5 filmes que completam 20 anos em 2016

17 03

2016

O tempo passa mais rápido do que a gente pensa, mas tem alguns filmes que sempre nos lembraremos porque eram muito bons, principalmente quando éramos crianças. Alguns desses filmes icônicos já farão 20 anos neste ano, e listamos 5 cinco para que você olhe e diga “Nossa estou velho mesmo”, “Quero ver esse de novo”, “Aquele ali é ótimo!!”

1- 101 Dálmatas

Provavelmente você assistiu esse filme todos os dias, morria de ódio da Cruela e de fofura com os cachorrinhos… bom, você não está sozinho.

2- Romeu e Julieta

Um filme bem bonitinho que mostra a história de Romeu e Julieta, e nele tem Leo DiCaprio antes de Titanic, novinho e ainda começando sua carreira de ator, mas já um ótimo ator

3- Matilda

Sim, você está ficando velho, quando era criança assistia esse filme quase todos os dias porque a Sessão da Tarde amava passar ele (e ainda ama), era incrível ver uma menininha ter super poderes e enfrentar toda a diretoria da escola.

4- Missão Impossível

Esse filme é um clássico, todo mundo ja assistiu e ficou maravilhado com as habilidades que os agentes mostram.

5- Professor aloprado

Esse filme era engraçado e todos adoravam, princialmente pelo fato dele fazer vários personagens ao mesmo tempo, é outra que passava na Sessão da Tarde toda semana.

sad eating hungry fat candy

O Regresso tem cenas simples com muito sentimento e é maravilhoso| Crítica

19 02

2016

Indicado ao Oscar em 12 categorias, O Regresso (direção de Alejandro Iñárritu) supera expectativas, transmite sentimentos em cenas simples e foge da leitura feita pela história do “homem branco bom” contra os “índios maus”.

 

Título: O Regresso (The Revenant)

Direção e Roteiro: Alejandro González Iñárritu

Ano: 2016

Duração: 2 horas e 36 minutos

Nacionalidade: EUA

Gênero: Faroeste, aventura

Nota: nota 5 MIXSEA

 

 

 

 

O filme datado em 1822 tem como protagonista Hugh Glass (Leonardo DiCaprio), cuja jornada rumo ao oeste não poderia ter sido mais árdua. Atacado por um urso e seriamente machucado, sendo deixado para trás por sua “equipe” de caça com ninguém menos que John Fitzgerald (Tom Hardy), que lhe rouba, quase literalmente, tudo o que lhe restava em vida. Glass sobrevive – não vive, sobrevive – em meio às imensas adversidade na busca de um propósito: vingança.

Imagem de river, snow, and blood

O enredo interessante e cativante da história não é, no entanto, o único motivo pelo qual a obra de Iñárritu é implausível. O aspecto visual do filme é fantástico, com uma fotografia incrível  e, pode se dizer, bela e métodos de filmagem, somados às interpretações (grande parte por DiCaprio), impecáveis na hora de transmitir o sentimento e a realidade da cena.  Como os closes no rosto de DiCaprio ou o ângulo da câmera de baixo para cima, de modo a mostrar a insignificância humana em meio a grandiosidade da natureza. Além disso, a trilha sonora acompanha e marca muito bem cada momento sem deixar a desejar.

À parte das questões técnicas, o filme faz uma reeleitura dos acontecimentos da conquista do oeste do século XIX. Somos acostumados a ver nos filmes, especialmente estadounidenses, inimigos ou antagonistas russos, chineses, terroristas, ou seja, o outro lado, normalmente negativo, dos Estados Unidos. Em O Regresso isso não acontece (não é tão incisivo). Na história dos Estados Unidos, a conquista para o oeste foi marcada por derramamento de sangue indígena. No entanto, sob a máscara do destino manifesto, de que os moradores brancos das 13 colônias eram destinados a libertar e civilizar o oeste, milhões de índios morreram e  várias culturas foram destruídas.

Imagem de leonardo dicaprio, movie, and the revenant

O Regresso

No filme, a equipe de Glass foi atacada, logo nas cenas iniciais, por uma tribo de índios (Arikaras) o que daria a entender que, mais uma vez, eles seriam os vilões da história. No entanto, com o desenvolvimento do longa, percebe-se uma complexidade maior do que isso, especialmente conforme o passado de Glass começa a ser revelado. Há dois momentos que demonstram o que está sendo escrito aqui. O primeiro é quando um índio (cuja tribo não me recordo) tem um diálogo com Glass e relata o seu ponto de vista da marcha para o oeste. O segundo é a cena final do filme (deixo a vocês descobrirem o porquê dessa). (Até o motivo pelo qual os Arikaras atacam os “homens brancos” é mais honroso do que o do Destino Manifesto).

Cabe a Fitzgerald, portanto, assumir o posto de vilão de O Regresso. No personagem (em em Glass, em partes, também), toda a ganância, crueldade e sujeira humana é materializada. E são essas características especificamente humanas o mais relatado. Em 2 horas e 36 minutos vê-se sangue, violência, frio, solidão, desespero e renascimento. Vê-se até que ponto o homem é capaz de sobreviver em busca de vingança e até que ponto o homem é covarde o bastante para não ajudar o próximo. Vê-se até que ponto o homem chega por causa de dinheiro e conforto e até que ponto ele age para proteger quem ama.

O Regresso é, em suma, uma obra prima, marcada pela volta à selvageria humana. Com cenas de “revirar o estômago”, atuações memoráveis, uma direção impecável e uma produção mais impecável ainda não espanta as 12 indicações ao Oscar 2016. Muito pelo contrário, chama-as para si.

Imagem de the revenant

Obs.: Vale a pena conferir algumas entrevistas dos envolvidos no filme antes de vê-lo. Isso garante maior veracidade ao que está sendo exposto na tela do cinema, deixando a experiência do espectador mais intensa (vai por mim). Para isso clique aqui, aqui ou procure no famigerado google.

Charlie Brown – Peanuts o filme, e toda a fofura dos personagens| Crítica

05 02

2016

Imagem de peanuts and snoopy

Título original: Snoopy & Charlie Brown – The Peanuts Movie

Ano de produção: 2015

Distribuição Nacional: Fox Filmes

Duração: 1h 28min

Direção: Steve Martino

Nacionalidade: EUA

Gênero: Animação, família

Nota: nota 4 MIXSEA

   No dia 14 de janeiro saiu nos cinemas brasileiros – um pouco atrasado que no exterior – o filme Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, o filme. Todos já devem ter lido ao menos uma tirinha do cachorrinho mais fofo do mundo, mas o filme é algo único e peculiar.

   A animação conta a história do cotidiano de Charlie Brown que é bastante desastrado e cuja vida parece sempre ser sabotada por alguma força maior. Charlie se apaixona pela garota nova – a garotinha ruiva – e faz de tudo para impressioná-la e mostrar a ela um novo Charlie: ajeitado e interessante. O que ele não percebe é que na busca por um recomeço, Charlie se esqueceu de suas características positivas e da importância de ter um olhar positivo sobre as coisas. Lição representada nos personagem Linus e relembrada no fim pela garotinha ruiva.

   Paralela a história de Charlie, temos a de Snoopy, que encontra uma máquina de escrever e imagina várias aventuras  – similares, com suas peculiaridades, à de Charlie. Ele enfrenta seu inimigo, o Barão Vermelho, de modo a salvar a amada Fifi.

   Um filme extremamente fofo, deixa tanto adultos quanto crianças rindo como bobos e com um sorriso no rosto dizendo “awn” em várias cenas. Tem várias morais como nunca desistir (notavelmente forte na personalidade de Charlie Brown) e saber encontrar qualidades e se valorizar mesmo em meio ao caos, importantes para o crescimento e amadurecimento de todos. Afinal, as histórias de Charlie e Snoopy em quadrinhos são assim, cheias de reflexões. Como o filme.

Imagem de peanuts and snoopyImagem de charlie brown, peanuts, and the movie

Amélie Poulain e os pequenos prazeres da vida

06 11

2015

O fabuloso destino de Amélie Poulain é um filme francês cuja direção foi feita por Jean-Pierre Jeunet. É um filme antigo, o lançamento no Brasil aconteceu em 2002, mas, ainda hoje, é bastante assistido e aclamado.Imagem de amelie, movie, and amelie poulain

Ele conta a história de Amélie, uma garota que cresceu isolada das outras crianças devido aos pais acharem que ela tinha algum problema no coração. Foi educada em casa pela mãe, que perdeu quando ainda era nova. Devido aos acontecimentos da sua infância, Amélie cresceu e se tornou uma adulta com uma visão moldada e deturbada dos outros a sua volta. Ela saiu de casa e passou a morar sozinha em Paris. Passou a viver uma vida acomodada e com uma rotina monótona. Até que um dia, encontrou uma caixinha de criança escondida em seu apartamento. Uma caixinha que um dia já pertencera a um menino.

Seu momento de epifania foi esse, de encontrar a caixinha, o que despertou em Amélie uma vontade imensa de devolvê-la ao dono. Uma vontade de se doar, e ela dedicou, então, sua vida em cumprir esse objetivo, até quando o realizou e viu como o dono da caixinha se emocionou em recebê-la.  A visão que Amélie tinha dos outros foi remodelada naquele momento. Ela, que sempre buscara sentir os pequenos prazeres da vida, descobriu o melhor e maior de todos: o prazer de ajudar o outro, de fazer a vida do outro melhor.

O filme se desenrola com Amélie ajudando, de forma anonima (o que mostra que ela não estava fazendo o que fazia para ser reconhecida, e sim, para se sentir bem), aqueles que a rodeavam. Desde juntar um casal à melhorar a vida de um garoto maltratado e influenciar o pai a sair de casa para viajar – o que ele não fez desde que a mãe morreu. Amélie dedicou sua vida aos outros, buscou o sentido da vida.

Durante essa busca, no entanto, ela deixou de lado algo que também importava. Ela esqueceu de se ajudar, de si mesma. Na procura da satisfação em ajudar o próximo, Amélie se esqueceu. Até que esbarrou em alguém, alguém que viria a evitar encontrar por muito tempo. Alguém que, talvez, pudesse ser o amor da sua vida.

O fato de Amélie relutar tanto em encontrar com o homem da máquina de fotos demonstra e materializa toda a sua personalidade moldada desde a infância. Há uma fala no filme, em que o “Glass man” diz: you mean she would rather imagine herself relating to an absent person than build relationships with those around her? Ou seja, você quer dizer que ela preferiria se imaginar se relacionando com uma pessoa ausente do que construir relacionamentos com outros ao redor dela? A resposta para essa pergunta é sim. Até que ela recebe “um empurrãozinho”, ela prefere não se relacionar com os outros.

Imagem de amelie and quoteImagem de amelie, lonely, and amelie poulain

Em suma, Amélie Poulain descobre os menores prazeres da vida. Ela consegue viver solidariamente, mas também encontrar alguém para si e para preencher um vazio interno. “O fabuloso destino de Amélie Poulain” é um filme melancólico, mas doce e feliz na mensagem que traz. É um daqueles filmes, que mesmo com mais de 10 anos de existência e, mesmo já sendo visto repetidamente, faz com que o público se derreta ao mirar a tela e ouvir a trilha sonora (fantástica) tão marcante.

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So, my little Amélie, you don’t have bones of glass. You can take life’s knocks. If you let this chance pass, eventually, your heart will become as dry and brittle as my skeleton. So, go get him, for Pete’s sake!

 

Obs.: A quem se interessar, ouça a trilha sonora do filme completa aqui:

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