Desejo

SINOPSE: “Geralt de Rívia é um bruxo. Um feiticeiro cheio de astúcia. Um matador impiedoso. Um assassino de sangue-frio treinado, desde a infância, para caçar e eliminar monstros. Seu único objetivo: destruir as criaturas do mal que assolam o mundo. Um mundo fantástico criado por Sapkowski com claras influências da mitologia eslava. Um mundo em que nem todos os que parecem monstros são maus nem todos os que parecem anjos são bons.”

OS JOGOS: Como muitos sabem, já foram lançados 3 jogos da franquia The Witcher (além de dois spin-offs), produzidos pela CD Projekt RED. O primeiro foi lançado em 2007 e começa com Geralt desmemoriado. Gradualmente, ele descobre que é um renomado feiticeiro, com inimigos e amigos em todos os lugares – que lembram dele, mesmo que ele não saiba quem eles são. Na pele de Geralt, são as ações do jogador que vão redefinir esses relacionamentos e escolher que caminho seguir no cenário político que se complica.

Apesar da jogabilidade não ser das melhores e o sistema de lutas ser um tanto estranho (ou tedioso, segundo alguns), o mundo e a história – adaptados dos livros, é claro – fazem deste um bom começo para uma série que melhora a cada jogo.

Por falar nisso, The Witcher 2: Assassins of Kings, lançado em 2011, apresenta gráficos e sistema de lutas bastante evoluídos em comparação ao primeiro, e permite que você importe o jogo concluído para continuar do ponto em que parou antes – considerando que suas decisões determinaram seu final em The Witcher, isso é bem legal. O enredo continua denso, cheio de reviravoltas e temas controversos, mostrando claramente que, neste mundo, não há bem ou mal, apenas escolhas e consequências.

The Witcher 3: Wild Hunt, a aguardada continuação, foi lançada em maio de 2015 e conseguiu agradar seus fãs ansiosos. Neste jogo, os gráficos superaram quaisquer expectativas; embora o jogo requira um PC bem potente para mostrar todo seu potencial, não precisa estar no “ultra” para perceber quão perto da perfeição a CD Projekt RED chegou dessa vez. A 60 quadros por segundo, a fluidez dos movimentos (no PC – nos consoles, Wild Hunt roda a 30 quadros por segundo e apresenta alguns problemas de travamento) e os detalhes nas paisagens, monstros e personagens são uma das coisas mais marcantes deste jogo, aliada ao imenso mapa, por onde inúmeras quests principais e secundárias se espalham, que é de deixar qualquer gamer boquiaberto. Sem surpresa alguma, é um dos fortes concorrentes ao prêmio Game of the Year da E3 (Eletronic Entretainment Expo).

2- O Senhor dos Anéis

SINOPSE: “Alternadamente cômica, singela, épica, monstruosa e diabólica, a narrativa desenvolve-se em meio a inúmeras mudanças de cenários e de personagens, num mundo imaginário absolutamente convincente em seus detalhes. Nas palavras do romancista Richard Hughes, ‘quanto à amplitude imaginativa, a obra praticamente não tem paralelos e é quase igualmente notável na sua vividez e na habilidade narrativa, que mantêm o leitor preso página após página’. Tolkien criou em Senhor dos Anéis uma nova mitologia, num mundo inventado que demonstrou possuir um poder de atração atemporal.”

OS JOGOS: Devido a qualidade dos livros, o grande reconhecimento, e o número de fãs muitos jogos foram baseados nessa história. Uma pesquisa rápida no Google me deu 10 jogos inspirados nessa história, desde a versão LEGO a jogos com histórias inéditas. Considerando que as adaptações mais “fiéis” aos livros ou aos filmes não são lá muito marcantes, vou falar um pouco desses jogos mais exóticos: o já citado LEGO O Senhor dos Anéis, Lord of the Rings: War in the North e Middle-earth: Shadow of Mordor.

LEGO O Senhor dos Anéis (2012): Com grandes doses de humor, o jogo produzido pelaTraveller’s Tales e distribuído pela Warner Bros segue a trilogia cinematográfica e permite que o jogador alterne entre os personagens principais e secundários. Por ser um jogo para o público infantil, algumas mudanças são feitas para deixar a história mais leve, mas qualquer fã de Tolkien teria bons momentos com ele.

Lord of the Rings: War in the North (2011): Desenvolvido pela Snowblind Studios e distribuído pela Warner Bros, é um jogo amplamente descrito como “bom”: gráficos são bons, a jogabilidade é boa, os personagens são bons… Mas, como fã dos livros e/ou filmes, é bastante interessante a ideia de vivenciar o que acontecia no Norte enquanto Frodo e a Comitiva do Anel seguiam seu caminho até a Montanha da Perdição. Apesar dos personagens famosos fazerem “participações especiais”, os protagonistas aqui são uma elfa de Valfenda, um anão de Erebor e um Dúnedan (humano da estirpe de Aragorn), que têm como objetivo matar todos os orcs no caminho do Pônei Saltitante até o Norte. Muitos jogadores reclamam dos bugs frequentes (especialmente aqueles com placa de vídeo ADM), mas a maioria dos fãs é capaz de passar por cima desses problemas em prol de uma história diferente na Terra-média – e com Águias!

Middle-earth: Shadow of Mordor (2014): Desenvolvido pela Monolith Productions e distribuído pela Warner Bros, o jogo se passa no período de 40 anos entre O Hobbit e O Senhor dos Anéis, quando Sauron instalou-se em Mordor e trouxe o mal àquela terra. Apesar de participações dos personagens tradicionais, o foco aqui é Talion, guerreiro humano que perdeu sua família (e sua própria vida) nas mãos de um servo de Sauron. Retornando dos mortos com a ajuda de um wraith – espírito de um elfo – também em busca de vingança, ele parte para Mordor com a missão de matar todo orc em seu caminho até Sauron. Não é um jogo perfeito ou inovador – apesar do sistema Nêmesis, onde seus inimigos “sobem de nível” nos ranks ao matar você –, mas ainda é uma ótima opção para quem quer voltar à Terra-média e viver uma aventura diferente.

 

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