Referencias presente em “Os Oito Odiados” de Quentin Tarantino

26 03

2016

Ollie Paxton  é um cinegrafista e editor do Reino Unido e em sua pagina do vimeo, ele postou um vídeo editado por com as referencias a outros filmes que Quentin Tarantino usou em seu mais recente filme “Os Oito Odiados”, veja a baixo o vídeo.

Caso você tenha gostado do vídeo e queira conhecer mais do trabalho de Ollie Paxton e so entrar no vimeo dele por aqui pois na pagina dele tem muitas coisas interessantes.

A maravilha do tímido “Os Oito Odiados” de Tarantino | Crítica

14 01

2016

O oitavo filme do aclamado diretor  Quentin Tarantino já está em cartaz nos cinemas brasileiros e divide a crítica no mundo todo em pessoas que amam o filme, e pessoas que se decepcionaram com este trabalho do diretor.

Título original: The Hateful Eight

Ano de produção: 2015

Distribuição Nacional: Diamond Filmes

Duração: 2h 48min

Direção: Quentin Tarantino

Nacionalidade: EUA

Gênero: Drama , Faroeste

Nota: nota 4 MIXSEA

 

A trama de “Os Oito Odiados” se passa alguns anos depois do fim da Guerra da Secessão; as feridas dos Confederados continuam abertas. O oficial John Ruth (Kurt Russell) é o personagem que faz a trama andar, ao levar a fugitiva de justiça Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh) para ser enforcada em Red Rock, mas é o Major Marquis Warren (Samuel L. Jackson) o verdadeiro protagonista. O militar negro ainda goza da vitória diante dos escravagistas na guerra, e mostra sempre, para quem quiser ver, a carta que ele recebeu de Abraham Lincoln, supostamente um confidente seu de correspondências. A partir de um momento no filme, os oito personagens se encontram no mesmo local, no Armazém da Minnie que recebe viajantes, e é neste local que a trama principal se desenrola, já que a nevasca não deixa que ninguém saia, não entrarei em detalhes para não dar spoilers.

Com a pluralidade de um mexicano, um inglês, um xerife e um negro, a trama é rica mas começa muito lenta, o que contribui para o filme chegue a quase 3 horas de duração. Este começo, que é a introdução, é paciente e cautelosa, o que dá a sua lentidão, Tarantino presa muito pela construção dos espaços e dos diálogos, para a construção também dos personagens, então, faz isso com toda a calma do mundo. A apresentação dos personagens nem sempre é feita de ordem direta, eles apresentam alguém para terceiros, como por exemplo: “Esse é o carrasco, quando ele pega alguém, esta pessoa sempre morre enforcada” ou “Esse é o major Warren conhecido na guerra por valer 30 mil dólares a sua cabeça, isso porque…”. O passado dos protagonistas é prioritariamente feito dessa maneira.

A velocidade e tensão de toda a trama muda quando, de repente e de lugar nenhum, surge um narrador pela voz do próprio Tarantino. O diretor ao longo de sua carreira desenvolveu uma persona muito habilidosa, e aparece em suas histórias sempre a um passo de canibalizar a própria trama, ou os próprios personagens. Este narrador que aparece de repente, introduz uma nova trama, muda a tensão do lugar, o telespectador disso tudo se impressiona com a qualidade desta transição, que fica aparente.

Tarantino também problematiza questões sob a qual o seu país foi constituído: racismo, sexismo, xenofobia. Esses problemas aparecem tão fortemente que são personificados pelos personagens Major Marquis Warren, Daisy Domergue e Bob, respectivamente. A carta de provocação a Abraham Lincoln é o que confirma isto tudo, com uma grande ironia: é como se a carta do presidente outorgasse ao major o protagonismo na refundação. Um negro, refundando o país que é racista. A violência também tem seu lugar, e Tarantino faz questão de mostrá-la, não como violência pela violência, mas sim para mostrar o seu ponto, e não dá para se passar uma trama com tanta carga pesada como essa em um cenário como era o da época retratada sem violência, mas com propósito, como já disse.

A fotografia, como sempre, é linda e a filmagem em 70mm tem o propósito de ter a maior dimensão imagética possível para retratar um lugar só, e um lugar pequeno que é justamente o Armazém da Minnie, conseguindo assim intimidade e abrangência ao mesmo tempo. Fotografia quando junta com uma ótima trilha sonora dá um resultado maravilhoso, e é o que vemos neste filme.

Fica claro também, que muito do sucesso dos filmes do Tarantino é a escolha dos atores e atrizes. O dinamismo entre eles é impressionante, cada um com o seu personagem e todos ativos no filme, sem excessos. A dinâmica que eles conseguem dentro do armazém é assim, impecável, eficaz, todos enquadrados no mundo gigante do cineastra Tarantino, fazendo com que o mundo dele, naquele momento se passe somente no pequeno e aconchegante Armazém. É uma pena que o diretor não tenha dado conta de enquadrar os oito personagens de uma vez, o que é realmente difícil para as circunstâncias, então ele enquadra 3 ou quadro personagens e ficamos nos perguntando o que os outros estão fazendo, isso muitas vezes levou o diretor a fazer flash backs na história, o que não é menos difícil quando é bem feita.

“Os Oito Odiados” é o melhor filme do Tarantino? – Não. Nem o mais coeso ou criativo. Para um diretor que vive dizendo que vai parar de dirigir após o décimo filme, no oitavo ele devia ter dado um salto mais astuto e agressivo no seu trabalho, e não é isso que vemos. Mesmo assim, Tarantino faz bem o que se propôs neste filme, e continua um habilidoso manipulador de sensações e sentimentos. Além do mais, mesmo com as falhas, “Os Oito Odiados” é um filme bom e prazeroso para os amantes de cinema.

Trailer:

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