A evolução de Calpúrnia Tate | Resenha

04 01

2016

 

Titulo original: The evolution of Calpurnia Tate

Autor: Jaqueline Kelly

Tradução: Elisa Nazarian

Ano: 2014

Páginas: 382

ISBN: 978-85-67028-41-5

Editora: Única

Nota: Nota 3 MIXSEA

 

A evolução de Calpúrnia Tate é um livro que não tem só aparência, tem uma história agradável de se ler embora não fique grudado no livro ansioso pelo que acontecerá depois. É uma leitura divertida e interessante com vários fatos biológicos e científicos.

A história se passa em 1889, onde as mulheres tem as matérias de costura, caligrafia, postura e música na escola enquanto os homens tinham as matérias normais e podiam ir para a faculdade. Calpúrnia Virgínia Tate mais conhecida como Callie Vee e com 11 anos era a única menina em 6 irmãos, os mais novos Travis, Sul Ross e Jim Bowie, e dos mais velhos Harry, Sam Houston e Lamar. Callie Vee nunca gostou das matérias ensinadas na escola e sempre teve um olhar perceptivo para tudo, sempre observava a natureza e o que acontecia em seu meio, seu avô (Walter Tate) era um biólogo, então Callie Vee começa a passar mais tempo ao seu lado.

“É impressionante o que se pode ver, apenas ficando sentado em silêncio e observando.”

a evolucao de carpunia tate MIXSEA.COM.BR

1889 é a época de quando o livro “A origem das espécies” do Darwin estava no centro de discussões entre igrejas e cientistas que tinham achado registros fósseis; em uma de suas primeiras relações com seu avô, Callie Vee pega o livro emprestado e começa a ler, ela passa a ir no lago com seu avô para analisar plantas e animais. Sua mãe não gosta nada de sua nova rotina e a obriga a passar mais tempo tocando piano, e aprendendo a cozinhar e bordar, e como Callie Vee é muito nova ela tem que obedecer e fazer tudo o que sua mãe pedir, é claro que ela não gostou nem um pouco, mas mesmo assim o fez.

Para concluir gostaria de falar que por mais que tenha biologia envolvida e a rotina da vida em 1889, o livro é muito bom, eu diria “uma gracinha”, porque não é um livro que te impressiona, é um livro onde a história se torna interessante e você lê sem pressa.

“A natureza… não se preocupa nem um pouco com aparências, a não ser que possam ser úteis a qualquer ser vivo.”

Livro “A Cidade do Sol” do autor afegão Khaled Hosseini tem muito a nos dizer | Sinópse Crítica

03 11

2015

Titulo: A Cidade do Sol

ISBN: 9788520935521

Autor: Khaled Hosseini

Ano: 2007

Páginas: 368

Editora: Nova Fronteira

Nota:  nota 5 MIXSEA

 

Se, após uma guerra, cada sobrevivente pode ser reconhecido como um herói, o que dizer a respeito de Laila e Mariam? As duas protagonistas de “A cidade do sol” – romance do médico e escritor afegão Khaled Hosseini – unidas pelo destino ao casarem-se com o mesmo homem, não só conseguem salvar as próprias vidas em um contexto de constantes conflitos armados, como contribuem para o renascimento cultural da capital Cabul depois de mais de vinte anos de repressão.

A Cidade do Sol

“Aprenda isso de uma vez por todas, filha: assim como uma bússula precisa apontar para o norte, assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher a sua frente. Sempre.”

De volta ao Afeganistão, após quase três décadas distante de seu país de origem, dada a situação belicosa em que esse se encontrou entre 1979 e 2001, o autor retrata explendidamente o sofrimento de seus conterrâneos e as condições desumanas nas quais sobreviveram durante o período de conflitos entre facções de ideologias diversas, mesmo que unidas por principios autoritários.

A obra evidencia persistência e coragem por parte das protagonistas ao buscarem os próprios objetivos, mesmo conscientes de que a tentativa da conquista pela liberdade poderia custar-lhes a vida.

“Não se podem contar as luas que brilham em seus telhados, Nem os mil sóis esplêndidos que se escondem por trás de seus muros.”

Em suma, o romance é repleto de descrições físico-morfológicas, religiosas e culturais do Afeganistão, o que permite ao leitor uma rica reflexão sobre a vida da população local, capaz de comovê-lo e de fazer com que se sinta dentro da trama.

Texto de PEDRO COSTA BRUNETTA, nosso leitor assíduo

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Os Dois Mundos de Astrid Jones | Resenha

07 08

2015

os dois mundos de astrid jones

 

 

 

Título: Os dois mundos de Astrid Jones

Autor: A. S. King

Tradutor: Santiago Nazarian

Ano: 2012 (USA)/ 2015 (BRA)

Páginas: 287

ISBN: 978-85-8235-269-4

Editora: Gutenberg

Nota: Avaliação Mixsea

 

 

Os dois mundos de Astrid Jones é um livro interessante em que uma menina de dezessete anos que adora filosofia e observar aviões, fica em dúvida sobre sua sexualidade, em uma cidade preconceituosa onde todos devem ser perfeitos. Sua família tem muitos problemas, sua mãe é viciada em trabalho e seu pai é viciado em drogas. Durante a aula de filosofia, sua professora discute sobre uma frase de Zenão de Eleia que fala:”O movimento é impossível”; Intrigada com essa afirmação Astrid faz de tudo para provar o contrário.

“Mas é bom amar uma coisa e não esperar nada em troca. É bom não haver discussão nem pressão alguma, ou qualquer boato de qualquer baboseira. É amor sem amarras. É o ideal.” (p. 28) 

os dois mundos de astrid jones

A mensagem que o livro trás é boa, ele prega a aceitação e a busca pessoal para definir quem você realmente é, mas confesso que fiquei meio perdida em alguns momentos em relação aos sentimentos da Astrid. Uma das coisas legais no livro é que ela manda o seu amor para os aviões, pois cada passageiro tem uma historia e nenhum deles irá julgá-la, a historias dos passageiros que estão no avião e o motivo de estarem indo para seu destino, aparece ao longo do livro. Astrid guarda um segredo de sua melhor amiga, e quando esse segredo vem a tona todos a sua volta começam a ver o mundo de uma forma diferente.

“Eu sou igual a um piloto de avião e um mecânico de carro. Eu sou igual a você. Você é igual a mim. Isso é universal. Exceto que não é.” 

os dois mundos de astrid jones

Não é o melhor livro que já li, mas com certeza vale a pena conferir e tirar duas próprias conclusões, porque ele pode te surpreender.  Os dois mundos de Astrid Jones tem uma trama leve mas com assuntos importantes que temos em nossas vidas, não é uma leitura bobinha, apesar de ser rápida.

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