8 vídeos com poemas de Manoel de Barros e suas levezas

03 06

2016

O próprio Manoel diz em uma entrevista no documentário “Só dez por centro é mentira”: “a invenção é uma coisa que serve pra aumentar o mundo”, e é assim que o poeta nos aumenta, nos inventa. Manoel de Barros é um poeta de levezas, as palavras que ele escreve voam sobre as páginas de seus livros ao ponto de, muitas vezes, estarmos diante de palavras que se desmancham ao primeiro som de uma voz.

De mundo aumentado, todos pensamos, queremos e podemos mais. Sendo assim, selecionamos uma série de vídeos com poemas de Manoel de Barros que vão encantar você, já que não poderia ser diferente. Confira:

Historias da unha do dedão do pé do fim do mundo

A Poesia está guardada nas palavras

Escritos em verbal de ave

Agramática

Difícil fotografar o silêncio

Poeminha em língua de brincar

O Apanhador de Desperdícios

Mundo Pequeno e Autorretrato

Poema bônus:

O fazedor de amanhecer

Sou leso em tratagens com máquina.
Tenho desapetite para inventar coisas prestáveis.
Em toda a minha vida só engenhei
3 máquinas
Como sejam:
Uma pequena manivela para pegar no sono.
Um fazedor de amanhecer
para usamentos de poetas
E um platinado de mandioca para o
fordeco de meu irmão.
Cheguei de ganhar um prêmio das indústrias
automobilísticas pelo Platinado de Mandioca.
Fui aclamado de idiota pela maioria
das autoridades na entrega do prêmio.
Pelo que fiquei um tanto soberbo.
E a glória entronizou-se para sempre
em minha existência.

Inspiração: NotaTerapia

“A Língua das Coisas” é o premiado curta metragem inspirado na obra de Manoel de Barros

15 02

2016

Curta-metragem selecionado pelo programa Curta Criança do MINC e TV Brasil, livremente inspirado na obra de Manoel de Barros, exibido e premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior. Realmente bom, vale a pena gastar um pouquinho do seu tempo para assistir.

Sinopse: Em um sítio, distante de tudo, vivem o menino Lucas e seu avô. O avô só sabe a língua do rio, dos bichos e das plantas. Lucas está cansado da rotina de pescar e das histórias inventadas pelo avô, que diz pescá-las no rio: palavra por palavra. Um dia, a mãe de Lucas vem buscá-lo para morar na cidade. Mesmo contrariado, o avô o encoraja a ir para aprender a falar língua de gente. Na escola, a nova língua não entra na sua cabeça. Não cabe. E pra piorar, ele começa a escrever uma língua inventada, só dele. Todos pensam que ele tem um parafuso a menos. Em seguida, sua mãe recebe a notícia da morte do avô. De volta ao sítio, Lucas corre em desespero na esperança de encontrá-lo, na ilusão daquela notícia ser uma história inventada. Mas não é. Desolado, ele se senta a margem do rio, e sem se dar conta, dezenas de palavras são trazidas pela correnteza.

 

E, aquele que não morou nunca em seus próprios abismos nem andou em promiscuidade com os seus fantasmas, não foi marcado. Não será exposto às fraquezas, ao desalento, ao amor, ao poema.

Manoel de Barros

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